Thursday, 13 May 2010

10ª edição da Rio Wireless

Na Copa de 2014, para evitar problemas como os que ocorrem com frequência durante o réveillon em Copacabana, quando boa parte dos celulares para de funcionar, será necessário instalar antenas de transmissão de voz e dados no alto dos estádios. E ainda: vans e caminhões das operadoras, devidamente equipados, deverão ficar no entorno dos centros esportivos.

A  informação é do vice-presidente Associação GSM, que reúne as dez maiores operadoras de celular do mundo, Ricardo Tavares. Elas participam da 10ª edição da Rio Wireless, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

riowireless 042

Segundo Tavares, os maiores picos de utilização de aparelhos celular acontece 30 minutos antes dos jogos, um minuto após o término do primeiro tempo, cinco minutos depois do apito final e a cada gol.

“Nosso estudo mostra que, em 2014, as pessoas vão usar mais os celulares para entrar em redes sociais do que para falar, por isso será necessária a implantação de uma nova faixa de transmissão de dado que possibilite maior agilidade, como no caso do 4G”, explicou o vice-presidente.

No entanto, o acesso a essa tecnologia ainda é restrito e o preço dos aparelhos elevado. Atualmente, no Brasil, 13 milhões de pessoas utilizam aparelhos com a tecnologia 3G - acesso à internet - , mas a maioria ainda usa 2G, com transmissão apenas de voz.

Transmissão até 50 vezes mais rápida
Tavares acrescenta que com a nova tecnologia 4G, que recebe o nome de LTE, será possível transmitir dados de 25 a 50 vezes mais rápido, evitando o tráfego das linhas de celulares. Em 2014, 210 milhões de brasileiros vão ter acesso à celular. Atualmente são 177 milhões no país. “Esta faixa adicional, que vai permitir maior velocidade de dados, não é importante apenas para os grande eventos esportivos, mas também vai ter efeito permanente na tecnologia do Brasil”, afirmou.

riowireless 033

De acordo com ele, é importante que o governo e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) comecem a pensar a infraestrutura do evento ainda em 2010. “Para que grandes eventos tenham sucesso é importante, improvisar de maneira criativa é importante, mas planejamento é fundamental”, disse.

Pouco está sendo feito para implantar tecnologia
Em contrapartida, o deputado federal e membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), afirmou que atualmente pouco está sendo feito, em termos de legisção, na Câmara para ordenar a infraestrutura em telecomunicações, que será necessária para o evento em todo o país.

O superintendente de serviços privados da Anatel, Dirceu Baravieira, garantiu que a agência está viabilizando regulamento para que operadores de telefonia móvel possam se estruturar para o fornecer o serviço com base na tecnologia 4G para o usuário.

“Se, em 2014, o Brasil não tiver tecnologia para implantar o 4G, vamos decepcionar 1,2 milhão de turistas que vieram assistir aos jogos. Isso sem falar no tráfego de dados e voz que pode acontecer durante os eventos”, advertiu Ricardo Tavares.

O estudo apontando soluções para o tráfego de dados em grandes eventos foi desenvolvido pela GSM Association em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), em Campinas.

Anatel, Inmetro e CGI.br farão balanço de qualidade da banda larga fixa no Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) firmaram parceria para realizar um balanço da qualidade dos serviços da internet em banda larga fixa no país.

O acordo, firmado em junho do ano passado, pretende usar as competências e as atribuições legais das três instituições para analisar o fornecimento das conexões em alta velocidade em todo o país, a partir de diversos ângulos.


Para a realização dos testes, foram selecionadas 160 voluntários, assinantes dos serviços das operadoras Oi, Net, Telefônica e GVT para medir o desempenho das conexões de banda larga fixas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Salvador e Brasília.

Durante as análises, a Anatel avaliará a prestação do serviço em si, enquanto o Inmetro responderá pelas estatísticas e mensuração de resultados e o CGI.br, ficará incumbido de medir a qualidade da última milha, de acordo com os critérios da tabela abaixo. A previsão é que eles sejam publicados até o fim do ano.

