Friday, 7 October 2011

Empresas devem elevar gastos com mainframe neste ano, indica pesquisa

Apesar de a pressão por redução de custos com TI estar mais em voga do que nunca, o computador de grande porte se mantém valorizado no mercado. Agora, 20 anos depois da onda do “downsizing” que varreu as empresas nos anos 1990 – que levou a substituição de grande parte dos mainframes por redes de microcomputadores, com base na arquitetura cliente/servidor – e depois da consolidação dos PCs e em plena era da internet, a situação continua praticamente a mesma. Ao menos é isso que indica uma pesquisa recente da BMC Software, fabricante de software para aplicações críticas de negócios, realizada com 1.347 profissionais de TI em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Os resultados mostram que a maioria deles continua a ver o mainframe como um sistema essencial para processamento comercial. Os profissionais relataram o mais forte crescimento de Mips (milhões de instruções por segundo de capacidade de processamento) na história da pesquisa, com 84% dos entrevistados declarando esperar um aumento ou uso constante de Mips e 63% indicando que o mainframe irá crescer e atrair novas cargas de trabalho durante o próximo ano. A opinião geral é que o mainframe deve permanecer nas grandes corporações, ao lado de servidores de pequeno e médio porte, em ambientes híbridos de TI.

O estudo revela que 62% dos entrevistados disseram que devem aumentar a capacidade do mainframe da empresa neste ano, alta de 6% em relação ao registrado em 2010. Para Olímpio Pereira, diretor geral de mainframe da BMC Software para a América Latina, isso demonstra que as soluções para computadores de grande porte acompanham o crescimento dos negócios que envolvem alto risco. Hoje, segundo ele, o mainframe é adotado principalmente pelo setor financeiro (26%), seguido por empresas de tecnologia (14%), seguros (13%) e governo (10%), que buscam otimizar o seu uso para acompanhar seu crescimento. “Essas empresas desenvolvem novas aplicações para mainframe, principalmente para suportar um novo serviço de uma unidade de negócio”, diz Pereira.

A necessidade de reduzir custos continua a ser a principal prioridade para 60% dos entrevistados, por isso ainda há um grande interesse desses profissionais em investir no aumento da capacidade do mainframe e, ao mesmo tempo, em melhorar o desempenho. Outras prioridades incluem a recuperação de desastres (34%), modernização de aplicações (31%), a utilização de Mips ou projetos de redução de crescimento (24%), e a redução do impacto de disponibilidade devido a interrupções planejadas ou não (24%).

Pereira explica que, mesmo sendo uma tecnologia cara, os benefícios de se operar com mainframe em um sistema híbrido aparecem no longo prazo, principalmente devido à redução de mão de obra para gerenciar operações, quando comparado ao gerenciamento de servidores e data centers,.

A pesquisa revela, ainda, que há uma forte tendência de uso integrado de dispositivos móveis com mainframe. Um terço dos entrevistados hoje já gerenciam seus ambientes de mainframe via iPad ou outro dispositivo móvel. “Isso mostra, na realidade, a demanda por mobilidade de todo o ambiente híbrido no qual o mainframe está inserido”, analisa Pereira, ao ressaltar que essa funcionalidade ainda não está sendo utilizado para o gerenciamento de aplicações críticas de negócio. Vem daí, diz ele, o interesse de 60% dos entrevistados por ferramentas multiplataforma, em áreas como monitoramento de eventos de automação e gerenciamento de mudanças.

Pereira vê o mainframe como crucial para consolidação da computação em nuvem. “Provedores de cloud computing têm falado que o volume de dados operado por eles deve crescer significativamente em pouquíssimo tempo. O mainframe realiza o processamento massivo de dados com a segurança necessária para que as operações não entrem em colapso”, explica, o que justificaria o grau de confiabilidade do mainframe expressado pelos executivos.

