Wednesday, 6 October 2010

Tire suas dúvidas sobre o segundo turno da eleição presidencial deste ano

Logo após o final da apuração das eleições, ocorrida no último domingo, vários internautas enviaram para o site GLOBO as suas dúvidas quanto ao segundo turno, que será no próximo dia 31 e definirá o futuro presidente do país - Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) e os governadores de nove estados.

Para facilitar a vida do eleitor, as principais dúvidas foram selecionadas e encaminhadas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que responderam às questões.

Confira abaixo as perguntas e respostas:

1) Quando será o segundo turno?

- O segundo turno das eleições será realizado no dia 31 de outubro das 8h às 17h em todo o país.

2) Quando começa e qual o tempo de duração da propaganda no rádio e TV no 2º turno?

- A propaganda eleitoral poderá começar 48 horas após a proclamação oficial do resultado do primeiro turno, que ocorreu na terça-feira. O primeiro programa já pode ir ao ar na sexta-feira desta semana, no entanto, a data de início depende de negociação entre os adversários. No horário eleitoral gratuito, que terminará somente em 29 de outubro, cada candidato terá vinte minutos diários, tanto na TV quanto no rádio, divididos em dois blocos. No rádio às 7h e às 12h, e na TV às 13h e às 20h30, inclusive durante os domingos.

( Leia também: TSE proclama resultado oficial do primeiro turno da eleição presidencial )

3) Ainda é possível se cadastrar para votar em trânsito no 2º turno?

- Não. O cadastramento para o voto em trânsito terminou em 15 de agosto. Foi feito logo para os dois turnos e o TRE não vai abrir nenhum outro prazo.

4) É possível mudar de domicílio eleitoral ou a zona eleitoral para o 2º turno?

- Não. Qualquer tipo de transferência, assim como alistamento, revisão, qualquer operação de título, só será possível depois da reabertura do cadastro eleitoral, em novembro. Em ano eleitoral, o cadastro fecha em maio. Este ano, fechou em 5 de maio.

5) É preciso levar o comprovante de votação do 1º turno para votar no segundo?

- Não. Apenas um documento oficial com foto, como no primeiro turno.

( Após decisão do STF, tire suas dúvidas sobre a documentação exigida para a votação )

6) O eleitor que mora no exterior e não votou no 1º turno, como deve proceder?

- Ele tem trinta dias a partir da data do desembarque no Brasil para procurar a zona eleitoral com o passaporte e passagem e justificar a ausência.

7) Quem não votou e ainda não justificou o voto do 1º turno, poderá votar no 2º turno? Qual o prazo para justificar o voto referente ao 1º turno?

- Pode votar no segundo turno sim. O prazo para justificar o primeiro turno é de 60 dias a contar do dia da votação, ou seja, até o dia 2 de dezembro.

( Saiba mais no manual do eleitor )

8) Quem votou no 1º turno e não vai poder votar no 2º, precisa justificar o voto?

- Sim. É como se fosse uma nova eleição. O eleitor pode justificar a ausência no segundo turno até o dia 30 de dezembro em qualquer cartório ou posto de atendimento eleitoral.

9) A obrigatoriedade para votar vai até 70 anos. Uma pessoa que fez 70 anos depois do dia 3 de outubro, ou seja, após o 1º turno, é obrigada a votar no 2º turno?

- Não. O voto passa a ser facultativo para quem já completou 70 anos.

10) Uma pessoa com mais de 70 anos que não votou no 1º turno e não justificou pode votar no 2º turno?

- Sim.

11) O presidente da República tem ou não que se licenciar para participar de campanha eleitoral?

- O servidor público é proibido de fazer propaganda eleitoral somente no horário do expediente. Fora desse horário é permitido participar da campanha. Além disso, todo agente público tem que se desincompatibilizar do cargo para disputar outro cargo público.

12) Se um candidato não obtiver mais de 50% dos votos válidos no 2º turno, o que acontece?

- São só dois candidatos. Ganha quem obtiver maior número de votos. Se houver empate, é eleito o mais idoso.

13) Caso ocorra uma desistência de um dos candidatos à Presidência, como ficaria o segundo turno?

- Se o candidato desiste, pode ser mantido o vice e o candidato pode ser substituído, desde que no prazo de dez dias a contar da homologação da desistência. O candidato tem que ser do mesmo partido ou da mesma coligação. No caso da desistência da chapa, a coligação pode substituir a chapa, respeitado o mesmo prazo, mas a preferência é que seja um candidato do mesmo partido da que desistiu. Mas se não quiser fazer a substituição, aí sim entra a chapa do terceiro colocado.

14) Se algum candidato que vai concorrer no segundo turno for considerado inelegível, como fica o segundo turno? No caso de eleições proporcionais, os votos dele são redistribuídos entre os demais candidatos?

