Friday, 3 June 2011

Penhorar online atingirá R$ 860 mil das contas da Americanas.com

A desembargadora Helda Lima Meireles, da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, determinou, nesta quinta-feira (2/6), a penhora online de R$ 860 mil das contas bancárias da Americanas.com.

A decisão acolheu pedido do Ministério Público estadual. O órgão apresentou novos documentos informando o descumprimento da liminar que suspendeu as vendas da empresa para os consumidores do estado do Rio, enquanto não forem regularizadas as entregas atrasadas. Segundo a acusação da promotoria, depois de 43 dias de vigência da decisão judicial encerrados na quarta-feira (1º/6), a empresa ainda acumulava atrasos. Daí o motivo para cobrar o bloqueio de R$ 860 mil (R$ 20 mil por dia de descumprimento até a data do pedido).

Na decisão, a relatora ressalta que é preciso dar efetividade à decisão judicial, de tal modo que, na ausência de seu cumprimento, "medidas obstativas com intuito de procrastiná-lo sejam imediatamente repelidas".

Na última segunda-feira, a desembargadora havia aumentado de R$ 20 mil para R$ 100 mil a multa diária a ser paga pela empresa em caso de descumprimento da decisão. O total bloqueado não inclui a majoração.

Com Informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

Thursday, 2 June 2011

Número de dispositivos conectados será superior ao dobro da população mundial em 2015, diz pesquisa.

A Cisco divulgou nesta quarta-feira previsões animadoras para o setor de tecnologia em todo o mundo e no Brasil. Segundo a companhia, o número de dispositivos conectados em rede será superior a 15 bilhões, ou seja, o dobro da população mundial em 2015. Todas a projeções miram os próximos quatros anos da web mundial.

O tráfego global via internet deve quadruplicar e atingirá 966 exabytes por ano. A projeção do aumento do tráfego on-line, entre os anos de 2014 e 2015, é de 200 exabytes, maior do que a quantidade total do tráfego de internet gerado mundialmente em 2010.

No Brasil, o tráfego IP aumentará oito vezes entre 2010 e 2015, com uma taxa de crescimento anual de 52% (atingindo 1,9 exabytes por mês). O tráfego de dados móveis aumentará 39 vezes no mesmo período, com crescimento anual de 108% (atingindo 190 petabytes por mês).

Espera-se que o tráfego brasileiro via web seja o equivalente a 170 vezes o volume de toda a internet brasileira em 2005.

Prestes a atingir 1 zettabyte (que equivale a um trilhão de gigabytes), o crescimento do tráfego IP global será impulsionado por quatro fatores determinantes, de acordo com a Cisco: o aumento do número de dispositivos (tablets, celulares e outras ferramentas inteligentes), mais usuários de internet, maior velocidade de banda-larga e mais vídeos em sites de armazenamento de conteúdo.

Navegando em todos essas conexões estão os internautas que devem chegar aos 3 bilhões, o equivalente a mais de 40% da população mundial projetada para os próximos quatro anos.

Espera-se ainda que a velocidade média fixa da banda larga também quadruplique, passando de 7 Mbps (megabits por segundo) em 2010 para 28 Mbps em 2015. No Brasil, a velocidade da banda larga aumentará 2,9 vezes entre 2010 e 2015, passando de 3,2 Mbps a 9 Mbps. A velocidade média da conexão móvel aumentará 20 vezes, atingindo 1458 kbps.

Com relação aos vídeos, projeta-se que o tráfego global, incluindo imagens tridimensionais (3-D) e de alta definição (HD), aumente 14 vezes no período, paralelo ao aumento da velocidade de banda larga.

O acesso mundial à internet via TVs crescerá e em quarto anos corresponderá a 10% do tráfego global. Só via televisores conectados, o tráfego de vídeo corresponderá a 18% do total.

No Brasil, haverá 575 milhões de dispositivos (televisores, smartphones, tablets, desktops e outros aparelhos) conectados em 2015, um aumento em relação aos 251 milhões em 2010, com uma média de 2,8 dispositivos em rede por pessoa.

Leia mais sobre esse assunto em

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/06/01/numero-de-dispositivos-conectados-sera-superior-ao-dobro-da-populacao-mundial-em-2015-diz-pesquisa-924585767.asp#ixzz1O7WndNtT


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Wednesday, 1 June 2011

Reclamações na era do consumo virtual não se restringem ao ambiente online

Na era da internet 2.0, manter bom relacionamento com o cliente é fundamental para a preservação da imagem de uma empresa. Isso porque a nova geração de consumidores encontra na rede o espaço ideal para dar suas opiniões referentes a produtos e serviços. Quando essas reclamações alcançam outros clientes insatisfeitos, os comentários repercutem de forma impressionante, com alcance ilimitado e imediato, gerando um buzz negativo e prejudicial para as marcas.


A MITI Inteligência realizou um estudo no período de 30 de dezembro de 2010 e 3 de janeiro de 2011, sobre reclamações de consumidores na internet. Foram monitoradas mais de 17 mil interações em cinco dias, tanto nas redes sociais quanto nos sites de reclamação, e as principais críticas dos consumidores foram a respeito de atraso nas entregas de produtos de sites de compras online, acompanhados da falta de qualidade no atendimento aos usuários.