Wednesday, 5 October 2011

Tendência das redes sociais corporativas

Uma das possíveis razões do fracasso das redes sociais corporativas é a falta de integração das ferramentas sociais num trabalho conjunto. Portanto, não se trata do conceito semântico de redes sociais, mas da falta de integração delas ao conjunto de aplicações das empresas atreladas ao trabalho cotidiano.


A maioria dos negócios existentes é desempenhada por sistemas existentes que não possuem características provenientes das redes sociais. Muitos sistemas, tais como os de ERP,CRM e HRM simplesmente adicionam camadas sociais em seus produtos, isto não implica que esta incorporação resultará num sistema social corporativo efetivo.

 

Ao invés de incorporar deve-se integrar as características das redes sociais que irão resultar numa real co-participação. Com os avanços expressivos da tecnologia de informação e com o surgimento da especificação OpenSocial 2,0 as rede sociais passam a gerar uma oportunidade genuína de integração dos departamentos e atividades funcionais nas empresas.


O simples uso de redes sociais as converte em ferramentas esparsas sem nenhuma funcionalidade de negócio nas organizações. Este é certamente o caso em que não se deve investir em redes sociais nas corporações, Todavia se o escopo empresarial for desencadear um potencial inexplorado interno dos funcionários, com foco bastante cognitivo, uma absorção do capital intelectual e o aumento da produção coletiva, então as empresas devem investir seus recursos nas redes sociais.


Para o sucesso das redes sociais, é mister direcionar o forte engajamento e a participação delas em todos os pontos funcionais e críticos dos processos de negócio internos da empresa. O maior fracasso ocorrerá na ausência de um fluxo de integração. Para alcançar esta integração é necessário uma transformação cultural geral na empresa, sendo importante definir uma a estratégia social onipresente na empresa, que seguramente virá a modificar a cultura empresarial, permitindo a integração dos processos de negócio.
O uso de redes social envolve a evolução e participação da esfera tecnológica, mas o mais importante para as corporações, são elas imbuírem-se sem demarcações do negócio fim da empresa. Como resultado desta tentativa de integração com o negócio empresarial, surgem alguns componentes descritos que podem auxiliar na elaboração de um vínculo coeso entre as redes sociais e o fluxo funcional da empresa:


I. Aplicações Sociais - permite encapsular as aplicações existentes de negócio num envelope social que admita a interação entre elas.
II. Encapsulamento Social - é o foco total no negócio, envolver as características das redes sociais de forma que se possa compartilhar as informações internas, produzir notificações sociais e permitir a possibilidade de  transferências de dados e/ou informações entre os sistemas existentes.
III. Integração social – é envolvimento das aplicações empresariais, inserindo-as dentro de plataformas sociais de negócio e acrescentando aos sistemas experiências sociais específicas .

O uso dos componentes descritos acima permitirá a empresa:
• Aumentar a Inovação/Produtividade;
• Estipular uma correlação forte entre o empregado certo para a função certa;
• Resolver problemas internos de produtividade.

Aumento da Inovação/Produtividade
Uma forma de direcionar o crescimento organizacional é acelerar a inovação e assegurar que a empresa inove numa velocidade maior do que seus concorrentes. Por exemplo, a Apple tornou-se um grande sucesso nos últimos 3 anos porque eles inovaram muito mais rápido que seu maior concorrente: Microsoft.

Para que esta inovação e produtividade seja alcançada, é necessário reestruturar a maneira com que as organizações trabalham. É observado que mais de 5,3 horas são desperdiçadas por empregados semanalmente devido a processos internos totalmente ou parcialmente ineficientes. Adicionalmente, duas horas são desperdiçadas por empregados diariamente procurando as informações corretas e sujeitos especialistas num determinado assunto dentro da organização.

A maioria das informações internas das empresas está espalhada nos lugares mais diversos, impossibilitando o acesso e uso delas. Na tentativa de uma solução, muitas companhias acabam  arquitetando “servidores de Informação” na esperança que o funcionário armazene seu saber e experiências. No entanto, isto só permanece no nível departamental, onde cada departamento possui um próprio recinto para armazenar e disponibilizar a informação. O saldo final acaba sendo a fragmentação da informação corporativa  e a frustração dos empregados, já que estes não logram localizar as informações necessárias; eles são obrigados a  "reinventar a roda" e recriar o capital intelectual. É neste instante específico que as redes sociais podem ajudar as empresas, estimulando-as a inovação e ao aumento da produtividade devido ao compartilhamento das informações que trafegam de forma rápida, instantânea e principalmente informal.

