Friday, 15 October 2010

Governo dos EUA admite ter programa para espionar redes sociais

Documentos obtidos pela Electronic Frontier Foundation (EFF) por meio de uma solicitação de acordo com a lei da liberdade de informação norte-americana revelam que o governo dos Estados Unidos tem um programa de monitoramento de redes sociais e sites de internet. Entre as páginas monitoradas estão o Facebook, MySpace e o Twitter, além de sites noticiosos como o iReport da CNN e o blog DailyKos, de comentários políticos.

O Centro de Monitoramento de Redes Sociais (SNMC, na sigla em inglês) é parte integrante do Departamento de Segurança Nacional (Department of Homeland Security, DHS). O DHS foi criado em novembro de 2002 com o objetivo de combater os ataques terroristas e desastres naturais.

O papel do SNMC dentro do departamento seria auxiliar, levantando informações sobre a “situação corrente”, segundo as revelações dos documentos. Essas informações seriam usadas em outras etapas operacionais, ajudando a tomada de decisões.

A EFF, um grupo sem fins lucrativos em favor da tecnologias livres e privacidade, obteve judicialmente um documento do DHS em que as operações do Centro de Monitoramento de Redes Sociais durante a inauguração presidencial de Barack Obama são descritas. No documento, os monitoradores recebem a sugestão de se tornarem “amigos” de internautas nas redes sociais e estabelecer meios de coletar informações em massa sobre o que é dito e o que está ocorrendo durante o evento.

O documento também instrui os agentes a terem cuidado durante a coleta de informação pessoal dos usuários. Nomes, telefones e endereços de e-mail estão entre os dados cuja coleta é proibida. Nomes de usuário e apelidos podem ser armazenados no banco de dados, no entanto. A EFF reconheceu esse esforço como positivo, mas achou o número de sites monitorados exagerado.

“Mesmo sem informações pessoais, comentários e informações sobre pessoas online podem ser ‘reindentificados’ com o uso de técnicas computacionais sofisticadas, criando problemas de privacidade”, opinou a organização.

Relatos de que o governo norte-americano estaria monitorando redes sociais estão circulando há meses. É a primeira vez, no entanto, que um documento oficial é publicado mostrando que a operação realmente existe.

Thursday, 14 October 2010

Bancos x Clientes , uma relação de escravismo moderno

A escravatura, também nomeada de escravidão ou escravismo no Brasil, é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. (Dicionário Digital Wikipédia)
A escravatura foi abolida do Brasil em 1888, com a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel.


Com ela os negros se tornaram “livres” da opressão dos brancos.
Passados mais de 100 anos, estamos diante de uma nova relação de escravismo, com novas regras, mas que se enquadram dentro da definição clássica do termo.


Porém, não são mais os “brancos”, mas sim os “bancos” (gostaram do trocadilho?) os senhores dos escravos, e a condição de escravo já não é mais exclusiva dos negros, atingindo também mulatos, pardos, mamelucos, cafuzos, índios, e todas as misturas de cores e raças possíveis e imagináveis, inclusive, é claro os próprios brancos.

Vejamos como funciona este escravismo moderno:


Os senhores dos escravos eram donos de toda a produção do trabalho dos escravos, que apenas tinham o direito de ficarem calados e trabalhar. Hoje, é um pouco diferente, no começo, depois de certo tempo, fica igual.


Os bancos cobram juros absurdos, e cobram juros absurdos sobre estes juros absurdos e tornam as dívidas absurdamente impagáveis, fazendo com que uma dívida de R$ 1.000,00 se transforme em uma absurda bola de neve que em poucos meses se multiplica absurda e vertiginosamente. (notaram como há absurdos neste absurdo?)
O que no começo era uma dívida que consumia 10% ou 20% do salário começa a consumir 30%, 50% ou mais.

