Qualquer empresa, independentemente de seu nível de desenvolvimento, tem informações sigilosas que, se violadas, podem resultar em perdas financeiras diretas ou indiretas. O uso da tecnologia da informação nos principais processos de negócios implica na ‘digitalização’ de praticamente todos os ativos da companhia. Os funcionários estão cada vez mais familiarizados com o termo ‘segurança da informação’ e com o aparecimento de novos softwares em seus ambientes de trabalho. Também observamos a criação de departamentos na estrutura organizacional cuja principal tarefa é proteger dados e garantir a conformidade com legislações e normas impostas por entidades externas.
As empresas estão entendendo as consequências da falta de proteções para as informações digitais depois de serem vítimas de diversos ataques onde informações sensíveis são roubadas e ocorre prejuízo financeiro. As frequentes notícias sobre violações de dados causadas por funcionários ou por vulnerabilidades em um aplicativo costumam comover a gerência sênior para liberar mais orçamento a fim de fortalecer a segurança.
No entanto, proteger as informações pode ser abstrato para as pessoas e, para que a mensagem seja transmitida corretamente e entendida pelos diretores da empresa, é necessário enfatizar os riscos como danos à reputação da empresa e perdas financeiras.
A análise de riscos de segurança é, primeiro e principalmente, parte do processo contínuo de proteção de dados. Isso implica em diversas medidas para avaliar o nível de proteção da infraestrutura na qual são realizadas operações que envolvem informações críticas para o negócio. Esse processo é descrito em documentos normativos e informativos. Tudo depende da esfera de atividades específica da empresa.
Por exemplo, a segurança de informações no setor financeiro tem como base a documentação do próprio segmento, que por sua vez é composta por vários padrões organizacionais e específicos para cada região. Esses documentos são baseados nos métodos de avaliação de riscos de segurança de informações, que serão diferentes para cada área de atividade, sejam elas financeira, telecomunicações ou manufatura.
Em setores que não contam com normas de segurança específicas, as empresas devem criar suas próprias políticas. Um documento que resume o procedimento de gerenciamento de riscos não é uma orientação formal de como realizar esse processo, mas sim uma política prática de segurança que pode ser alterada considerando todas as possíveis imperfeições dos aspectos técnicos e organizacionais dos processos de negócios de uma empresa. São listadas todas as ameaças possíveis – sendo que a grande maioria delas afeta a infraestrutura de TI – com base em uma análise de risco prévia.
Depois que a equipe de gerenciamento se familiarizar com o relatório, ela deverá decidir sobre o nível de investimento que será feito na criação ou modernização de um sistema automatizado de segurança de dados. Isso envolve a definição por uma equipe de especialistas de quais riscos podem ser minimizados usando dispositivos de computação.
O perigo de violação de dados confidenciais pode ocorrer em numerosas formas de ataque direcionado ao sistema de TI. Por isso, incidentes de segurança de informações podem acontecer em qualquer lugar e com qualquer um. Ameaças que exploram vulnerabilidades em aplicativos corporativos, interceptam dados confidenciais enviados por canais de comunicação inseguros e conexões de dispositivos de hardware à rede com a intenção de copiar dados para terceiros são apenas alguns dos motivos que fazem os administradores se preocuparem em implementar soluções corporativas de segurança, como criptografia, antivírus, DLP, firewalls para diferentes níveis do modelo de OSI, entre outros.
Também é necessário investir mão de obra na configuração das camadas e fazer uma auditoria do sistema resultante. Geralmente esse processo envolve grande quantidade de relatórios de segurança, e por sua complexidade, requer tempo de análise para uma correta avaliação da situação. Considerando os desafios de execução e manutenção das políticas corporativas de segurança, faz sentido unificar todos os vários componentes de proteção em um único console de gerenciamento de segurança. Isso permite ainda trocar informações entre os componentes, criando um ambiente interligado no qual cada elemento responsável por seu próprio escopo é conectado a outros elementos.