A correlação entre o empregado certo para a função certa;
Os desafios na capacidade de um diagnóstico intelectual funcional de seus empregados constatado pela maioria das organizações pode vir a  bloquear o crescimento destas. É mister assegurar que os empregados certos com as habilidades especificas estejam alocados aos projetos que carecem destes recursos.
Com o objetivo de estabelecer esta forte correlação descrita acima, os departamentos de recursos humanos são obrigados a:
A. Estabelecer e implementar estudos para o desenvolvimento de líderes futuros;
B. Desenvolver habilidades e capacitar a mão de obra funcional;
C. Fomentar conhecimento compartilhando e a colaboração da empresa.

No entanto, incorporar criatividade, agilidade e velocidade, não é uma tarefa simples. Despontam uma série barreiras, tais como:
• Funcional;
• Cultural;
• Geográfica; e outras.

Todas podem vir a  restringir a produtividade da equipe e impedir a empresa de executar seu negócio em pleno potencial. Organizações devem superar esses prováveis percalços afim de enfrentar as oportunidades emergentes.


Redes sociais internas(“redes sociais por de trás do firewall “)  possuem a potencialidade de ser a solução. É vital que os funcionários passem a “blogar”, participar de uma wilkipéida empresarial, compartilhar arquivos e/ou informações, participar de fóruns de discussão, participar de comunidades, daí seu capital intelectual poderá ser capturado num único local,denominado de “perfil”. Este perfil facilitará a identificação de indivíduos para o trabalho correspondente.


Simultaneamente, os funcionários podem aprender uns com os outros descobrindo temas de interesse, oportunidades de carreira que melhor correspondam aos seus interesses, aprimorar as habilidades e capacidades. A aprendizagem informal  é essencial para a capacitação dos funcionários permitindo-os a alcançarem o trabalho almejado. Esta informalidade de transferência de conhecimento entre os funcionários tem extrema correlação com a experiência de Hawthorne realizada em 1927, de Elton Mayo, donde se concluiu que a informação informal é vital para o aumento da produtividade nas empresas.

Resolver problemas existentes 
Muitas organizações costumam  gerenciar a gestão do conhecimento com controle centralizado tanto no nível gerencial quanto no próprio armazenamento da informação. Unidades de negócios individuais, departamentos ou divisões elaboram independentemente seu próprio caminho de colaboração em torno de documentos e/ou da informação. Isto representa muitas vezes o uso de produtos de tecnologia diferentes que dificultam ou mesmo impedem o acesso ou a conexão com o resto dos sistemas da empresa.

Uma empresa visando uma plataforma de colaboração social poderá solucionar muitos dos problemas mencionados fornecendo a sua força de trabalho as ferramentas necessárias para compor e acompanhar as suas diversas comunidades, compartilhando dados e informações, além de estimular o reuso do capital intelectual. E muitas empresas conseguem ir muito mais adiante disso, elas conseguem inclusive abolir as barreiras entre os funcionários e os clientes.

Não se pode esperar que a simples construção de uma rede social empresarial fará os funcionários usá-la. As redes social corporativas podem anular as barreira internas das empresas, conectar  seus funcionários e clientes, compartilhar informação útil de forma precisa, tudo visando o aumento da produtividade empresarial. Todavia isso só será alcançado caso os funcionários acreditarem na filosofia empresarial das redes sociais e as usarem integradas aos sistemas do negócio. Um grande exemplo é a implementação de características do “Facebook”dentro de aplicações de CRM.

