Tuesday, 11 November 2008

Pesquisa mapeia preocupação com segurança em TI

Os usuários de computador consideram-se mais capacitados do que no passado e estão mais confiantes nas medidas de segurança adotadas, segundo dados da Pesquisa Global sobre Segurança de 2008 realizada pela BitDefender. A pesquisa entrevistou mais de 550 pessoas entre agosto e setembro.

De acordo com a pesquisa global sobre segurança de 2008, 68% dos entrevistados tem mais conhecimento sobre a segurança de TI do que no ano passado, enquanto somente 8% dizem o contrário, e 24% acham que não houve mudança. Essa maior conscientização também pode refletir a propensão dos usuários em investir em proteção este ano, sendo que 46% pretendem investir em segurança.

Quando os pesquisados foram perguntados sobre as maiores preocupações com a segurança dos PCs, a pesquisa mostrou que 36% se preocupam com vírus; 20% com a privacidade; 15% com malwares; 11% com hackers; 8% se preocupam com piratas virtuais e 4% com phishing. Do total, apenas 4% não se preocupam com nada e outros 2%, com outros fatores. A pesquisa também constatou que os entrevistados estão mais apreensivos sobre a segurança, principalmente em cenários de compra e banco on-line, busca na web e e-mail.

“Os resultados da pesquisa mostram uma conexão interessante entre o nível de conscientização da pessoa sobre a segurança de TI e sua preocupação com a segurança dos PCs”, comentou Bogdan Dumitru, diretor de tecnologia da BitDefender. Para baixar os resultados completos da pesquisa, acesse: download

Monday, 10 November 2008

Portabilidade chega a mais quatro estados nesta segunda

Mais 8 milhões de usuários de telefonia fixa e móvel vão poder trocar de operadora a partir desta segunda-feira (10) sem precisar mudar o número de telefone.

A portabilidade chega a mais cinco códigos de DDD:

- 44, no Paraná;

- 49, em Santa Catarina;

- 84, no Rio Grande do Norte;

- 33 e 38, em Minas Gerais.

A possibilidade de trocar de operadora sem mudar o número de telefone deve estar disponível em todo o país até março de 2009.

Esta é a terceira etapa de implantação da portabilidade numérica. O programa começou a ser implantado em setembro e está disponível para 28 milhões de assinantes.

Desde o dia 1o de setembro, de acordo com a base de dados da ABR Telecom, 61.960 usuários de telefonia fixa e móvel solicitaram troca de operadora com manutenção do número de telefone. Desse total, 36.816 eram usuários de telefonia móvel e 25.144 de telefonia fixa.
(Com informações da Reuters)

Obs: Será que para nos pobres consumidores brasileiros isso vai melhor a conconrrência? Haverá ainda uma queda nos preços?

Será o fim da assinatura mensal?

Thursday, 6 November 2008

NET lança serviço de banda larga com velocidade de 60 Mbps no Rio

Acesso está disponível para moradores do Leblon

Rio -  A NET lançou nesta quarta-feira, em caráter experimental, um serviço de acesso à internet com velocidade de 60 Mega. A novidade está disponível para os moradores do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Além de residir no bairro, é necessário ser assinante do pacote NET Combo HD Max. O cliente vai poder usar o acesso gratuitamente e a previsão é que os testes do serviço durem por seis meses.

“Estamos antecipando e trazendo mais esta novidade em primeira mão para nossos clientes do Leblon, mas em breve pretendemos estender o teste para outras áreas do Rio de Janeiro e do Brasil", afirmou José Félix, presidente da NET.

A tecnologia tem velocidade cinco vezes superior aos 12 Mega oferecidos pela operadora atualmente. A NET ainda não divulgou o preço ou quando pretende disponibilizar o serviço.

Fonte: Jornal O DIA

Tuesday, 4 November 2008

O Google está nos tornando estúpidos?

“O Google está nos tornando estúpidos?”- pergunta uma revista internacional em matéria de capa. É que grande parte das pessoas que antes lia e pesquisava, agora só tecla palavras-chave no Google. O autor, Nicholas Carr, diz que seu cérebro se desprogamou para leituras massudas. Outros “filósofos digitais” entraram no debate: a maneira como aprendermos está mudando. Estamos obtendo resultados sem teoria, sem saber o que estamos fazendo,e isso pode matar a ciência. Ciência tradicional é coletar observações (dados) sobre eventos, construir uma teoria a partir dos dados, e usá-la para prever eventos ainda não observados. Ocorre que quando se tem muitos (muitos, muitos) dados, você pode pular a etapa “teoria” e prever direto o resultado.

Como o Google faz. Exemplo: quando você erra na digitação de uma palavra,o Google sugere a grafia correta. Como faz isso sem uma gramática embutida? Ele registra que quando alguém tecla uma palavra “X” e ele pergunta – “você não estava querendo teclar Y?”- muita gente diz que sim.O mecanismo é baseado no registro de todos os “X” e “Y”. É assim também que traduz qualquer língua para qualquer outra. Seu banco de dados, alimentado por versões dos mesmos documentos em várias línguas, produz (na força bruta) uma correspondência entre arquiteturas de gramáticas numa e noutra. Quando traduz, ele varre zilhões de trechos dessas arquiteturas que, agregados, fazem o link “disso” para “aquilo”, de uma língua para outra. Ninguém do Google que trabalhou na construção do tradutor do chinês para o inglês sabia chinês. Só havia dados. Pentabytes de dados, como eles dizem. Para quê teoria?

Comportamento humano, por exemplo. Para quê ficar perguntando por que as pessoas fazem o que fazem? O fato é que elas fazem, e o Google prevê o que farão sem teoria. Algoritmos estatísticos acham padrões onde a ciência não consegue. Mas, se essa computação “pentabyteana” pode substituir a teoria, será que bancos de computadores interligados (como neurônios num super-cérebro) não poderiam produzir um tipo de “supermente”?

A metáfora do computador “Hal”, no filme “2001-Uma odisséia no Espaço”(de 1966), pode tornar-se real? “Hal” seqüestrara o comando da nave (como os computadores do Google parecem fazer com nossas mentes). O astronauta Dave tenta desligar seus circuitos para recuperar o comando.“Hal” implora: “Dave, estou com medo. Por favor, não me desligue; minha mente está indo embora”. Se tentarmos nos desligar dos super-processadores do Google, eles reagirão?Que tipo de mente restará em nós, já que a anterior foi desprogramada? Nicholas Carr conclui: “o filme profetiza que à medida que dependemos mais de computadores para mediar nossa compreensão do mundo, nossa inteligência vai se achatando”. O filme termina com um “Dave” infantil, dentro de uma bolha, em posição fetal, flutuando no espaço e observando a Terra de longe.

* Artigo publicado na Revista Época Negócios – Nº 21– Novembro 2008 – Coluna INOVAÇÃO.