O processo de análise dos riscos de segurança, geração de relatórios, criação/modernização das políticas de segurança e implementação dos componentes necessários é uma tarefa contínua e complexa, que deve idealmente ser baseada em uma abordagem centralizada para acelerar significativamente o processo de minimização dos riscos. Com menos tempo de trabalho despendido na auditoria de segurança, o departamento de TI pode focar em processos críticos do negócio, como adaptar-se às mudanças do mercado ou no comportamento do consumidor e melhorar a eficiência das operações da empresa.
Eljo Aragão, diretor-geral da Kaspersky Lab no Brasil
Wednesday, 29 May 2013
Obra com mesma ideia ou tema de outra não é plágio
Não há violação de direitos autorais se uma obra apresenta a mesma ideia ou um tema determinado em outra. O entendimento é da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao analisar recurso do autor de telenovelas Lauro César Muniz contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que reconheceu uma de suas obras como plágio.
Para o relator do processo, ministro Luis Felipe Salomão, não é possível deter direito sobre temas: “É pacífico que o direito autoral protege apenas uma obra, caracterizada a sua exteriorização sob determinada forma, não a ideia em si nem um tema determinado. Sendo assim, é plenamente possível a coexistência, a meu juízo, sem violação de direitos autorais, de obras semelhantes.” De acordo com o ministro, obras distintas podem partir de situações idênticas e se individualizar de acordo com a ótica e estética de cada autor.
Em seu voto, o ministro citou o doutrinador Hermano Duval, para quem a ideia e a forma de expressão são coisas independentes. Se duas obras, sob formas de expressão diferentes, contêm a mesma ideia, nenhuma das duas pode ser considerada plágio. E não somente porque a forma de expressão é diversa, mas porque a ideia é comum, pertencendo a todos. “Não pertence exclusivamente aos autores das obras em conflito, pertence a um patrimônio comum da humanidade”, diz Hermano Duval.
O doutrinador Rodrigo Moraes também foi citado: “O direito autoral nasceu para estimular a criação, não para engessá-la. Obras semelhantes podem perfeitamente coexistir de forma harmônica, sem evidência de plágio. É preciso estar atento àqueles que em tudo e em todos veem a caracterização de plágio. O exagero existente na ‘plagiofobia’ merece rechaço. Trata-se de corrente que fomenta o totalitarismo cultural.”
O caso
No caso em questão, a escritora de livros infanto-juvenis Eliane Ganem alega que o roteiro da minissérie televisiva Aquarela do Brasil fora, na verdade, baseado em um argumento original escrito por ela e entregue anos antes em diversas redes de televisão brasileiras.
A minissérie foi exibida pela TV Globo em 2000 e, ambientada no Rio de Janeiro dos anos 40, contava a história de uma jovem humilde que depois de participar de um concurso virou estrela do rádio. O argumento de Ganem, também chamado de Aquarela do Brasil, por sua vez, foi registrado na Biblioteca Nacional em 1996 e contava a história de uma jovem atriz em ascensão.
Enquanto a defesa da escritora ressaltou a simetria entre personagens e situações, como os triângulos amorosos da trama, a defesa de Muniz alegou que a ideia original, de uma moça pobre que vira estrela, é na verdade banal e carece de ineditismo. Laudo pericial, por sua vez, considerou as duas histórias igualmente inéditas e não percebeu semelhanças suficientes para configurar qualquer lesão a direitos autorais. Segundo o laudo, os autores criaram obras únicas, partindo de um período comum.
O acórdão do TJ-RJ aponta que a semelhança entre as duas histórias está na temática — em ambas, uma moça humilde ganha concurso e ascende ao estrelato, se envolvendo em triângulo amoroso e tendo como pano de fundo o ambiente artístico da década de 40. “Não configura plágio, portanto, a utilização de ideias sobre determinado tema, por mais incrível que seja”, afirmou o ministro Salomão. Para ele, não há usurpação de ideia, já que ideias não são passíveis de proteção.
