Tuesday, 9 June 2009

Estudo da Câmara sobre internet colide com "Lei Azeredo"

Colaboração para a Folha Online

O texto do projeto de lei de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica crimes cometidos na internet ganhou mais um crítico nesta semana. Dessa vez, a artilharia vem do próprio Parlamento, mais especificamente de um estudo conduzido pela Câmara dos Deputados a ser divulgado nesta quarta-feira (10), obtido pela Folha Online com exclusividade.

Alvo de polêmica, a "Lei Azeredo" traz um texto que especifica e penaliza os crimes cometidos por intermédio da internet.

O documento analisa a relação entre os meandros legislativos e a dinâmica da internet --e pede cautela quanto à composição de legislações relativas ao tema. "Nos casos em que, de fato, há novos delitos apenas possíveis pelo advento da rede, uma legislação pode ser necessária, mas sempre tendo em conta que a rede não tem fronteiras e que as soluções tecnológicas mudam o cenário muito rapidamente. Associar leis com a tecnologia em uso pode levar à sua rápida obsolescência", informa o estudo.

"A configuração descentralizada, a velocidade da evolução tecnológica, o crescimento vertiginoso da rede e seu caráter transnacional estabelecem novos parâmetros de sustentabilidade e de controle da rede, diferentes dos tradicionais", afirma.

Intitulado "Legislação sobre internet no Brasil" e com a chancela da consultora legislativa Elizabeth Machado Veloso, o trabalho aponta para a cautela na edição de leis sobre a internet.

Isso porque, segundo o levantamento, "uma das grandes barreiras à regulamentação e aplicação de leis é a ausência de fronteira, em que a localidade é um ambiente que não existe na internet, o que torna questionável e ineficaz medidas como a identificação do usuário, que pode acessar a rede por meio de países sem qualquer relevância geopolítica, caso seja obrigado a se identificar em seu país de origem".

Uma das diretrizes da lei do senador Eduardo Azeredo é a identificação dos usuários, assim como o armazenamento dos dados dos internautas pelos provedores de acesso à internet por um período de até dois anos (veja mais sobre o projeto de lei abaixo). "É preciso definir também até onde vai a responsabilidade dos blogueiros e dos provedores de acesso", questiona o estudo.

"Qualquer tentativa de regulação deve ser feita de maneira parcimoniosa e reduzida, sob pena de obsolescência da lei, em razão do dinamismo tecnológico", conclui.

Saiba mais

A chamada "Lei Azeredo" propõe, em seus eixos fundamentais, a penalização ou multa, a partir da tipificação de crimes como o acesso não autorizado a rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado; a obtenção, transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação; a divulgação ou utilização indevida de informações e dados pessoais; a inserção ou difusão de código malicioso e a inserção ou difusão de código malicioso seguido de dano, entre outros.

Para que isso seja posto em prática, o projeto de lei determina a identificação dos internautas, a partir de dados de navegação armazenados pelos provedores de acesso à internet, durante um período de dois anos.

O debate a respeito da legislação proposta pelo senador Azeredo é acalorado. No mês passado, 300 militantes se reuniram na Assembleia Legislativa de São Paulo, a fim de contestar o texto --que recebeu a designação de "AI-5 Digital" [editado sob a administração do presidente Costa e Silva, o Ato Institucional número 5 foi um dos principais símbolos do recrudescimento da ditadura].

O evento teve participação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e de outros parlamentares, que defendem um novo texto sobre o assunto. Outro crítico é o ministro da Justiça, Tarso Genro, que se manifestou por comunicado, condenando o projeto de lei.

Em fevereiro, durante a Campus Party (maior evento de tecnologia brasileiro), internautas protestaram contra o assessor de Azeredo, José Henrique Santos Portugal, e contra o desembargador Fernando Botelho --que auxiliou na redação do texto.

À Folha Online, o senador Eduardo Azeredo defendeu a legislação. "Já foi feita uma discussão ampla. As pessoas querem inventar problemas que o projeto não tem. Sem regras nesse assunto, a internet vai continuar sendo terra de ninguém", disse.

Microsoft, Intel e Citrix Dinâmicas da Virtualização Empresarial

Segunda-feira, dia 22 de junho às 14:00 horas – horário de Brasília.

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Entre os tópicos da discussão estão:


Virtualização na empresa e tecnologias futuras

Movimentando-se para além da consolidação e Datacenter Dinâmicos

Cloud computing e como a virtualização se encaixa nisso

Oportunidades, barreiras e desafios da adoção da Virtualização de Desktop

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Este webinar é em inglês.

Monday, 8 June 2009

Gartner: 62% das empresas vão cortar orçamentos de tecnologia

Por conta dos desdobramentos da crise financeira internacional, a consultoria Gartner refez a pesquisa global - que tinha sido inicialmente divulgada em dezembro do ano passado - sobre as prioridades dos Chief Information Officers (CIOs) para 2009. De acordo com Ione Coco, vice-presidente do Gartner para América Latina, o principal objetivo foi analisar as projeções relacionadas aos orçamentos de TI.

Uma das principais conclusões do estudo, consolidado em maio deste ano, é que os CIOs estão menos otimistas do que no final do ano passado. "Quando fizemos a primeira coleta de dados (em dezembro), 40% dos executivos esperavam uma redução nos orçamentos para este ano", conta Ione. "Mas, na versão revisada, esse número passou para 62%", complementa a especialista.
Ainda segundo ela, em relação aos CIOs que projetam manter o budget (orçamento) de 2009 igual ao do último ano, o volume passou de 26% - na previsão do final de 2008 - para 16%. E, por consequência, só 22% dos executivos mantiveram as expectativas de aumentar o orçamento deste ano, contra um índice de 34% na primeira versão do levantamento.

Outro dado pouco animador do recente estudo, ressalta Ione, diz respeito aos valores que devem ser investidos pelas empresas em tecnologia da informação neste ano. "Se somarmos todos os orçamentos e dividirmos pelo número de companhias consultadas, vemos que, em média, esse total vai sofrer um decréscimo de 3,7% neste ano, se comparado a 2008", afirma a vice-presidente. Ainda segundo ela, na versão do estudo divulgada em dezembro passado previa-se a manutenção do valor.


"Essa queda dos investimentos totais em tecnologia não é terrível se pensarmos que em 2008, o crescimento foi de 3,3%", analisa Ione, que acrescenta: "Isso que indica que vamos, praticamente, nos equiparar aos valores de 2007", observa.

Fonte: COMPUTERWORD

Blog da Petrobrás está no ar

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Segue o blog da Petrobrás.

Acho que a Petrobrás considerada a Maior Empresa Petrolífera de nível Nacional e até Internacional, demorou muito para criar um Blog.

Atualmente grandes empresas estão usando além do Blog, outras ferramentas de interação tais como FACEBOOK e outros tantos para ver o que seus consumidores desejam.