Monday, 5 November 2007

Google confirma criação de software para celular

O Google confirmou, nesta segunda-feira (5), os rumores de que trabalha no desenvolvimento de um pacote de software gratuito para telefones celulares. A novidade, afirmou a empresa, tem como objetivo levar mais funções aos usuários desses aparelhos, que não precisarão ficar em frente ao PC para acessar diversos tipos de serviços.

O primeiro telefone equipado com o pacote de codinome Android, divulgou a agência de notícias Associated Press, só estará disponível a partir do segundo semestre de 2008. O gigante das buscas só oferecerá o software para os portáteis e não fabricará esses aparelhos a produção dos portáteis compatíveis com o sistema operacional será delegada às empresas Motorola, Samsung, HTC e LG Electronics.

 
 

Entre as operadoras de telefonia móvel que vão oferecer serviço aos telefones com a plataforma do Google nos Estados Unidos estão a Sprint Nextel e a T-Mobile. Fora dos EUA, esse serviço será oferecido pela China Mobile, Telefonica e Telecom Italia. As empresas ligadas ao projeto do Google fazem parte de uma aliança de 34 companhias que formaram a Open Handset Alliance. 

 
 

Programadores também poderão criar aplicações compatíveis com o software do Google e, com isso, aumentar muito a quantidade de aplicativos disponíveis para telefones. "Essa abertura é uma grande aposta, mas representa apenas uma etapa daquela que será uma batalha muito longa na próxima fronteira da internet móvel", afirmou à agência de notícias Associated Press Michael Gartenberg, vice-presidente da Júpiter Research.

Possibilidades

Os engenheiros vêm trabalhando no desenvolvimento desses pacote de softwares por anos, desde que o Google comprou a empresa Android em 2005. "A novidade vai levar a internet para os telefones celulares de uma maneira muito interessante", afirmou Andy Rubin, co-fundador da Android que hoje trabalha como diretor de plataformas móveis para o Google.

 
 

Apesar de o lançamento da novidade ainda estar distante, a plataforma do Google representa uma ameaça para outros sistemas operacionais de portáteis desenvolvidos pela Microsoft, Research in Motion (do Blackberry), Palm e Symbian. Pelo fato de o software do Google ser gratuito, é possível que os smartphones com essa alternativa fiquem mais baratos do que seus concorrentes.

 

Saturday, 3 November 2007

Crise do gás deve elevar preço da energia elétrica, prevê Aneel

A crise do gás brasileiro deverá se refletir em "imediato aumento no custo de energia elétrica", informou o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Jerson Kelman.

Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" publicada na edição deste sábado (3), ele afirmou que o impacto será sentido no chamado mercado livre, que atinge consumidores mais de 3 MWh, como indústrias e até alguns shoppings centers.

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Perguntas  e respostas sobre a crise do gás

 
 

Segundo o executivo da Aneel, as incertezas sobre o fornecimento de gás às usinas térmicas pela Petrobras elevarão o custo da energia. 

Kelman comparou a oferta insuficiente de gás para atender às demandas de usinas térmicas, indústrias e veículos que usam o produto como combustível é um "cobertor curto". "No curto prazo, isso vai afetar os grandes consumidores", concluiu.

 A crise

Para repassar gás a usinas termelétricas, a Petrobras reduziu o volume repassado a distribuidoras. O problema é que não há gás suficiente para abastecer as usinas sem prejudicar as indústrias e os consumidores que utilizam o gás natural.

Por conta disso, a estatal reduziu na quarta-feira em 17% o fornecimento de gás para as companhias CEG, CEG-Rio e Comgás, afetando o abastecimento nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O abastecimento foi normalizado depois de liminar expedida pela Justiça do Rio. 

A escassez do combustível é mais preocupante no Rio de Janeiro, já que o estado tem a maior frota de carros movidos a Gás Natural Veicular (GNV) do país.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, reafirmou que a estatal vai recorrer da decisão e disse que o Brasil precisa "desestimular" o consumo de gás natural neste momento de escassez do produto.

Fonte: G1 São Paulo

 

Friday, 2 November 2007

Notebooks serão 20% dos PCs vendidos no Brasil em 2007

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estima que, dos 10,1 milhões de computadores pessoais vendidos no Brasil em 2007, cerca de 2,1 milhões serão notebooks. Ainda de acordo com a instituição, o mercado brasileiro de PCs movimentou 6,9 milhões de unidades de janeiro a setembro de 2007, aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em 2008, afirma a Abinee, o mercado da venda de PCs deve crescer 17%, ainda com destaque para as vendas de notebooks.

No terceiro trimeste de 2007, os brasileiros compraram 2,6 milhões de computadores pessoais, sendo 541 mil deles portáteis – deste total de notebooks, 59% foram adquiridos por pessoas físicas. A quantidade de laptops vendidos no trimestre indica um crescimento de 216% em relação ao mesmo período do ano passado.

 
 

 Mercado cinza

Por conta da popularidade dos portáteis, houve um crescimento no mercado cinza de notebooks nos últimos meses – isso vai contra a tendência dos notebooks, que apresentam queda no uso de peças contrabandeadas. No terceiro trimestre, foram vendidos 196,5 mil notebooks "não oficiais", contra 96,5 mil no segundo trimestre (crescimento de 103%).