O fato de as duas histórias terem o mesmo nome também foi levantado, mas a possibilidade de plágio foi igualmente descartada em vista da ausência de originalidade do título, já que Aquarela do Brasil é o nome de uma das canções mais conhecidas da música popular brasileira.
Inicialmente, o ministro Salomão havia negado seguimento ao recurso de Lauro César Muniz por falta de comprovação do recolhimento das custas judiciais e do porte de remessa e retorno — decisão confirmada pela 4ª Turma. Depois, com base em precedente da Corte Especial, a Turma voltou atrás e admitiu o recurso para julgamento do mérito. Com a decisão, o STJ anulou o acórdão do TJ-RJ e restabeleceu a sentença da juíza de primeira instância, que não reconheceu o plágio e afastou a violação dos direitos autorais.
Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
Para o relator do processo, ministro Luis Felipe Salomão, não é possível deter direito sobre temas: “É pacífico que o direito autoral protege apenas uma obra, caracterizada a sua exteriorização sob determinada forma, não a ideia em si nem um tema determinado. Sendo assim, é plenamente possível a coexistência, a meu juízo, sem violação de direitos autorais, de obras semelhantes.” De acordo com o ministro, obras distintas podem partir de situações idênticas e se individualizar de acordo com a ótica e estética de cada autor.
Em seu voto, o ministro citou o doutrinador Hermano Duval, para quem a ideia e a forma de expressão são coisas independentes. Se duas obras, sob formas de expressão diferentes, contêm a mesma ideia, nenhuma das duas pode ser considerada plágio. E não somente porque a forma de expressão é diversa, mas porque a ideia é comum, pertencendo a todos. “Não pertence exclusivamente aos autores das obras em conflito, pertence a um patrimônio comum da humanidade”, diz Hermano Duval.
O doutrinador Rodrigo Moraes também foi citado: “O direito autoral nasceu para estimular a criação, não para engessá-la. Obras semelhantes podem perfeitamente coexistir de forma harmônica, sem evidência de plágio. É preciso estar atento àqueles que em tudo e em todos veem a caracterização de plágio. O exagero existente na ‘plagiofobia’ merece rechaço. Trata-se de corrente que fomenta o totalitarismo cultural.”
O caso
No caso em questão, a escritora de livros infanto-juvenis Eliane Ganem alega que o roteiro da minissérie televisiva Aquarela do Brasil fora, na verdade, baseado em um argumento original escrito por ela e entregue anos antes em diversas redes de televisão brasileiras.
A minissérie foi exibida pela TV Globo em 2000 e, ambientada no Rio de Janeiro dos anos 40, contava a história de uma jovem humilde que depois de participar de um concurso virou estrela do rádio. O argumento de Ganem, também chamado de Aquarela do Brasil, por sua vez, foi registrado na Biblioteca Nacional em 1996 e contava a história de uma jovem atriz em ascensão.
Enquanto a defesa da escritora ressaltou a simetria entre personagens e situações, como os triângulos amorosos da trama, a defesa de Muniz alegou que a ideia original, de uma moça pobre que vira estrela, é na verdade banal e carece de ineditismo. Laudo pericial, por sua vez, considerou as duas histórias igualmente inéditas e não percebeu semelhanças suficientes para configurar qualquer lesão a direitos autorais. Segundo o laudo, os autores criaram obras únicas, partindo de um período comum.
O acórdão do TJ-RJ aponta que a semelhança entre as duas histórias está na temática — em ambas, uma moça humilde ganha concurso e ascende ao estrelato, se envolvendo em triângulo amoroso e tendo como pano de fundo o ambiente artístico da década de 40. “Não configura plágio, portanto, a utilização de ideias sobre determinado tema, por mais incrível que seja”, afirmou o ministro Salomão. Para ele, não há usurpação de ideia, já que ideias não são passíveis de proteção.
O fato de as duas histórias terem o mesmo nome também foi levantado, mas a possibilidade de plágio foi igualmente descartada em vista da ausência de originalidade do título, já que Aquarela do Brasil é o nome de uma das canções mais conhecidas da música popular brasileira.
