Thursday, 16 June 2011

Consumidor de serviços bancários é volátil e exige mais das instituições, diz estudo

Qual é o novo equilíbrio econômico para os bancos? O que o consumidor pós-turbulência espera deles? Qual será a diferenciação das empresas líderes nesse novo ambiente financeiro? Estas foram as questões colocadas a 50 executivos dos maiores bancos do mundo pela empresa de consultoria, tecnologia e outsourcing Accenture que, após fazer a análise das informações dessas instituições, traçou um panorama do setor, além de verificar o nível de satisfação dos consumidores.


Quando o assunto é a expectativa dos consumidores uma questão central é que eles estão mais dispostos que no passado a adquirir produtos e serviços de múltiplos bancos. A volatilidade é um fator-chave no consumidor pós-crise. De fato, 46% dos clientes pesquisados afirmaram estar mais abertos para experimentarem produtos e serviços de diferentes instituições financeiras.


Outro dado interessante é que no setor financeiro 9% dos consumidores trocaram de prestador de serviço nos últimos 6 a 12 meses e 13% ainda relatam que pretendem trocar nos próximos 6 a 12 meses. Uma marca expressiva de 26% dos entrevistados afirmou que mudou "parcialmente", mantendo alguns negócios com uma empresa, mas experimentando produtos de outras – 11% ainda afirmam que pretendem usar novos fornecedores no futuro.
Do outro lado, os executivos entrevistados também percebem essa mudança e consideram a qualidade do serviço e a facilidade de realizar negócios com bancos como um fator-chave para os clientes considerarem a troca de fornecedor.


Como conclusão, a pesquisa mostra que o consumidor "pós-crise" busca que os bancos deem valor para o seu dinheiro; eles ainda querem ter a habilidade de comparar produtos simples de forma independente; e procuram um banco receptivo que sabe quando o cliente quer um conselho/orientação e quando ele não quer. Além disso, os bancos devem ter um atendimento perfeito, sem falhas na execução; fácil acesso aos serviços prestados; e acompanharem o avanço tecnológico, com a oferta aos clientes de novas proposições. Outra exigência é usarem instituições que eles possam confiar e respeitar.

Febraban cobra criação de lei sobre cibercrimes

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, cobrou do governo federal a criação de uma lei sobre crimes virtuais, alegando que os bancos sofrem ciberataques e investem pesadamente para coibir esses tipos de ataques e fraudes eletrônicas, mas os cibercriminosos acabam não sofrendo nenhuma pena devido à falta de uma legislação específica sobre o tema.


Segundo ele, a lei atual é falha e não engloba os cibercrimes. "Ainda não há no Brasil a tipificação dos crimes eletrônicos. É uma lacuna importante que esperamos que o congresso venha a suprir", disse ele no Ciab 2011, congresso e exposição de tecnologia da informação das instituições financeiras, que começou nesta quarta-feira, 15, em São Paulo.


Portugal mencionou que o avanço do uso de tecnologia pelos bancos proporcionou feitos importantes como a inclusão bancária por meio de ferramentas como internet banking, entretanto, esses canais eletrônicos geraram um aumento dos ataques de cibercriminosos aos sistemas bancários.


"Diante disso, os bancos estão se preparando permanentemente para enfrentar esses desafios, mas é necessário o respaldo da lei para auxiliar nesse combate", concluiu.

Wednesday, 15 June 2011

oogle cria serviço para conectar pequenas empresas brasileiras à internet

Nesta quarta-feira, 15/06, o Google lançou, por meio de um evento virtual transmitido no YouTube e Orkut, oConecte Seu Negócio. Trata-se de uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Yola –serviço para criação de sites – e o Sebrae, com o intuito de estimular micro e pequenas empresas brasileiras a utilizarem a internet para realizar negócios. 


No site do programa (www.conecteseunegocio.com.br), as empresas podem escolher um endereço e fazer o cadastro do domínio, bem como têm acesso aos serviços de hospedagem. Além disso, na página conseguem montar o layout do site, por meio de templates, e colocá-lo no ar, usando as ferramentas fornecidas pela Yola.
Quanto aos custos, durante a fase de lançamento, as 5 mil primeiras empresas que cadastrarem seus sites terão o domínio gratuito. As demais, pagarão uma taxa de R$ 29,95.


Também como forma de estimular os pequenos empreendedores a usarem a internet para aumentar negócios, o Google oferece R$ 150,00 em AdWords – anúncios online relacionados a palavras-chave – para todas as empresas que se cadastrarem no Conecte Seu Negócio. O objetivo é estimular a divulgação de produtos e serviços para potenciais clientes.