Como os senhores de escravos, eles não têm dó ou piedade, e se o escravo não cumpre com sua obrigação (de trabalhar, ficar calado e destinar o fruto do seu trabalho para eles) “voluntariamente”, eles tomam o que entendem que é seu por direito e se apoderam de seu salário logo que ele cai na sua conta.


Se você consegue se livrar de ter a conta raspada, bem, aí você vai ser castigado, mas não por chicotadas no tronco, embora isto seja uma idéia tentadora para eles, mas de algumas formas mais modernas e “humanitárias”, como ser cobrado dia e noite por telefone, cartas e cobradores, seja em casa, no trabalho, nas férias, na casa de parentes e vizinhos. Seu nome vai para o SPC e SERASA e depois eles vão atrás de seus móveis, seu carro e sua casa. Aliás, tudo já é deles a partir do momento que você se tornou escravo.


Veja as semelhanças:


1- Você está preso e não tem para onde fugir;
2- Tem que trabalhar e entregar o fruto do seu trabalho para eles;
3- Se não entregar, eles tomam de você;
4- Se eles não conseguirem tomar de você “por bem” é a hora de tomar “por mal”, é hora da punição: 5 anos de chicotadas no SPC e SERASA, mandam os “feitores” (leia-se “empresas de cobrança”) chicotearem você dia e noite.
5- Depois, eles tornam-se proprietários de seus bens (carro, casa, etc) e você é descartado.
- Esse já foi! Agora é hora de pegar outros escravos! Coloquem os panfleteiros nas ruas!
“Olha o crédito fácil e rápido! Sem consulta ao SPC e SERASA!”
- Lá vem mais um. Preparem as correntes!


Ah, ia esquecendo: outras semelhanças:


6- O escravismo moderno, como aquele do século 19, tem o aval do Governo, que dá carta branca para que os bancos cobrem os juros que bem entenderem, além é claro de taxas e mais taxas sobre todo e qualquer serviço e taxas com siglas que você sequer entende;
7- A Justiça está do lado dos senhores de escravos.

Ao invés de defender os oprimidos,a Justiça tem demonstrado total parcialidade em favor das instituições financeiras, sendo que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) que se intitula “Tribunal da Cidadania”, apenas se limita, em suas decisões favoráveis aos bancos, mesmo em casos em que a taxa de juros cobrada seja de 400% ao ano, a alegar que “as taxas de juros cobradas, não demonstram abusividade excessiva contra o consumidor pois estão dentro das taxas médias praticadas pelo mercado”.
Que mercado é esse? Não pode ser o mercado brasileiro! Será que estamos falando do mesmo país?


Como explicar que a cobrança de juros de 400% ao ano não é excessivamente abusiva em um país onde o salário mínimo teve alta de menos de 10% ao ano, a taxa SELIC é de 13,00% ao ano, a inflação prevista para 2010 é de 4,5% ao ano e a poupança rende cerca de 0,6% ao mês ?


Detalhe: Esta mesma poupança pela qual os bancos “remuneram” os clientes “poupadores” com 0,6% ao mês é utilizada por eles para emprestar aos próprios clientes com taxas de juros que chegam a 15% ao mês.


É bem justo! Vejamos: Você deposita R$ 1.000,00 e ganha R$ 6,00 por mês. Você pega R$ 1.000,00 emprestado, que eles pegam de sua própria poupança e ainda tem que pagar R$ 150,00 ao mês.
Bem, há aqueles que defendem o banco e vão dizer que sou um “sem vergonha defensor dos caloteiros”. Já sei até as frases de defesa (e ataque) que vão utilizar:


- “o cliente assinou porque quis”;
- “ele sabia o que estava assinando e os juros que iria pagar”;
- “ele tinha escolha de não assinar”, e
- Agora a mais clássica: “Assinou tem que pagar”.
Bem, para estes só faço esta pergunta:


Você culparia os negros pela escravidão?