Inicialmente, o ministro Salomão havia negado seguimento ao recurso de Lauro César Muniz por falta de comprovação do recolhimento das custas judiciais e do porte de remessa e retorno — decisão confirmada pela 4ª Turma. Depois, com base em precedente da Corte Especial, a Turma voltou atrás e admitiu o recurso para julgamento do mérito. Com a decisão, o STJ anulou o acórdão do TJ-RJ e restabeleceu a sentença da juíza de primeira instância, que não reconheceu o plágio e afastou a violação dos direitos autorais.
Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
Wednesday, 22 May 2013
Agências bancárias sem dinheiro reduzirão a necessidade de segurança?
Em quase todo o mundo, o modelo de agências bancárias tal e qual conhecemos hoje está passando por uma transformação. O número de pessoas que passa a preferir transações via máquinas de autoatendimento, internet ou até celular ao invés de fazer suas operações através das tradicionais agências bancárias cresce exponencialmente. É uma oportunidade para os bancos aumentarem sua eficiência operacional, reestruturarem sua estratégia de canais e revisarem o tipo de serviços oferecidos por suas agências tradicionais. Um passo nesta direção é transformar algumas agências em locais totalmente sem papel-moeda que prestariam apenas consultorias e serviços similares enquanto os clientes seriam direcionados a serviços de autoatendimento para retirada ou depósito de dinheiro.
Este fenômeno já é realidade em alguns lugares do mundo, como na Suécia, onde três dos quatro principais bancos têm um significativo número de agências “sem dinheiro”. O sueco Nordea tem aproximadamente 50% de suas agências neste modelo, enquanto seu copatriota SEB alcança a marca de 60%.
Apesar de a Suécia estar atualmente com um cenário bastante diferente de outros mercados bancários tradicionais, há mais exemplos ao redor do mundo em que o modelo começa a ser implantado. O National Irish Bank** adotou agências sem transações em dinheiro desde novembro de 2011, e o First National Bank (FNB) abriu suas primeiras agências sem moeda em espécie em Johanesburgo em 2012.
A principal razão para adoção de bancos sem moeda em espécie é que manusear dinheiro é muito caro e há um custo bastante significativo para as agências que usam papel-moeda em comparação com as que escolhem trabalhar com transações sem dinheiro em espécie. Isso sem contar o enorme risco para segurança representado pelas notas. Assim, atrás de redução de custos e riscos, os bancos optam cada vez mais por transferir operações com moeda em espécie para máquinas de autoatendimento e caixas automáticos.
Outro exemplo é o Bank Audi, no Líbano, que começou a trocar suas agências tradicionais por unidades sem papel-moeda simplesmente por causa do melhor custo-benefício. O custo de um banco tradicional é 15 vezes maior que o custo de suas agências denominadas NOVO, que não têm dinheiro em espécie, nem operadores de caixa.
No entanto, apesar da eficiência do novo modelo, é extremamente importante ressaltar que a necessidade por segurança em agências bancárias não diminui mesmo quando se evita transacionar dinheiro em espécie nos locais. As razões são várias.
Dinheiro não se resume em cédulas e moedas. Os bancos continuam e continuarão a transacionar uma quantidade enorme de dinheiro eletrônico todos os dias e os requerimentos por segurança em torno dessas operações são bastante altos. Os bancos são obrigados a cumprir regulamentações internas e externas de recursos humanos, sindicatos, etc – e essas regras não são modificadas rápida ou facilmente.
Em segundo lugar, quem rouba bancos nem sempre é parte do crime organizado – algumas vezes são meros indivíduos agindo por desespero ou impulso. Assim, assaltos a bancos continuam a ocorrem em agências sem dinheiro em espécie já que nem sempre os ladrões sabem que aquela unidade não tem papel-moeda.