- Os votos ficam nulos para qualquer efeito, não contam nem para a legenda. Se o candidato estiver indeferido no TRE, mas tiver recorrido ao TSE e ainda não tiver transitado em julgado, concorre sub judice. Se ganhar, mas for indeferido no julgamento do recurso ao TSE, os votos são tornados nulos para qualquer efeito. Se é eleição majoritária, não cai a chapa, o vice pode continuar e o partido tem dez dias para substituir o cabeça. Se é eleição proporcional, o candidato concorre sub judice e se, ao julgar seu recurso, o TSE mantiver a decisão de indeferimento dada pelo TRE, os votos são tornados nulos, excluídos do total dos votos válidos que o partido obteve, e calculado novo quociente partidário.

15) O vice de um candidato pode ser trocado no 2º turno?

- Sim, em casos de renúncia, falecimento ou inegibilidade do atual, e desde que dentro da mesma legenda ou de partido da coligação. O pedido de registro do novo vice que será analisado pelo tribunal eleitoral competente.

Leia mais:

Tire suas principais dúvidas sobre votos brancos e nulos

Tuesday, 5 October 2010

Fast Assessment e ROI

Segundo dados divulgados, em 2009, no Chaos Report, relatório bienal do Standish Group que analisa os resultados de mais de mil projetos de TI, apenas 32% dos projetos foram considerados bem-sucedidos, o que significa que a cada três projetos realizados apenas um cumpriu seus objetivos.

Vale ressaltar que este índice vem se mantendo praticamente inalterado nos últimos 12 anos em que a pesquisa é realizada! Porém, a despeito do peso negativo da notícia, a demanda por projetos de TI tem crescido significativamente.


O que pode ser feito para uma melhora expressiva neste cenário?


Para apoiar o desenvolvimento de projetos, agregar qualidade e colaborar com a queda no número de iniciativas malsucedidas, várias metodologias e ferramentas de apoio foram criadas para instituir boas práticas na gestão do ciclo de vida das aplicações – termo mais conhecido como ALM (Application Lifecycle Management).

Essas metodologias e ferramentas de ALM estruturam e padronizam as atividades, além de estabelecer novos patamares de qualidade e produtividade para a área de Sistemas de Informação (SI), o que contribui para o aumento da maturidade em todas as etapas do processo de desenvolvimento de software.


Cientes de tais benefícios, cada vez mais gestores de SI estão se interessando pela implantação dos conceitos e do ferramental de ALM em suas organizações e, para tal, precisam defender essa iniciativa internamente. Neste momento, é fundamental um estudo consistente, que justifique o investimento em relação aos benefícios e retorno de tal iniciativa.


Este estudo pode ser realizado através da combinação dos resultados obtidos pela análise da área de SI (ou Assessment) que, juntamente com uma definição de metas, oferece as bases para a elaboração de uma abordagem eficiente de implantação dos conceitos e ferramentas de ALM – um Programa de Melhorias.

Cruzando os resultados deste Programa de Melhorias com o panorama atual de projetos, que envolve profissionais e investimentos de SI, é possível calcular o ganho de eficiência para cada etapa evolutiva do programa.

Estes ganhos e benefícios resultam em redução de perdas, desperdícios e retrabalhos durante o processo, que, junto aos investimentos, traduzem o Estudo de Retorno da iniciativa (ROI - Return on Investment).


Com base neste estudo, o gestor de SI consegue defender – junto à organização – os benefícios da iniciativa da estruturação interna através de resultados diretos ao Negócio e em metas de redução de custos durante o processo. Para possibilitar um estudo consistente é imprescindível que todas as fases (Diagnóstico, Programa de Melhoria e Estudo de Viabilidade) estejam baseadas em um único ponto de referência como, por exemplo, no nível de maturidade dos processos.


Neste caso, o Assessment avalia as competências da organização e mede o nível de maturidade de seus processos de ALM, percorrendo todas as fases do processo de desenvolvimento, investigando a existência e frequência de adoção das melhores práticas de ALM. A investigação é sustentada por uma série de perguntas qualificativas, as quais balizam a avaliação de maturidade de diversas disciplinas de cada processo, resultando na média ponderada do nível efetivo de maturidade dos processos.


A partir destes, um Programa de Melhoria é elaborado contento propostas de implantação e automação dos processos ALM da organização e de capacitação dos seus profissionais. A elaboração desse programa deve considerar a cultura, visão e objetivos da organização e as necessidades de melhoria levantadas, e propor uma estratégia para sua implantação.


Por fim, o ROI – usado para justificar financeiramente o investimento da organização a cerca da implantação da iniciativa – é feito a partir do cruzamento dos resultados do Assessment, Programa de Melhoria, volume de projetos, tipos de projetos, profissionais próprios e terceiros envolvidos, e da análise do ganho de produtividade nos processos.

A análise do ganho de produtividade se baseia na redução efetiva de esforço na execução de um projeto, resultante dos ganhos da implantação (estruturação e automação) das melhores práticas de ALM nos processos do ciclo de vida das aplicações.


Com isso, tem-se uma defesa financeira bem embasada num plano de melhoria gradual, que considera a situação e a cultura instaurada, bem como orienta uma implantação com aproveitamento de recursos já existentes – infraestrutura, ferramentas, metodologias e pessoas. Uma abordagem que adota uma melhoria contínua, com retornos concomitantes à implantação da iniciativa, visando um ganho gradual na eficiência e no índice de sucesso dos projetos de TI.