Então não culpe o cidadão por estar escravizado pelas dívidas que se multiplicam mês a mês por juros e encargos estratosféricos, com aval do Governo e da Justiça.
Este pobre coitado não tem ninguém a seu favor, é apenas um escravo. Depois querem mudar a nossa visão de que o Brasil não é um país subdesenvolvido, mas sim “um país em desenvolvimento”. Até poderia ser, se estivéssemos em 1800.


Viva o futebol, Viva o Carnaval, Viva o BBB, Viva a cervejinha.
Séculos se passaram e a política de Roma ainda é bem utilizada.
Enquanto eles nos dão o circo nem notamos que aquele que está do nosso lado está sendo devorado pelo leão dos juros e os próximos somos nós. Hei, o leão já comeu minha perna enquanto eu estava aqui distraído com a novela.


Em países ricos e desenvolvidos os bancos e outras instituições financeiras têm o papel de subsidiar a sociedade e alavancar o país para o crescimento. No Brasil são parasitas gananciosos que sugam a sociedade até a última gota, até não sobrar mais nada, apenas a miséria!


Onde estará a nossa a nossa Lei Áurea? Socorro Princesa Isabel!
Fonte: Site www.endividado.com.br

Obs.: Após eu ler o texto acima, confesso, ainda vivemos uma escravatura?

Tuesday, 12 October 2010

CERT.br divulga aumento de 150% de notificações sobre phishing em um ano

Varreduras avançaram 50% no mesmo período

O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), um dos serviços disponibilizados pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), divulga os dados sobre notificações de incidentes de segurança na Internet no terceiro trimestre de 2010. As estatísticas são desenvolvidas com base em relatos enviados espontaneamente por administradores de redes e usuários brasileiros. Os dados completos podem ser consultados em: http://www.cert.br/stats/incidentes.

O total de relatos de incidentes no terceiro trimestre de 2010 foi ligeiramente superior a 40 mil, o que corresponde a um aumento de quase 22% em relação ao trimestre anterior e um aumento de quase 36% em relação ao mesmo período de 2009.

Tentativas de Fraude
As notificações relacionadas a tentativas de fraude apresentaram queda de 7,5% em relação ao trimestre anterior e um decréscimo de 5% em relação ao mesmo período de 2009.

Apesar da pequena queda no número total de notificações de tentativas de fraude, houve aumento de 13% no número de relatos de páginas falsas de bancos e de sites de comércio eletrônico (phishing clássico) em relação ao segundo trimestre de 2010 e de 150% em relação ao mesmo período de 2009.  As notificações de páginas falsas representam 49,40% do total da categoria “fraudes”. Já relatos sobre cavalos de Tróia, utilizados para furtar informações e credenciais, que representam 48,79% das tentativas de fraude reportadas, diminuíram 20% em relação ao segundo trimestre de 2010 e 36% em relação ao terceiro trimestre de 2009.

Cristine Hoepers, analista de segurança do CERT.br, comenta: “É a primeira vez em nossa série histórica que relatos sobre phishing ultrapassaram aqueles relacionados a cavalos de Tróia, em números absolutos”.

Ataques a servidores Web
As notificações sobre ataques a servidores Web cresceram 41% em relação ao trimestre anterior e 77% em relação ao mesmo período de 2009.

Houve crescimento deste tipo de ataque durante todo o ano de 2010. Os atacantes exploram vulnerabilidades em aplicações Web para, então, hospedar nesses sites páginas falsas de instituições financeiras, cavalos de Tróia, ferramentas utilizadas em ataques a outros servidores Web e scripts para envio de spam ou scam.

Varreduras e propagação de códigos maliciosos
As notificações referentes a varreduras aumentaram 51% em relação ao trimestre anterior e 101% em relação ao mesmo período de 2009.

Os serviços que podem sofrer ataques de força bruta, como SSH (22/TCP) e TELNET (23/TCP), ainda estão sendo muito visados, correspondendo a, respectivamente, 27% e 11% dos relatos.

