Wednesday, 9 November 2011

América Latina alcança 58 milhões de assinantes 3G/HSPA

A América Latina encerrou o terceiro trimestre com 58 milhões de assinantes com dispositivos móveis 3G/HSPA, segundo dados da 4G Américas, entidade que acompanha a evolução das redes celulares no continente. Isso representa aproximadamente 10% da base na região. Um ano atrás eram 31 milhões, ou 6% do total. A maior parte dos assinantes latino-americanos ainda possui dispositivos de segunda geração (2G) com tecnologia GSM: 506 milhões.

O país com maior penetração de assinantes 3G/HSPA é o Chile, com 24%, seguido por Brasil (16%), Argentina (14%), Equador (11%) e México (9%). Um ano atrás a proporção no Chile era de apenas 11%; no Brasil, 9%; na Argentina, 8%; no Equador, 7%; e no México, 5%.

A participação de dados na receita das operadoras latino-americanas é, em média, de 22%. Para se ter uma ideia, na América do Norte essa participação é de 35%. Os países da América Latina onde dados têm maior relevância na receita das teles são Argentina e Venezuela, com 42% e 35%, respectivamente. Em seguida vêm México (25%), Chile (19%) e Brasil (18%).

Segundo o 4G Américas, já existem 21 redes comerciais com tecnologia HSPA+ na região, com velocidades de 21 Mbps ou 42 Mbps (no caso de portadora dupla, usada pela Entel e a Movistar do Chile).

Tuesday, 8 November 2011

Links internacionais representam até 40% do custo da Internet na América Latina, diz Cepal

O uso dos cabos submarinos (enlaces internacionais) representa de 30% a 40% do custo final do serviço de Internet na América Latina. A informação foi passada pelo consultor da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Edwin Rojas, nesta segunda-feira, 7, no II Fórum Ibero-americano para o Desenvolvimento da Banda Larga, em São Paulo.

Segundo ele, trata-se de um valor excessivo na composição da conta do serviço de Internet. “As operadoras dizem que esse custo não passa dos 20%, mas há outras melhorias que devem ser analisadas”, alerta. Isso acontece, de acordo com o consultor, pois de 60% a 80% do tráfego internacional originado na América Latina passa por servidores dos Estados Unidos. Cerca de 40% desse tráfego advém do Brasil.

A Cepal defende a união dos países sul-americanos para a implantação de novas redes de transmissão e saídas internacionais, além da distribuição de centros regionais de processamento de dados, com servidores no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. “A princípio, os servidores seriam instalados nos países com maior demanda por serviços de dados

. Porém, todos os países do Unasul seriam beneficiados”, explica. A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) é a união intergovernamental que integra os países latino-americanos. O diálogo regional, no entanto, está ocorrendo entre Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Equador e Uruguai.

“A Cepal está desenvolvendo um documento com propostas que auxiliarão não só a estruturação de políticas de integração da infraestrutura de transmissão, mas também na redução dos custos e melhoria da qualidade dos serviços e promoção da coesão cultural da região”, revela. Um dos benefícios imediatos de tal integração seria o aumento da qualidade das redes de transmissão, com redução de até dez vezes na latência dos links internacionais.

Brasil

O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, César Alvarez, ressalta que a maior exigência gerada pelos serviços de redes sociais e por dispositivos mais avançados estão criando uma necessidade por maior largura de banda. “Hoje, o Brasil  não tem interligação com mais de quatro países. A entrada da Telebrás (no setor de cabos submarinos) é importante para proporcionais redes de transporte de dados mais avançadas”, diz. “A parceria dos países latino-americanos com a Telebrás pode se dar por cotas ou contratos de compra antecipada, o que seria muito importante para a viabilidade do negócio e o desenvolvimento da região”, acrescenta.

Encontro

Alvarez ressaltou também que o Brasil será o país anfitrião de um encontro que reunirá, em Brasília, no dia 29 de novembro deste ano, os ministros de Comunicação da América do Sul. Esta deve ser a primeira de uma série de encontros para a promoção da integração das telecomunicações na região. Segundo o Minicom, o governo está desenvolvendo, com o auxílio da Cepal e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um mapa para verificar os pontos de melhoria nas comunicações da região.

Definindo o valor empresarial da computação em nuvem

O surgimento da computação em nuvem faz parecer que o céu é o limite quando se trata de usar novas tecnologias para melhorar a maneira como fazemos negócios. Cloud Computing oferece maneiras criativas para que as empresas avaliem como elas utilizam a TI, que por sua vez libera recursos e dinheiro para que elas se concentrem no que mais importa – seus principais objetivos de negócios.


De acordo com uma recente pesquisa encomendada pela Avanade, a maioria dos tomadores de decisões de TI reconhece a computação em nuvem como uma maneira viável para reduzir os gastos de capital e os custos operacionais.

Tal resposta demonstra que as empresas enxergam que as capacidades técnicas oferecidas podem ajudar a reduzir custos e torná-las mais ágeis. Os sistemas baseados em nuvem abrem imediatamente as portas para novas e mais eficientes maneiras para se conquistar os objetivos da empresa.