Todos sabemos que não está na essência do vendedor o acompanhamento atualizado cadastral de seus clientes, contudo a forma com que o “Facebook” o faz facilita e torna a tarefa até meio lúdica, e quem é que não gosta de brincar. Acredito que as rede sociais podem alavancar a sabedoria das pessoas, alavancar o trabalho colaborativo e portanto serem eficazes para as empresas.

Milton Jeronimides, diretor de marketing dfa Intersystems

Gol paga R$ 70 milhões pela Webjet e conclui compra

A Gol informou nesta segunda-feira (3) que concluiu a aquisição de 100% do capital social da Webjet Linhas Aéreas. Com isso, ressalta a companhia aérea em fato relevante, a empresa, por meio de sua subsidiária VRG Linhas Aéreas, passa a ser titular da totalidade do capital social da Webjet.

O preço pago foi de R$ 70 milhões, "sujeito ainda a ajustes menores, o que será apurado nos próximos 70 dias", disse a Gol.

Anac autoriza compra da Webjet pela Gol

O valor pago é inferior ao que a companhia havia anunciado no início de julho, quando informou sobre o fechamento do acordo. Na ocasião, a Gol divulgou que pagaria R$ 96 milhões pela Webjet e assumiria dívidas de aproximadamente R$ 215 milhões.

A conclusão da compra da Webjet pela Gol se seguiu à aprovação do negócio pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no último dia 20.

Conforme a agência reguladora, a decisão avaliou apenas o aspecto financeiro da operação, ou seja, foi aprovado que a Gol assuma a administração da Webjet. Ainda falta obter o sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Depois disso, será necessário que o caso retorne à Anac, para que a aquisição seja analisada sob o ponto de vista técnico. Só então a Gol poderá colocar em prática ações como a extinção da marca Webjet e o uso dos slots (autorizações de voos nos aeroportos para cada empresa aérea) da companhia adquirida.

    Monday, 3 October 2011

    Desafios para a quarta geração de internet móvel no Brasil

    Como Londres não sabe ainda se terá disponível para as Olimpíadas de 2012 a próxima geração de telefonia móvel (4G), a Copa do Mundo do Brasil tem chances de ser o primeiro grande evento global com cobertura de internet super-rápida via celular. É o que planeja a presidente Dilma Rousseff, ao exigir que as operadoras se comprometam a oferecer o serviço nas 12 cidades-sede a tempo do mundial. Mas a implementação da tecnologia dentro desse prazo esbarra, segundo a maioria das empresas, na escassez de recursos e em desafios de infraestrutura. Enquanto o 4G não chega, o que está no ar é a guerra de argumentos entre o governo e as teles.

    Os principais focos de divergência são o preço a ser pago e a data do leilão do espectro de 2,5 Gigahertz (GHz), previsto para abril do próximo ano. O 4G só poderá ser oferecido aos consumidores após a venda dessa faixa. As operadoras querem pagar menos por ela e adiar o leilão, argumentando que os investimentos com o 3G já são enormes. Uma fonte de uma operadora admitiu ao GLOBO que há pressão excessiva do governo sobre o cronograma. E para oferecer a próxima geração, as empresas terão que investir bem mais em infraestrutura.

    LEIA MAIS: Internet do 4G é tão rápida quanto banda larga fixa

    A TIM, por exemplo, está em campanha aberta para adiar o leilão. A companhia argumenta que seria prematuro e caro demais implementar o 4G enquanto o 3G ainda não é acessível em todo o Brasil de forma homogênea.

    - Como é possível nos jogarmos numa nova tecnologia se já encontramos dificuldades na atual? Não duvidamos da qualidade do 4G, apenas não sabemos se vale a pena fazer um esforço para agregar mais qualidade no serviço prestado ao consumidor da classe AAA em vez de melhorar o sinal no Amazonas, por exemplo - afirmou Mario Girasole, diretor de assuntos regulatórios da TIM Brasil.

    Segundo a consultoria especializada Teleco, 70,6% dos municípios brasileiros não são cobertos pelo 3G.