O Google informa ainda que a HP vai oferecer equipamentos a preços diferenciados para as empresas cadastradas no Conecte Seu Negócio. Da mesma forma, os participantes do programa podem contratar os serviços de análise da Serasa Experian a um custo reduzido.


O Sebrae estima que hoje existam mais de 5 milhões de pequenos empresários no Brasil e que, de alguma forma, podem ser beneficiados peloConecte Seu Negócio.

Monday, 13 June 2011

Conselho consultivo critica texto por falta de metas

Representantes da Anatel enfrentaram críticas contundentes nesta sexta, 10, durante a audiência pública do Conselho Consultivo da agência que debateu o PGMU III. Os órgãos de defesa do consumidor e entidades da sociedade civil criticaram o fato de a Anatel ter optado por regulamentar posteriormente uma série de pontos importantes do documento sem estabelecer um prazo para que essas regulamentações ocorram.


O plano foi classificado por Ricardo Sanchez, do Conapsi, como uma “carta de intenções”. “As metas não foram estabelecidas, não tem obrigação. Está volátil”, diz ele. Já Bernardo Felipe Lins, representante da Câmara no conselho, acredita que a regulamentação posterior de pontos importantes do PGMU resultará em uma série de ações na Justica. “Evidente que vai dar um monte de ação na Justiça com tanto regulamento a posteriori”.


Walter Faiad, representante dos consumidores, acrescenta que a opção pela regulamentação posterior pareceu ter sido a alternativa encontrada pela agência para que o documento estivesse pronto a tempo da assinatura da renovação dos contratos de concessão, marcada para dia 31 de junho. “Esperávamos por novas metas de universalização e aqui não há pontos concretos a serem alcançados”. Ele aponta também para o risco da “perda do foco regulatório” ao se transferir as metas que deveriam estar contidas no PGMU para regulamentos posteriores da Anatel.


O PGMU III tem foco centrado no atendimento à população de baixa renda, com o Aice, e à população rural, e um dos caminhos que seria a partir da utilização da faixa de 450 Mhz. Entretanto, o texto aprovado pelo conselho diretor não faz menção a essa radiofreqüência especificamente, o que mais uma vez incomodou os membros do conselho consultivo.
TUP


Como já foi expressado nas duas consultas públicas a que o texto foi submetido, a redução da teledensidade dos TUPs foi duramente criticada pelos membros do conselho consultivo. A agência sustenta que não haverá redução, mas sim uma racionalização dos TUPs com deslocamento de orelhões de áreas com baixo uso para regiões mais carentes de telefonia. Patricia Dias, representante do Procon de São Paulo, lembra que muitas pessoas utilizam os orelhões para retornar as chamadas que recebem nos celulares pré-pagos.
“Não tenho nada contra a racionalização dos acessos coletivos, no entanto, me chama a atenção a ausência de dados que demonstrem o impacto social dessa redução”, afirma o diretor-executivo do Procon, Roberto Pfiffer.


Ricardo Itonaga, gerente geral de planejamento e contratação de obrigações da superintendência de universalização, explica que a Anatel tem um sistema de acompanhamento do uso dos TUPs com base nas informações sobre o tráfego recebidas das concessionárias e na venda dos cartões indutivos. Ele informa que estão sendo levados cerca de 104 mil TUPs para a área rural e retirados cerca de 200 mil da área urbana.


Aice
Em relação ao plano de acesso de baixo custo (Acesso Individual Classe especial, ou Aice), que a Anatel pretende limitar aos beneficiários do Bolsa Família, a crítica mais contundente foi de Flavia Lefévre, advogada da Proteste, para quem as regras de habilitação ao plano são ilegais. Isso porque, segundo a interpretação da advogada, é vedado pela LGT qualquer discriminação de acesso ao serviço de STFC. A Anatel estabeleceu que os cidadãos elegíveis ao Aice serão apenas aqueles cadastrados no Bolsa Família do governo federal .

“Entendemos que o critério que a Anatel estabeleceu não tem o menor cabimento”. Ela lembra que a Proteste ganhou uma liminar na Justiça que garante a tarifa social de energia elétrica mesmo para aqueles usuários que não conseguem se cadastrar no programa. Segundo ela, algumas prefeituras que não pertencem a partidos aliados ao governo federal dificultam o cadastro.

“A Anatel dá um pacote de bondades para as empresas: manutenção da assinatura básica e isenção do ônus da concessão, que só se justificavam quando as metas do backhaul estavam dentro do PGMU, além de nove anos sem controle de bens reversíveis”, critica.