Wednesday, 28 May 2014

Cibercriminosos usam iBanking para roubar senhas bancárias

Grupos de cibercriminosos russos começaram a usar o recém-descoberto ''malware premium'' para ampliar seus ataques em instituições financeiras ao redor do mundo. A ferramenta conhecida como iBanking, que tem alto valor comercial, segundo a Symantec é vendida sob um desenvolvido modelo de Software as a Service (SaaS).

A ameaça opera sob o GFF (General feature format) e o seu proprietário é capaz de vender assinaturas completas de software, com atualizações e suporte técnico por até U$S5 mil. Para os criminosos que não conseguem pagar a taxa de inscrição, o GFF também está preparado para fazer um acordo, oferecendo concessões em troca de uma parte dos lucros.

Com pacotes de assinaturas que contém atualizações e suporte técnico, a aplicação criada para Android é capaz de derrotar medidas de segurança fora de banda empregadas por instituições financeiras e interceptar senhas de uso único enviadas por SMS. A partir dela é possível também construir botnets móveis e vigiar o comportamento dos usuários por meio de seus smartphones.

A ameaça, detectada como Android.iBanking, se disfarça como uma aplicação de bancos, de segurança ou redes sociais e possui uma série de recursos avançados que permitem aos invasores alternar entre controle HTTP e SMS, dependendo da disponibilidade de uma conexão com a Internet. O malware é também capaz de roubar diversas informações a partir de um aparelho infectado, interromper comunicações de voz e de texto e, ainda, gravar áudios pelo microfone do telefone.

O preço elevado desta ameaça significa que o uso foi inicialmente centralizado as quadrilhas de cibercrime com bons recursos financeiros, mas, com o recente vazamento de seu código-fonte, a Symantec tem visto um aumento significativo na atividade em torno do iBanking e os ataques tendem a crescer ainda mais no futuro próximo.

Como funciona

Para estimular as vítimas a baixar e instalar o iBanking em seus dispositivos Android, os cybercriminosos utilizam táticas de engenharia social e enviam a computadores infectados mensagens pop-up, que solicitam a instalação de um aplicativo móvel como medida de segurança adicional a sites bancários ou redes sociais. Com a instalação, o usuário informa o seu número de telefone e sistema operacional do smartphone e recebe um link por SMS para o download do software falsificado. Se, por qualquer razão, o usuário não receber a mensagem, os invasores também fornecem um link direto e um QR Code como alternativas.

O iBanking pode ser configurado para se parecer com o software oficial de diversos bancos e redes sociais. Uma vez instalado, o invasor tem acesso quase completo ao aparelho e pode interceptar comunicações de voz e SMS. Por padrão, o malware busca por uma conexão de Internet válida. Se for encontrada, ela pode ser controlada através da Web através de HTTP. Se não houver conexão com a Internet, o controle muda para SMS.

Recomendações

Uma vez que as vítimas do malware geralmente são induzidas a instalar o aplicativo por um Trojan financeiro em desktops, manter o software antivírus atualizado ajuda a evitar a infecção.

É necessário também cuidado com as mensagens SMS que contêm links para baixar APKs (arquivos do pacote de aplicativos Android), principalmente a partir de fontes não-confiáveis. Alguns APKs do iBanking foram colocados em mercados confiáveis e os usuários devem estar cientes disto como uma potencial via de infecção.

Além disso, os usuários devem estar cientes sobre o compartilhamento de dados sensíveis através de SMS, ou pelo menos atentar a programas maliciosos buscando por esses dados.

Tuesday, 27 May 2014

TI e estratégia – do SaaS ao PaaS

O departamento de Tecnologia da Informação (TI) torna-se cada vez mais estratégico e pode ser fator primordial para determinar o grau de competitividade entre empresas de diferentes segmentos. As áreas de TI são as mais pressionadas a reduzirem custos e o grande desafio dos CEOs, atualmente, é fazer com que os processos sejam mais produtivos e eficientes com utilização de menos recursos.

Não à toa, tivemos a oportunidade de acompanhar a adoção gradual de modelos de computação em nuvem dentro das companhias e o aumento da procura por alternativas mais econômicas como SaaS (Software as a Service) e IaaS (Infrastructure as a Service).

Existe ainda uma camada intermediária entre SaaS e IaaS: Plataforma como Serviço (PaaS – Platform as a Service). Este modelo agiliza o tempo de criação de aplicações, com flexibilidade e a redução de custos. Ao optar pelo PaaS, o profissional de TI pode dedicar-se ao desenvolvimento, enquanto o seu fornecedor lida com questões como o gerenciamento, atualização e manutenção de infraestrutura. De acordo com o Gartner, líder mundial em pesquisas e aconselhamento sobre tecnologia, o mercado global de PaaS pode chegar a US$ 2,9 bilhões até 2016. Essa expectativa confirma a previsão de um cenário competitivo, com a entrada de grandes empresas de software neste nicho de mercado.

O PaaS permite que as pequenas e médias empresas tenham acesso às tecnologias que, em princípio, não seriam acessíveis a organizações destes portes, pois exigem altos investimentos iniciais. Com este modelo, é possível que fornecedores de software e companhias de TI criem soluções com menos gastos e sem a necessidade de manter uma infraestrutura própria.