Em paralelo, há um aumento no número de ameaças contra profissionais bancários, especialmente em agências que não manuseiam papel-moeda e são principalmente focadas em consultoria. A quantia limitada de dinheiro gera frustração, sem contar as consultas que possam levar a investimentos ruins graças às oscilações normais das bolsas de valores. Há um número enorme de razões para um banco, mesmo sem papel-moeda, ser alvo de violência. Bancos necessitam monitoramento constante para inibir crimes ao mesmo tempo em que estão prontos a identificar indivíduos que ameacem seus funcionários.
Outra razão é que assaltos a bancos não se limitam a ameaças a agências bancárias. Uma fraude interna também é um risco possível e facilmente descoberto e até inibido por câmeras de monitoramento. Monitoramento ainda é necessário para refrear atos de vandalismo, outro problema que os bancos enfrentam diariamente.
Finalmente, a observância também precisa ser levada em consideração quando legislações obrigarem o uso de câmeras independentemente de a agência bancária transacionar ou não dinheiro em espécie.
Naturalmente, outro lado importante é a possibilidade que um sistema de câmeras inteligentes tem de alertar departamentos ou instituições específicas (como a polícia) quando os crimes estão em curso ou prestes a acontecer. Monitoramento bancário via vídeo permite desde produção de provas até prevenção de delitos. Graças a uma plataforma flexível, o sistema de câmeras IP é eficiente em ambientes em constante mudança como uma agência bancária, permitindo que as instituições financeiras fiquem à frente dos crimes e continuem evoluindo para um futuro totalmente seguro.
**National Irish Banks é do 2012 Danske Bank
Este fenômeno já é realidade em alguns lugares do mundo, como na Suécia, onde três dos quatro principais bancos têm um significativo número de agências “sem dinheiro”. O sueco Nordea tem aproximadamente 50% de suas agências neste modelo, enquanto seu copatriota SEB alcança a marca de 60%.
Apesar de a Suécia estar atualmente com um cenário bastante diferente de outros mercados bancários tradicionais, há mais exemplos ao redor do mundo em que o modelo começa a ser implantado. O National Irish Bank** adotou agências sem transações em dinheiro desde novembro de 2011, e o First National Bank (FNB) abriu suas primeiras agências sem moeda em espécie em Johanesburgo em 2012.
A principal razão para adoção de bancos sem moeda em espécie é que manusear dinheiro é muito caro e há um custo bastante significativo para as agências que usam papel-moeda em comparação com as que escolhem trabalhar com transações sem dinheiro em espécie. Isso sem contar o enorme risco para segurança representado pelas notas. Assim, atrás de redução de custos e riscos, os bancos optam cada vez mais por transferir operações com moeda em espécie para máquinas de autoatendimento e caixas automáticos.
Outro exemplo é o Bank Audi, no Líbano, que começou a trocar suas agências tradicionais por unidades sem papel-moeda simplesmente por causa do melhor custo-benefício. O custo de um banco tradicional é 15 vezes maior que o custo de suas agências denominadas NOVO, que não têm dinheiro em espécie, nem operadores de caixa.
No entanto, apesar da eficiência do novo modelo, é extremamente importante ressaltar que a necessidade por segurança em agências bancárias não diminui mesmo quando se evita transacionar dinheiro em espécie nos locais. As razões são várias.
Dinheiro não se resume em cédulas e moedas. Os bancos continuam e continuarão a transacionar uma quantidade enorme de dinheiro eletrônico todos os dias e os requerimentos por segurança em torno dessas operações são bastante altos. Os bancos são obrigados a cumprir regulamentações internas e externas de recursos humanos, sindicatos, etc – e essas regras não são modificadas rápida ou facilmente.
Em segundo lugar, quem rouba bancos nem sempre é parte do crime organizado – algumas vezes são meros indivíduos agindo por desespero ou impulso. Assim, assaltos a bancos continuam a ocorrem em agências sem dinheiro em espécie já que nem sempre os ladrões sabem que aquela unidade não tem papel-moeda.