As notificações de varreduras SMTP (25/TCP) continuam em destaque atingindo 24% do total, contra 16% no trimestre anterior. As reclamações em sua maior parte foram referentes a computadores brasileiros, conectados via banda larga, que tentaram identificar relays abertos fora do Brasil, com intuito de posteriormente enviar spam.

Relatos de atividades relacionadas com a propagação de worms totalizaram pouco mais de três mil, correspondendo a um decréscimo de 31% em relação ao trimestre anterior e de 46% em relação ao mesmo período de 2009.

Outros incidentes reportados
No terceiro trimestre de 2010, foram recebidas 817 notificações que se enquadram na categoria "outros", correspondendo a um decréscimo de 24% em relação ao segundo trimestre de 2010 e a um decréscimo similar, de 25%, em relação ao terceiro trimestre de 2009. Esta categoria está relacionada à hospedagem de scripts e toolkits, utilizados para comprometimento de sites de terceiros.

Sobre o CERT.br
O CERT.br é o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil. Desde 1997, o grupo é responsável por tratar incidentes de segurança envolvendo redes conectadas à Internet no Brasil. O Centro também desenvolve atividades de análise de tendências, treinamento e conscientização, com o objetivo de aumentar os níveis de segurança e de capacidade de tratamento de incidentes no Brasil.
Mais informações em: http://www.cert.br.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)
O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (http://www.nic.br) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (http://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil - CERT.br (http://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — CEPTRO.br (http://www.ceptro.br), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — CETIC.br (http://www.cetic.br) e abrigar o escritório do W3C no Brasil (http://www.w3c.br).

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br
O Comitê Gestor da Internet no Brasil coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no país, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados.
Para mais informações, acesse: http://www.s2publicom.com.br ou http://www.cgi.br.

Contatos para a Imprensa: S2 Comunicação Integrada
http://www.s2.com.br
Twitter / Flickr / Youtube: S2comunicacao

Everton Schultz - everton.schultz@s2.com.br
Juliana Gilio - juliana.gilio@s2.com.br

Assessoria de Comunicação - NIC.br
Caroline D’Avo – Assessora de Comunicação – caroline@nic.br
Everton Teles Rodrigues – Assistente de Comunicação – everton@nic.br
Flickr: http://www.flickr.com/NICbr/
Twitter: http://www.twitter.com/comuNICbr/

Friday, 8 October 2010

Embratel estuda novo modelo comercial para WiMax em 3,5 GHz

A Embratel suspendeu temporariamente o uso da tecnologia WiMax em 3,5 GHz na oferta de seus serviços corporativos para pequenas e médias empresas (PME). Os clientes que já utilizavam a tecnologia continuam sendo atendidos, mas os novos estão sendo instalados com outras soluções.


Isso não quer dizer, contudo, que a tecnologia WiMax tenha sido descartada pela Embratel. Em Salvador, por exemplo, a operadora está oferecendo acesso residencial banda larga com WiMax ao preço de R$ 24,90 por uma conexão de 1 Mbps. Segundo apurou este noticiário, entretanto, trata-se de um teste comercial, para avaliar um eventual reposicionamento do WiMax dentro da estratégia tecnológica e de produtos da empresa.

O modelo que vinha sendo praticado para o segmento de PMEs mostrou-se complicado, em função dos custos elevados de terminais CPEs e problemas técnicos. Em Salvador está sendo avaliado um modelo comercial e operacional diferente. Se der certo, o WiMax poderia ser utilizado para atender inclusive o mercado residencial. Do ponto de vista técnico, ao que tudo indica, o novo modelo já apresentou resultados positivos.

Mas a equação financeira ainda estaria complicada. A experiência da Embratel é importante porque ela é uma das empresas que utilizam a faixa de 3,5 GHz para oferta de banda larga em redes WiMax no Brasil. A Anatel tem planos de colocar mais espectro desta faixa em licitação em breve, em um modelo que possa atender tanto grandes empresas como pequenos provedores. Outra grande empresa que tem a faixa de 3,5 GHz mais ainda não faz uso é a Oi (herdadas da Brasil Telecom).