    Girasole acha mais viável realizar o leilão em 2013. Na semana passada, o presidente da Telefônica, Antônio Valente, também defendeu o adiamento.

    Investimento em fibra óptica é o mais urgente para o 4G

    Não há previsões oficiais para o montante de investimento necessário para o 4G. Mas só a compra da frequência já representa um volume na casa dos bilhões. O leilão do 3G, em 2007, arrecadou R$5,5 bilhões.

    Especialistas apontam como tarefa mais urgente a instalação de fibra óptica em todo o backhaul (nome técnico para a rede de transmissão), que torna possível o tráfego dos dados por protocolo de internet. Esse passo é importante porque satisfaz tanto os pré-requisitos do 4G quanto as necessidades de expansão do 3G - a tecnologia HSPA+, apelidada de 3,5G, com velocidade, em média, cinco vezes maior que a atual e que deve entrar em operação no país a partir do fim do ano. A Vivo afirma já ter toda sua rede compatível com a HSPA+; a Claro diz ter fibra em 73% de sua rede e que terminar o ano com 100%.

    Outra necessidade é a instalação de mais Estações Radio Base, que são as antenas que transmitem o sinal. Isso porque o alcance do sinal na frequência 2,5 GHz é menor que a do 3G.

    Mas as teles reclamam que sofrem com os mesmos gargalos do resto da indústria. Girasole, da TIM, diz que os fornecedores de equipamento estão "no sufoco". Leonardo Capdeville, diretor de planejamento na Vivo, reclama da falta de mão de obra e da legislação que dá aos municípios o poder sobre as regras de uso do solo:

    - Acaba que, para a instalação de antenas, temos que trabalhar com mais de cinco mil leis, e ainda há municípios que querem interferir até no que a Anatel determina.

    Também preocupa as empresas o destino de frequências como a 700 MHz, que ficará livre após a transição total para a TV digital, em 2016. O espectro pode ser usado para o 4G e, por ser mais baixo, reduziria a necessidade de novas antenas. O governo ainda não determinou quando essa faixa será licitada.

    A avaliação de observadores do mercado é que, na verdade, as operadoras não possuem os recursos necessários para o 4G.

    Tenho a impressão que há muito discurso e pouco dinheiro. Na verdade, teremos na Copa o 4G funcionando em pouquíssimos lugares - criticou o presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio (Seprorj), Benito Paret.

    Governo cede à pressão das operadoras em relação ao preço

    O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o leilão só será adiado se as operadoras convencerem "a pessoa que marcou o prazo": a presidente Dilma. Mas o governo já cede à pressão das teles ao admitir baixar o preço em troca de metas de qualidade e cobertura.

    - Nosso leilão não vai ser arrecadatório. Vamos tentar contrabalançar um menor preço inicial com compromissos de cobertura e velocidade. A intenção é termos agora mais obrigações do que tivemos no leilão do 3G, de 2007 - prometeu Maximiliano Martinhão, secretário de telecomunicações do ministério.

    - A principal meta que o governo deve ter é de qualidade do serviço. Se a Anatel resolver cobrar metas de cobertura, teremos que duplicar ou até triplicar o número de estações, e isso acabará encarecendo o serviço para o consumidor - disse Capdeville, da Vivo.

    A Claro, por sua vez, rechaça o adiamento do leilão.

    - Achamos que é chegada a hora de o Brasil olhar para o 4G, pois há carência de banda larga no país e seremos foco das atenções no mundo com os grandes eventos que vamos sediar - defendeu Márcio Nunes, diretor de plataformas da operadora.

    Apesar da polêmica sobre o leilão, a verdade é que o 4G é visto como caminho incontornável.

    - Por serem mais eficientes com o espectro, as redes 4G representam menos gastos para as operadoras. Além disso, o Brasil é um consumidor voraz de dados, e os chamados heavy users precisam de mais capacidade. Logo, por um motivo econômico, aderir ao 4G é a única solução viável para as operadoras - disse Erasmo Rojas, diretor para América Latina do 4G Américas, organização que reúne operadoras

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