Em paralelo, há um aumento no número de ameaças contra profissionais bancários, especialmente em agências que não manuseiam papel-moeda e são principalmente focadas em consultoria. A quantia limitada de dinheiro gera frustração, sem contar as consultas que possam levar a investimentos ruins graças às oscilações normais das bolsas de valores. Há um número enorme de razões para um banco, mesmo sem papel-moeda, ser alvo de violência. Bancos necessitam monitoramento constante para inibir crimes ao mesmo tempo em que estão prontos a identificar indivíduos que ameacem seus funcionários.
Outra razão é que assaltos a bancos não se limitam a ameaças a agências bancárias. Uma fraude interna também é um risco possível e facilmente descoberto e até inibido por câmeras de monitoramento. Monitoramento ainda é necessário para refrear atos de vandalismo, outro problema que os bancos enfrentam diariamente.
Finalmente, a observância também precisa ser levada em consideração quando legislações obrigarem o uso de câmeras independentemente de a agência bancária transacionar ou não dinheiro em espécie.
Naturalmente, outro lado importante é a possibilidade que um sistema de câmeras inteligentes tem de alertar departamentos ou instituições específicas (como a polícia) quando os crimes estão em curso ou prestes a acontecer. Monitoramento bancário via vídeo permite desde produção de provas até prevenção de delitos. Graças a uma plataforma flexível, o sistema de câmeras IP é eficiente em ambientes em constante mudança como uma agência bancária, permitindo que as instituições financeiras fiquem à frente dos crimes e continuem evoluindo para um futuro totalmente seguro.
**National Irish Banks é do 2012 Danske Bank
Seis ameaças reais de segurança que os profissionais de TI podem encontrar em 2013
A segurança de TI pode sobrecarregar até mesmo o mais experiente especialista quando ameaças de grande repercussão, como o ataque DDoS à Spamhaus, são trazidas à tona pela mídia. A SolarWinds listou hoje seis ameaças de segurança que muitos profissionais de TI nunca acham que vão ter que enfrentar (até efetivamente enfrentarem) e ofereceu práticas recomendadas para ajudar a gerenciar e até impedir que ameaças indesejadas se tornem uma realidade.
1. Espionagem direcionada – Embora os especialistas em segurança não cometam este erro, muitos profissionais de TI podem achar o seguinte: “Minha organização não é um alvo de alto valor. O que temos que alguém poderia querer?” Na realidade, a resposta é “Mais do que vocês poderiam imaginar”. Alguns exemplos são informações confidenciais e pessoais, como números de cartão de crédito e de identificação tributária, históricos de pacientes, apenas para citar alguns. Além disso, com acesso direto à rede aberta, o intruso pode causar danos às redes de outras organizações.
2. Perda não intencional ou acidental de dados – Além do fato de que as organizações depositam uma grande dose de confiança em seus funcionários e acreditam que suas políticas sejam adequadas, o que pode pegar os profissionais de TI de surpresa é a simples ignorância do funcionário. Devido à proliferação de dispositivos móveis pessoais, os funcionários estão levando trabalho para casa com mais frequência. Isso tornou extremamente difícil monitorar quem e o que está se conectando à rede, resultando em menos controle e maiores riscos de segurança.
3. Ataques de negação de serviço (DoS) – Os ataques de DoS e DDoS estão entre as práticas criativas que mais crescem entre os hackers e que podem derrubar serviços críticos aos negócios, afetando o acesso de usuários e a continuidade dos negócios. Os profissionais de TI podem ser pegos de surpresa por este tipo de ataque, uma vez que, em muitos casos, é o resultado de alguém com a intenção de causar caos.
4. Equipe reduzida de TI – À medida que as organizações crescem e a largura de banda e recursos se tornam sobrecarregados, é fácil para profissionais de TI atarefados ignorarem as regras existentes e inadvertidamente abrirem brechas de segurança simplesmente por ignorar o impacto de uma alteração, ou para outros profissionais menos experientes não saberem o que monitorar e quais ferramentas usar.
