Thursday, 4 November 2010

Spam eleitoral por SMS revela vulnerabilidade das operadoras

No último sábado, dia 30, véspera do segundo turno das eleições presidenciais, parte da base de assinantes das operadoras Claro, Oi e Vivo no Rio de Janeiro e em São Paulo recebeu um spam enviado por SMS que continha uma mensagem pedindo votos para José Serra, candidato do PSDB.

Não bastasse o fato de a ação ferir regras básicas de privacidade estabelecidas pelo próprio mercado através da Mobile Marketing Association (MMA) e pela Anatel e de constituir crime eleitoral, o que mais chama a atenção é o fato de que as mensagens eram personalizadas, pois incluíam no texto o nome do assinante.

À primeira vista poderia se imaginar tratar-se de um caso de venda de cadastro de mobile marketing por parte de alguma empresa, porém, o caso indica que pode haver um problema mais grave.


Alguns dos usuários impactados não são os titulares da linha, mas seus parentes, que fazem parte de pacotes família ou combo. O alarmante é que os nomes que aparecem nas mensagens são os dos titulares do contrato, informação que, teoricamente, apenas as operadoras deveriam saber.

"É preocupante, com certeza", comenta o chairman da MMA Global, Federico Pisani. Claro e Vivo informaram que estão apurando o assunto e ambas descartaram a hipótese de seus bancos de dados terem sido violados. A Vivo lembrou que segue à risca as regras estabelecidas pela MMA e afirmou repudiar esse tipo de ação.

A Claro aproveitou para reforçar que "não tem qualquer participação em campanhas políticas e veta terminantemente esta prática em seu relacionamento com os clientes". A Oi, por sua vez, limitou-se a dizer que não foi a responsável pelo envio da mensagem em questão.

 
Alguns dos números de remetentes do spam identificados por este noticiário foram: 4517745, 4518045, 4510845. Segundo fontes do setor de telecomunicações, esses números provavelmente não existem. "É moleza falsificar o remetente de um SMS", garante um executivo do setor.

Acredita-se que foi usado um broker internacional para o envio das mensagens. Investigações preliminares da Claro e da Vivo apontam para esse lado. A Claro informou que os números mencionados fazem parte de rotas internacionais, "que, pela sua natureza, não podem ser controladas, a não ser no caso de alguma ocorrência".

Com um emaranhado de conexões internacionais, as operadoras estão vulneráveis a esse tipo de ação. Se identificada a origem do spam, a conexão pode ser bloqueada, mas nada impede que outras surjam, em diferentes países.


Texto da mensagem


Segue um exemplo da mensagem enviada no último sábado: "Oi FERNANDO, pro Brasil e RIO DE JANEIRO seguir mudando, escolha um presidente honesto e experiente. Vote 45 no domingo". Os nomes do titular da linha e de seu estado aparecem no texto em caixa alta, pois são as partes substituídas em cada SMS no processo de personalização.


É difícil calcular quantas pessoas receberam o spam. Ainda que tenha sido um percentual pequeno da base, o assunto deve ser investigado pelas operadoras com o objetivo de buscar maneiras de evitar novos casos, eleitorais ou comerciais. Uma eventual proliferação do spam no celular seria demasiadamente prejudicial para o desenvolvimento do mobile marketing no País, segundo posicionamento que a própria associação manifestou em várias ocasiões.


Primeiro turno


Também houve spams eleitorais no primeiro turno das eleições. Muitos foram enviados diretamente de celulares em mensagens peer-to-peer (P2P) e faziam propaganda de candidatos a deputados estaduais e federais de partidos variados. Pisani, da MMA, por exemplo, recebeu spams pedindo votos para Rodrigo Betlhem, candidato do PMDB a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Neste caso, a mensagem não era personalizada.

Obs.: um absurdo as grandes “operadoras de telefonia celular” deixar acontecer isso.

Imagina se tais dados caiam em mais erradas? De criminosos pedindo resgate, ou simulando um sequestro?

Nós simples usuários da telefonia devemos repudiar tais ações.

Quando se faz um contrato com as operadoras pedimos para bloquear ligações internacionais, e também deve ter uns itens o que o usuário autoriza ou não autoriza tais como envio de mensagem propaganda, SMS.

As operadoras estão fazendo sim, um sequestro virtual dos nossos dados. Vendendo a quem dá o lance maior, como um leilão de dados.

Wednesday, 3 November 2010

Como deve ser o site da minha empresa?

Os websites já estão comuns, muitas empresas os tem e é muito fácil e barato conseguir um. Em geral, o primeiro passo dentro da internet é um website, encarado por muitos como um cartão de visitas digital. Devido a proliferação de freelancers e a facilidade para construir um site simples, muitas empresas acabam os fazendo só por fazer, sem ao menos ter um objetivo claro. Mas o que meu site deve ter? Ou melhor, o que ele deve fazer?

Pense em seu website como uma ferramenta muito mais completa que um simples cartão de visita. O website de uma empresa é a cara dela online, a representa e deve cumprir o seu objetivo de informar e auxiliar o consumidor, usando isto como ferramenta de branding.