A chave é reduzir a complexidade em torno da computação em nuvem. As empresas precisam saber o que é isso, o que ela faz e oferece. Computação em nuvem é um termo genérico que engloba vários tipos de serviços, incluindo o Software como Serviço (SaaS). A nuvem não precisa ser tudo ou nada. As empresas podem encontrar um lugar para controlar as economias de escala, onde elas se sentirão mais confortáveis. Cada empresa deve decidir se esta estratégia atenderá plenamente suas necessidades.

Os problemas que as corporações enfrentam ao usar tecnologias on-premises (internalizadas) tornam-se os mesmos problemas quando elas são usadas remotamente. Embora existam diferentes opiniões sobre a segurança da nuvem, há cada vez mais vozes sugerindo que a segurança neste ambiente pode ser, de fato, melhor do que a segurança que a maioria das empresas oferece internamente.

Planos para a computação em nuvem

As empresas interessadas em adotar Cloud Computing precisam compreender os serviços prontos que já estão disponíveis. Aqui estão alguns passos a serem considerados:

1) Tenha uma estratégia claramente definida. A tecnologia torna-se um parceiro mais eficiente para a organização se os executivos definirem uma estratégia clara que melhore processos, os relacionamentos e serviços do negócio. Só então a TI pode buscar os serviços na nuvem que apoiarão essa estratégia;


2) Avalie os custos. Avalie os custos associados com a TI em relação ao custo dos serviços em nuvem para ajudar a determinar o que deve ser comprado e gerenciado internamente e o que poderia estar pronto para a nuvem;


3) Crie um plano. Com uma estratégia clara adotada e um objetivo determinado, identifique a direção que a sua empresa precisa seguir para chegar lá. Avalie os produtos e plataformas que você precisa para apoiar e ampliar a sua visão de TI;


4) Prepare um caminho para a migração. A migração e a integração de sistemas antigos podem requerer recursos adicionais. Se suporte de fora for necessário, considere uma parceria com uma firma experiente em migração de tecnologia;


5) Escolha parceiros ou fornecedores com credibilidade. Eles devem ter processos comprovados para apoiar as necessidades de uma organização. É igualmente importante identificar empresas com histórico de soluções no local. Essas empresas também devem ter uma clara visão da nuvem, bem como estratégias e ofertas que demonstrem estabilidade e viabilidade em longo prazo. Se dados pessoais são usados dentro da nuvem, os requisitos legais para transferência, armazenamento e uso de dados devem ser tratados cuidadosamente e com antecedência;


6) Realize um piloto. Comece com um aplicativo personalizado que utilize as capacidades de escala, alto processamento ou largura de banda intensa da computação em nuvem.
Qualquer decisão de começar a usar a computação em nuvem requer planejamento, premeditação e preparação. Quanto mais um negócio sabe o que deseja, maior a probabilidade de concluir as mudanças necessárias para cumprir suas metas.

Existem claros benefícios derivados disso para um negócio. Mas chegar à nuvem e perceber os seus benefícios não é tão fácil. A jornada para a nuvem é uma evolução que ocorrerá com o passar do tempo. As empresas devem começar hoje com um plano claro, uma análise profunda e a adoção de metodologias e práticas comprovadas.

Elas também serão capazes de se adaptar às oportunidades de negócio de forma mais eficaz.

O uso de sistemas baseados em nuvem também pode reduzir custos, especialmente em relação à compra, instalação, configuração, atualização e manutenção dessas ferramentas e serviços no local por parte das próprias empresas.


Hamilton Berteli, CTO da Avanade Brasil.

Monday, 7 November 2011

Edital do leilão 4G fica pronto até dezembro, diz Paulo Bernardo

Tecnologia da quarta geração é dez vezes mais veloz do que o 3G.

O edital para o leilão de frequências 4G para serviços de telecomunicações sem fio ficará pronto nas próximas semanas, segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (7), Bernardo disse que o edital deve trazer exigências para que as empresas tenham serviços 4G disponíveis nas cidades-sede da Copa das Confederações, em 2013, e nos demais municípios que receberão jogos da Copa do Mundo, em 2014.


“Nós não estamos fazendo leilão para arrecadar, mas para garantir oferta de serviço com prazo menor e com abrangência grande, com a qualidade que é devida”, disse Bernardo. “Até dezembro deve estar pronto a proposta de consulta pública”, acrescentou.

O 4G é o nome dado a um conjunto de tecnologias e padrões de transmissão de dados e voz por redes de telefonia celular. A tecnologia alcança velocidades de cerca de 100 megabit (Mbps), uma taxa de transmissão cerca de dez vezes maior do que a máxima obtida atualmente pelo 3G, que é de 7 Mbps.
O diretor-geral da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, que assumiu o comando do órgão regulador nesta segunda-feira, afirmou que o leilão 4G ocorrerá até o final de abril de 2012.