Valquíria A. Rosa Duarte,consultora de processos da Invit

Sunday, 3 October 2010

Street View estreia na América do Sul com 51 cidades brasileiras

Após meses de trabalho, o Google Brasil lançou nesta quinta-feira (30) o serviço Street View no país. A novidade permite que os usuários que acessam o Google Maps, o site de mapas da empresa, possam realizar um passeio virtual pelas ruas de cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além das regiões metropolitanas das capitais, cidades históricas de Minas, como Congonhas, Mariana, Tiradentes, Diamantina e Ouro Preto estão no serviço. No total, 51 municípios foram mapeadas no Brasil, primeiro país da America do Sul a contar com esse serviço, que está disponível nesta quinta-feira.

Encontrou cenas curiosas ou engraçadas no Google Street View Brasil? Mande para o G1

Inicialmente, o Google havia informado que o Brasil era o primeiro país a receber o serviço na América Latina. Mas, logo depois, a empresa corrigiu a informação, afirmando que o Brasil seria o primeiro país na América do Sul, pois o México já possui o serviço desde 2009.

Para usar o Street view, é necessário acessar o site maps.google.com. Ao encontrar a rua, basta arrastar o bonequinho Pegman, localizado no canto superior esquerdo da tela, ou dar  a ampliação máxima no mapa.

Para "caminhar pelas ruas", basta clicar nas setas presentes na imagem, fazendo com que o usuário siga para a próxima tela. Para visualizar a imagem, é necessário clicar e arrastar o mouse.

Para o lançamento do Street View, o Google lançou o concurso "Encontre o Pegman", o boneco amarelo que é ícone do serviço. Ele ficará escondido por um dia nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, dando pistas do seu paradeiro no Twitter "@googlebrasil" e no blog oficial do Google. Quem encontrá-lo deve mandar o link do Google Maps para um endereço que estará neste site para concorrer a 20 smartphones.

"“O concurso do Pegman é uma iniciativa que pretende substituir o tutorial que ensina o usar Google Street View de maneira lúdica como usar o serviço”, afirma Flavia Simon, gerente de marketing do Google Brasil. “Ao procurar o boneco, os usuários vão se habituar a navegar no produto e ainda poderão ganhar prêmios".

Friday, 1 October 2010

Exigências de compliance estão entre maiores desafios para bancos

A esmagadora maioria (87%) dos profissionais responsáveis pela conformidade de regulamentação, o chamado compliance, são unânimes em apontar que, tanto o aumento das exigências de legislação quanto o aumento do crime financeiro organizado, são os maiores desafios para os bancos na atualidade, conforme revela pesquisa da Lógica, empresa de gestão de negócios e serviços de TI, para saber sobre os desafios enfrentados pelos especialistas para combater a lavagem de dinheiro na Europa, América do Norte e América do Sul.


O levantamento revela que, nas Américas do Norte e do Sul, mais da metade dos pesquisados acham que as exigências de legislação representam um grande desafio. Na Europa, no entanto, a maioria citou como principal desafio a ambigüidade existente na regulamentação de sanções, uma vez que e 73% concordam que as medidas legais ou regulamentares que regem o assunto deveriam ser mais diretas.


No continente europeu, 45% dos pesquisados também reclamaram que o US Treasury’s Office of Foreign Assets Control (OFAC), o escritório de controle de ativos estrangeiros, ligado do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, é muito rígido quando se trata da regulamentação do combate à lavagem de dinheiro e 62% responderam que as Américas são a região mais difícil de se governar em termos de compliance das sanções.


"O grande alcance geográfico e as pesadas penalidades da OFAC representam um desafio constante para os bancos. À medida que os legisladores estão cada vez mais reprimidos, parece que os problemas de compliance e, potencialmente, da ambiguidade legislatória continuarão sendo um desafio", afirma o diretor de soluções para crimes financeiros da Logica, John Evans.


Um dos principais contrastes destacados pela pesquisa é a preocupação com o gerenciamento de múltiplas listas de sanções. Na América do Norte, apenas 11% dos pesquisados acham que seria um desafio. Na Europa, 28% citaram isso como um problema. Os bancos da América do Norte precisam examinar os pagamentos apenas com relação às listas das sanções da OFAC.

Porém, os bancos da Europa são propensos a decompor os pagamentos em mais listas de sanções, como as da União Européia, da ONU e as domésticas. "Os grandes bancos globais chegam a ter até 25 listas para administrar, portanto é fácil entender porque este é um problema tão grande", destaca Evans.


Os resultados da pesquisa européia também destacam que 30% dos profissionais de compliance acham que seus bancos não poderiam lidar, de forma efetiva, com o tráfego estrangeiro de pagamentos domésticos.

"Muitos bancos não estão equipados para suportar um grande aumento nos pagamentos a serem examinados. Entretanto, o cenário dos pagamentos está mudando, e simplesmente filtrar o tráfego transnacional não será suficiente. Bancos de todo o mundo terão que se voltar para suas operações de exame para assegurar que possam escalar de forma eficiente e econômica", conclui Evans.