Grandeza


Critério

Disponibilidade
Maior ou igual a 99% (equivalente a 7,2h de interrupção ou menos a cada mês)

Vazão/Velocidade Média
Média maior que 60% da vazão/velocidade máxima contratada

Vazão/Velocidade Instantânea
Valor instantâneo mínimo de 20% da vazão/velocidade máxima contratada

Perda de Pacotes - Perda máxima de 2% (dois por cento) do volume de dados enviados

Latência unidirecional - Valor máximo de 40 milissegundos

Latência Ida e Volta (RTT) -Valor máximo de 80 milissegundos

Jitter -Variação máxima de 50 milissegundos

Tempo para estabelecimento de conectividade IP
Tempo máximo de 1 minuto

Número de tentativas para estabelecimento de conectividade IP
Valor máximo de 2 tentativas

DNS - tempo de resposta do servidor recursivo
Tempo máximo de 80 milissegundos

DNS - obediência ao campo TTL
Servidor recursivo deve obedecer ao campo TTL

DNS - resposta a uma consulta a um endereço inexistente
Servidor recursivo deve responder que o endereço é inexistente

DNS - possibilidade de consulta ao servidor autoritativo
O cliente deve receber uma resposta à consulta

DNS - possibilidade de consulta ao servidor autoritativo
Deve ser verificado no log do servidor autoritativo que houve consulta do cliente, permitindo verificar que não existe um proxy DNS transparente na rede

Tempo de Instalação do Serviço - 7 (sete) dias

Tempo de cancelamento do serviço - Período máximo de 30 dias.

Sunday, 9 May 2010

‘Internet a 512 kbps não é banda larga’, diz especialista

O professor da Universidade Federal do ABC e presidente da Casa de Cultura Digital, Sérgio Amadeu da Silveira, criticou a velocidade de internet prevista no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) para a tarifa de R$ 35. Segundo ele, é possível ter velocidade maior de download a preço baixo. “Banda larga de 512 kbps não é banda larga. Podemos chegar a 1 mega com preços acessíveis”, criticou

O PNLB prevê tarifa de R$ 15 para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps (quilobits por segundo) e com limitação de downloads, e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade entre 512 e 784 kbps. Atualmente o brasileiro paga em média R$ 50 pela banda larga com velocidade de 256 kbps.

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, explicou que, pelos cálculos do governo, a tarifa reduzida só pode ser concretizada com velocidade de até 784 kpbs.

“O que estamos dizendo é que o pacote mais barato é de R$ 35. Não estamos dizendo que não vai ter pacote mais rápido, só que não vai custar R$ 35. Se você tiver R$ 50 para gastar, provavelmente passa a ter 2 megas, 3 megas”, disse. Santanna afirmou, no entanto, que será possível ampliar a velocidade da banda larga depois de cumprida a meta de universalização do serviço.

“Uma das coisas em que vamos investir é o acesso de alta velocidade, mas nossa meta nesse momento é aumentar a cobertura e servir um conjunto maior de pessoas. Mas não há nenhum óbice à internet rápida, muito pelo contrário”, disse

Telefone com internet
O coordenador do Programa de Inclusão Digital do governo, Cezar Alvarez, disse que uma das expectativas do PNBL é ampliar o acesso à internet por telefones. Segundo ele, o pacote de R$ 15 é destinado, principalmente, a empresas de telefonia de tecnologia 3G.

“Apostamos fortemente na mobilidade. Essa é a proposta para quem for oferecer no mercado serviço de qualidade, mas com limites de download”, disse.

Questionado se existe previsão de programas governamentais de incentivo à compra de computadores ou celulares, Alvarez disse que os projetos já existentes são suficientes para o acesso a internet a 40 milhões de domicílios em 2014.

Ele ressaltou que o Brasil é o terceiro maior mercado de computadores. Entre as políticas públicas para o acesso a equipamentos eletrônicos, Alvarez destacou a desoneração de impostos para a compra de equipamentos por varejistas, juros subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), também, aos varejistas.

Link :

http://g1.globo.com/tecnologia-e-games/noticia/2010/05/compare-banda-larga-brasileira-com-do-resto-do-mundo.html