Devido a falta de conhecimento por parte dos empresários é muito fácil estes aceitarem qualquer site, feito por qualquer um que seja conhecido ou mais barato, feito de qualquer forma. A empresa deve pensar o site como uma ferramenta de marketing digital, deve ser algo criado estratégicamente com objetivo e um planejamento. O site deve ser útil, assim consegue atrair clientes.

Para haver um bom planejamento de site o mais correto é procurar ajuda profissional de agências digitais. Acredite ou não, as pessoas que trabalham nestes locais estudaram para isto e devem saber qual a melhor forma de construir a marca de uma empresa dentro da web.

O site de uma empresa deve oferecer ao visitante informações sobre a empresa e alguma forma simples de entrar em contato, isso é o básico, o padrão de um website institucional. Em qualquer situação, o centro das atenções deve ser o internauta que está visitando e por isso é importante que seja simples e intuitivo, dando menos trabalho possível para que o internauta consiga encontrar o que ele quer.

É importante que o site tenha conteúdo, isso torna ele mais poderoso aos olhos dos motores de busca, como o Google.

Existem diversas estratégias e objetivos que podem ser atribuídos a um website, é fundamental que a empresa defina isso antes de criar ou recria-lo. Se a empresa quer focar em interação, use mídias sociais como apoio. Se a empresa quer direcionar o internauta a algum projeto social desenvolvida pela empresa, cria uma página para isso e deixe bem visível na home. Se é um estabelecimento que quer ser encontrado, adicione-se no Google Maps e tenha um site simples, que seja objetivo na hora de mostrar os seus serviços ao possível consumidor.

Encare o website como qualquer ação online, offline, digital ou analógica. O importante é agir de forma estratégica, visando um objetivo e planejando um caminho.

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Fonte: http://www.midiatismo.com.br/

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Rede móvel precisa se preparar para Copa

Para garantir acesso eficiente à telefonia móvel durante a Copa de 2014, o Brasil ainda precisa melhorar muito. A conclusão é de estudo apresentado na feira Futurecom 2010 pela consultoria Teleco em parceria com a Huawei Technology.


Foram realizadas análises da navegação de páginas, do envio/recebimento de e-mails, do sinal das quatro principais operadoras do país (Claro Oi, Tim e Vivo) e da qualidade do vídeo streaming. No Rio, foi detectada baixa qualidade de sinal nos arredores do Maracanã, principal estádio das competições, Lagoa, trechos da Linha Vermelha e da Ponte Rio-Niterói.

“A falta de sinal está ligada ao espaçamento entre as torres de telefonia, que em algumas regiões é muito grande”, explica o engenheiro Luiz Pinto de Carvalho, professor do Departamento de Telecomunicações da UFF. Segundo ele, a localização entre morros explicaria o mau desempenho dos serviços na Lagoa.


A pesquisa apontou que as velocidades médias de download e upload foram, respectivamente, 567 kbps e 249 kbps, muito aquém das suportadas pelos terminais de cobertura 3G, que podem chegar até 7,2 Mbps — o ideal. O Rio apresentou taxas de apenas 771 Kbps (download) e 326 Kbps (upload).


“Teoricamente, um usuário teria uma conexão de 7 Mbps, mas as operadoras limitam essa velocidade e oferecem o serviço de 1 Mb”, constata Eduardo Tude, presidente da Teleco. Essa limitação pode dificultar o acesso à Internet pelo celular e o tráfego de dados, que se tornará uma demanda importante para cariocas e turistas do mundo todo.


Por outro lado, o estudo classificou a qualidade da banda larga móvel em Ipanema e no Leblon, na Zona Sul, entre boa e ótima. “Em áreas com poder aquisitivo mais alto, onde há interesse econômico, as operadoras costumam instalar mais torres”, justifica o professor.

 
Soluções familiares e simples podem ser adotadas. “Em eventos especiais e localizados, como o Revéillon na orla, há o congestionamento de linhas. Esse é um problema que as operadoras tentam evitar instalando torres móveis, temporárias, nas regiões de pico. Soluções parecidas devem ser adotadas durante grandes eventos”, orienta Tude.


Banda larga
A principal preocupação dos especialistas é o tráfego de dados. Com a queda nos preços de aparelhos 3G e smartphones, e a substituição dos PCS por laptops, netbooks e tablets, a tendência é que os acessos de banda larga móvel cresçam vertiginosamente.

“Não conseguimos sequer imaginar a dimensão que a Internet móvel terá daqui a 4 anos. Precisamos apontar problemas desde já para que, a longo prazo, tenhamos soluções que comportem o tráfego de dados no futuro”, acredita Eduardo Tude.

Além da expansão do 3G, as operadoras já voltam suas atenções para a quarta geração de telefonia móvel. A tecnologia LTE é considerada pelo Governo como uma saída para suprir a demanda em 2014. A principal característica é a velocidade de transmissão de dados: 10 vezes mais rápida que o padrão atual.

Fonte : www.odia.com.br