"Boa parte das revendas que vendiam desktops clones e os componentes destes estão migrando seu negócio para a comercialização de notebooks. Com isso, a participação dos notebooks não oficiais, que foi de 26% no segundo trimestre, subiu para 36% no terceiro. Mantidas as condições atuais, deverá alcançar 42% no quarto", diz um comunicado da Abinee.

Fonte: PORTAL G1

Wednesday, 31 October 2007

Um big brother? Parece, mas não é

Desde o ano passado, um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) visita companhias mundo afora para distribuir um aparelhinho a seus funcionários. Concebido para ser pendurado no pescoço, como se fosse um crachá, o equipamento registra minuciosamente as falas e os movimentos do usuário. Detecta o tempo gasto numa tarefa ou nas conversas com os colegas e traça os deslocamentos pela empresa. Assustador? Alguma semelhança com o Big Brother, o monstro totalitário imaginado pelo escritor britânico George Orwell que serviu de inspiração para reality shows? Não há razão para preocupação, afirmam os criadores da tecnologia. Seu objetivo não é flagrar desvios de conduta, mas analisar o modo como os funcionários falam e agem. O esforço do Grupo de Dinâmicas Humanas do MIT, relatado pela revista Strategy+Business, da consultoria Booz Allen Hamilton, veio em resposta a estudos que constataram a existência de uma enorme gama de informações que são transmitidas de maneira inconsciente pelos funcionários e influenciam a gestão das empresas. O tom de voz ou a atitude corporal de um funcionário pode provocar a reação negativa de um cliente ou de um fornecedor. Seus deslocamentos indicam muitas vezes problemas de interação entre as equipes. O aparelho flagra todas essas situações.

Até agora havia dificuldades para captar as sutilezas dos relacionamentos profissionais pela observação direta ou por meio de relatos de terceiros. O que a tecnologia desenvolvida pelo MIT fez foi emprestar um caráter científico a essa investigação e torná-la muito mais precisa. A Nissan e a Cisco Systems estão entre as companhias que começaram a trabalhar com a equipe da universidade americana. Benefícios já foram constatados por uma das maiores companhias de call center do mundo, a britânica Vertex Data Science. Sem considerar o conteúdo das conversas, a análise dos dados registrados pelo equipamento revelou que os operadores mais bem-sucedidos são os que falam pouco e ouvem muito. O volume de suas vozes oscila bastante, assim como a entonação. Essas características criam a impressão de que eles estão interessados nas necessidades do cliente. Os que se manifestam de maneira mais uniforme, com poucas variações vocais (como os semi-autômatos que nos ligam para oferecer cartões de crédito), transmitem uma imagem autoritária e alcançam menos sucesso nas negociações. Com essa tecnologia, os supervisores da Vertex conseguem constatar rapidamente o desempenho ruim de um operador e, assim, transferir o cliente para outro profissional.


 

Empresas percebem que o modo de falar e a postura de suas equipes têm forte influência nos seus negócios

O conhecimento produzido pelo monitoramento dos funcionários deve ter

enorme impacto nos negócios num futuro próximo. Ao identificar os sinais que favorecem a persuasão, uma companhia poderá treinar seus vendedores para que alcancem melhores resultados sem que precisem trabalhar mais. Um CEO que participe de encontros freqüentes com acionistas saberá ser mais eficiente se adotar certa postura e algumas características vocais. A integração de um novo contratado às diferentes equipes de uma empresa poderá ser monitorada. Sensores serão usados para acompanhar a saúde dos funcionários, impedindo, por exemplo, que o estresse atinja um nível perigoso. Num experimento conduzido pela equipe da universidade americana, estudantes foram monitorados durante partidas de pôquer. A leitura dos movimentos do corpo, das características da pele e das batidas cardíacas permitiu identificar casos extremos de estresse com 80% de precisão. "É loucura ignorar todos esses sinais quando você administra uma empresa", afirma Alex Pentland, que comanda os trabalhos no MIT. "São tão importantes quanto os nossos comportamentos racionais."

Assim como outros avanços científicos, os sensores de comportamento levantam, no entanto, um problema ético que precisará ser enfrentado. Preservar a privacidade dos funcionários e ao mesmo tempo analisar seu comportamento num nível microscópico, como nunca feito antes, é o grande desafio. As companhias que adotarem o monitoramento terão de enfrentar a resistência, compreensível, de seus empregados. Pentland, do MIT, sugere algumas alternativas. Uma delas é tornar optativo o uso do equipamento. Na sua opinião, muita gente aceitaria a novidade por vislumbrar benefícios pessoais e para a empresa. Outra possibilidade é dar a todos acesso às informações que forem coletadas durante o dia, para permitir que deletem as que considerarem inadequadas. Arquivar os dados unicamente nos computadores de cada um também ajudaria a quebrar resistências. Essas medidas reduzirão a qualidade das informações, mas darão aos funcionários a tranqüilidade de que sua privacidade está protegida.

George Orwell – Nascido Eric Arthur Blair (1903-1950), o escritor britânico é autor do romance 1984, obra-prima da literatura política na qual faz uma crítica feroz ao comunismo de Joseph Stalin, que inspirou a figura do Big Brother.