Nos sites de reclamação monitorados – Reclamão, ReclameAqui, NuncaMais e Denuncio - as empresas do grupo B2W - Submarino, Americanas.com e Shoptime - apresentaram grande número de críticas e figuraram nos rankings das empresas com maior número de denúncias, sempre acompanhadas pelas empresas de telefonia. Também no final de 2010, a MITI Inteligência analisou a imagem na web de algumas empresas destacadas na revista Exame como as melhores daquele ano. Como resultado, a companhia aérea TAM teve alto índice de críticas e reclamações no período avaliado - 15 a 21 de dezembro.


Essa repercussão virtual é um reflexo do que os consumidores pensam no mundo real. Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre essa relação bilateral entre o ambiente on e off e se as opiniões expressas nas redes são tão confiáveis quanto aquelas obtidas em campo, segue a confirmação. Uma recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Relacionamento com o Cliente, encomendada pela Revista Exame e divulgada na primeira semana deste mês de maio, apresentou justamente que o Submarino, Americanas.com e TAM estão no ranking das empresas que mais desapontaram seus clientes em 2010.

A reportagem traz ainda um levantamento da Fundação Procon de São Paulo que afirma que, entre novembro de 2010 e janeiro de 2011, a B2W foi a empresa que mais recebeu reclamações por problemas relacionados a entrega de produtos e serviços.
No estudo online realizado entre dezembro e janeiro foram mensurados claramente os resultados também obtidos em campo e divulgados agora em maio, confirmando que a linha que divide o mundo real e o universo virtual é cada vez mais tênue, com forte tendência ao desaparecimento.

Aquele usuário que posta uma informação ou opinião na rede é o mesmo que defende esse ponto de vista em uma roda de amigos ou quando questionado em uma pesquisa de opinião. A diferença é que o alcance das mídias sociais abrange um grande número de consumidores que, se compartilham das mesmas expectativas, dão um poder inimaginável a essa percepção.


O risco de não monitorar e acompanhar as opiniões dos consumidores é grande, principalmente porque hoje elas estão disponíveis para qualquer um e não mais restritas aos órgãos competentes ou serviços de atendimento ao cliente das empresas reclamadas. Quando a reclamação existe e a empresa se omite, a informação se dissemina entre os usuários. Com o monitoramento constante e um plano de ação adequado, é possível gerenciar crises antes que elas tomem proporções maiores, como diversos casos conhecidos que se iniciaram nas redes e influenciaram diretamente a imagem da marca e até seus resultados na repercussão offline.
O mundo digital hoje não é um “universo à parte”, é a “terra dos consumidores” e requer uma atenção redobrada em relação às opiniões expressas no antigo formulário de satisfação disponível nas bancadas das lojas.

Cada vez mais exigentes, os consumidores buscam empresas transparentes e que percebam essa mudança de paradigma. Independente do canal utilizado, eles querem ser ouvidos. As empresas precisam estar atentas a essa evolução ou serão ultrapassadas e sujeitas a sérios problemas de identificação com o consumidor da era digital.


Elizangela Grigoletti, jornalista, é gerente de inteligência e marketing da MITI Inteligência, empresa de soluções em inteligência de mercado

Nextel lançará serviços 3G no segundo semestre de 2012

A Nextel deve cumprir à risca o prazo dado pela Anatel para a ativação de sua rede 3G no País. A informação é de Alan Strauss, CTO da NII Holdings, grupo controlador da Nextel. “A rede 3G começou a ser construída há quatro meses e os serviços devem ser lançados no País no segundo semestre de 2012, no México um pouquinho antes, no meio do ano que vem”, revelou o executivo, que esteve nesta terça-feira, 31, na inauguração do centro de serviços de rede (GNOC) da Nokia Siemens Networks, em São Paulo.


O prazo regulamentar do edital da banda H para o lançamento dos serviços 3G é de dezoito meses. Este prazo é contado a partir da assinatura do contrato, que estima-se que ocorra dentro dos próximos dias, uma vez que a homologação do resultado foi publicada semana passada no Diário Oficial.


Em dezembro do ano passado a Nextel arrematou onze dos treze lotes da banda H, faixa de frequência até então inexplorada para a tecnologia 3G. Com isso, a operadora deixa de ser somente uma prestadora de Serviço Móvel Especializado (SME) e torna-se o quinto player do Serviço Móvel Pessoal (SMP).


Mas, apesar da grande abrangência de cobertura e da possibilidade de atuar em importantes mercados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba, de acordo com o executivo da NII Holdings, engana-se quem pensa que a Nextel brigará pelo mercado de massa. “A estratégia da NII Holdings é a de fortalecer sua atuação no mercado corporativo e de alto valor agregado, ou seja, crescer ainda mais onde a Nextel já é forte e manter o alto nível de eficiência e rentabilidade financeira e operacional”, explicou.


Para o lançamento dos novos serviços 3G, a Nextel estima que vá desembolsar de R$ 4,5 bilhões a R$ 5,5 bilhões nos próximos cinco anos, valor que já inclui o lance de R$ 1,2 bilhão pelos onze lotes da banda H.


Rádio e 3G
Strauss revelou também que em Lima, no Peru, a operadora lançará o high-performance push-to-talk ainda em setembro deste ano, tecnologia que integra os serviços 3G e de rádio em um único aparelho. Para o Brasil, segundo ele, ainda não há uma data definida de lançamento deste serviço.