5. Ataques de phishing – Pessoas mal intencionadas disfarçando-se de entidades confiáveistentam obter, por e-mail ou por mensagens instantâneas, nomes de usuários, senhas, detalhes de cartão de crédito e informações de conta para ter acesso a um sistema. As organizações mais afetadas acreditam que seus controles são bons o suficiente,esperando que o sistema de lixo eletrônico funcione como um escudo infalível ou que seus usuários saibam quando abrir e quando não abrir e-mails suspeitos.
6. Malwares que exploram vulnerabilidades comuns no tempo de execução de Java e Flash – Para muitas, se não a maioria, das organizações, aplicativos de terceiros, como Java e Flash, são infraestruturas essenciais e necessárias à utilização de um grande número de aplicativos de negócios. Uma organização torna-se um alvo principal a infecções quando os profissionais de TI partem do pressuposto de que a versão mais recente do aplicativo émprovadamente segura, quando eles não implementam os patches mais atualizados ou quando não têm controle total sobre todos os aplicativos instalados pelos usuários finais.
Sanjay Castelino, vice president & market leader de Network Management Business da Solarwinds
1. Espionagem direcionada – Embora os especialistas em segurança não cometam este erro, muitos profissionais de TI podem achar o seguinte: “Minha organização não é um alvo de alto valor. O que temos que alguém poderia querer?” Na realidade, a resposta é “Mais do que vocês poderiam imaginar”. Alguns exemplos são informações confidenciais e pessoais, como números de cartão de crédito e de identificação tributária, históricos de pacientes, apenas para citar alguns. Além disso, com acesso direto à rede aberta, o intruso pode causar danos às redes de outras organizações.
2. Perda não intencional ou acidental de dados – Além do fato de que as organizações depositam uma grande dose de confiança em seus funcionários e acreditam que suas políticas sejam adequadas, o que pode pegar os profissionais de TI de surpresa é a simples ignorância do funcionário. Devido à proliferação de dispositivos móveis pessoais, os funcionários estão levando trabalho para casa com mais frequência. Isso tornou extremamente difícil monitorar quem e o que está se conectando à rede, resultando em menos controle e maiores riscos de segurança.
3. Ataques de negação de serviço (DoS) – Os ataques de DoS e DDoS estão entre as práticas criativas que mais crescem entre os hackers e que podem derrubar serviços críticos aos negócios, afetando o acesso de usuários e a continuidade dos negócios. Os profissionais de TI podem ser pegos de surpresa por este tipo de ataque, uma vez que, em muitos casos, é o resultado de alguém com a intenção de causar caos.
4. Equipe reduzida de TI – À medida que as organizações crescem e a largura de banda e recursos se tornam sobrecarregados, é fácil para profissionais de TI atarefados ignorarem as regras existentes e inadvertidamente abrirem brechas de segurança simplesmente por ignorar o impacto de uma alteração, ou para outros profissionais menos experientes não saberem o que monitorar e quais ferramentas usar.
5. Ataques de phishing – Pessoas mal intencionadas disfarçando-se de entidades confiáveistentam obter, por e-mail ou por mensagens instantâneas, nomes de usuários, senhas, detalhes de cartão de crédito e informações de conta para ter acesso a um sistema. As organizações mais afetadas acreditam que seus controles são bons o suficiente,esperando que o sistema de lixo eletrônico funcione como um escudo infalível ou que seus usuários saibam quando abrir e quando não abrir e-mails suspeitos.
6. Malwares que exploram vulnerabilidades comuns no tempo de execução de Java e Flash – Para muitas, se não a maioria, das organizações, aplicativos de terceiros, como Java e Flash, são infraestruturas essenciais e necessárias à utilização de um grande número de aplicativos de negócios. Uma organização torna-se um alvo principal a infecções quando os profissionais de TI partem do pressuposto de que a versão mais recente do aplicativo émprovadamente segura, quando eles não implementam os patches mais atualizados ou quando não têm controle total sobre todos os aplicativos instalados pelos usuários finais.
Sanjay Castelino, vice president & market leader de Network Management Business da Solarwinds