Enquanto companhias de SaaS oferecem, em sua maioria, aplicativos já prontos, o PaaS disponibiliza a capacidade de desenvolvimento e implantação de ferramentas personalizadas de acordo com as necessidades e particularidades de cada organização. Além disso, com a plataforma como serviço é possível alocar o processamento de acordo com a demanda do mercado e dos negócios da empresa.

O Gartner aponta a existência de mais de 150 empresas que oferecem produtos parciais do PaaS, um número bastante expressivo se levado em consideração o tamanho, ainda pequeno, do setor. Por outro lado, a adoção deste novo modelo pode tornar-se morosa justamente em função desta fragmentação, já que muitas companhias ofertam funcionalidades específicas de forma, muitas vezes, isolada.

Economias emergentes, como é o caso do Brasil, deverão adotar a Plataforma como Serviço de acordo com a consolidação e amadurecimento do mercado. Os Estados Unidos da América (EUA), por exemplo, com economia já consolidada, representa em torno de 42% dos gastos mundiais com PaaS.

Utilizar a Plataforma como Serviço é uma tendência cada vez mais evidente. Algumas empresas já perceberam os benefícios em aderir este modelo de negócios que oferece, além de flexibilidade, escalabilidade. No entanto, ainda é preciso que o mercado atinja maturidade suficiente neste setor e, para isto, são necessários mais players focados em disponibilizar uma oferta completa. Com um mercado consolidado, as áreas de Tecnologia da Informação das companhias poderão ficar mais centradas no desenvolvimento de aplicativos e, consequentemente, as organizações poderão gerar cada vez mais negócios.

Wednesday, 21 May 2014

F-Secure lança solução de segurança única para todos os dispositivos

Pesquisa F-Secure Digital Lifestyle 2013 mostra que 89% dos consumidores usam computadores com Windows, 16% adotam computadores Apple, 39% smartphones Android, e 22% tablets Android. Mas a tendência multi-dispositivo traz um lado frágil: cada aparelho com acesso à Internet é uma porta de entrada para os criminosos digitais tentarem explorar o usuário. Para facilitar a vida do consumidor a F-Secure está colocando no mercado o F-Secure SAFE, solução única para proteger computadores e dispositivos móveis.

"Hoje, segurança significa proteger toda a vida online, o que inclui qualquer dispositivo que esteja conectado," diz Perttu Tynkkynen, diretor de vendas ao consumidor & marketing da F-Secure. "As pessoas em geral entendem que precisam proteger o seu PC, mas muitos estão deixando seus dispositivos Android vulneráveis, além dos Mac também. Com F-Secure SAFE, os consumidores podem ter a proteção que precisam para seu computador e ainda garantir segurança para os seus dispositivos móveis".

Smartphones e tablets são altamente vulneráveis a perdas e roubos, colocando dados, conteúdo e identidade dos consumidores em risco. Uma prova é que mais de 99% das novas ameaças a dispositivos móveis descobertas pelo F-Secure Labs no primeiro trimestre de 2014 destinavam-se a usuários de Android. Das 277 novas famílias de ameaças e variantes descobertas no período, 275 destinavam-se a Android, uma para iPhone e uma para Symbian. No mesmo trimestre do ano passado foram descobertas 149 novas famílias de ameaças e variantes, sendo que 91% destinavam-se a Android.

O F-Secure SAFE protege computadores, smartphones e tablets contra vírus, spyware, hackers e roubo de identidade, além de bloquear sites maliciosos e ataques online. Os pais podem proteger seus filhos de conteúdos impróprios. Em PCs ou Macs, a solução garante a segurança de transações bancárias, enquanto. smartphones e tablets são protegidos em casos de perda ou roubo com recursos que bloqueiam e localizam os dispositivos.

O F-Secure SAFE inclui um portal de auto-gestão onde os consumidores podem facilmente incluir ou remover dispositivos e mudar a proteção de um dispositivo para outro. Está disponível para computadores Windows e Mac e para smartphones e tablets Android.

A solução pode ser testada gratuitamente por 30 dias e está disponível para aquisição no link: www.f-secure.com/safe. Também pode ser adquirida no Google Play e por meio dos canais de parceiros globalmente.

Cinco dicas para não perder o foco em segurança digital

A falta de experiência em segurança digital, aliada à crescente complexidade das ameaças e redes, ambiente regulatório elevado e ritmo intenso de inovação, estão provocando uma movimentação interessante: as empresas começam a olhar para fora de seus "muros de proteção digital". Um estudo realizado pelo Gartner indica que o mercado mundial de terceirização de segurança atingirá mais de US$ 24,5 bilhões, em 2017.

O desafio é encontrar recursos financeiros para lidar com a cibersegurança evoluindo de uma forma eficaz. Para entender melhor as táticas cada vez mais eficazes dos hackers e se proteger, as organizações precisam mobilizar todos os aspectos de sua defesa estendida e do ataque contínuo – antes da invasão acontecer, agindo antes, durante e depois. É importante avaliar se o ataque foi destrutivo e se as informações foram roubadas ou sistemas danificados. Esse tipo de novo modelo de segurança está impulsionando mudanças nas tecnologias de segurança digital, produtos e serviços.

A primeira onda de fornecedores de serviços gerenciados de segurança (MSSPs) foi focada em produtos e ferramentas em funcionamento, manutenção, atualizações e treinamento. Porém, atualmente, os serviços de segurança digital precisam ser baseados em uma evolução constante e profunda das ameaças. Alguns analistas do setor estão começando a chamar essa nova ordem de serviços de proteção digital de MSSP 2.0.

Com base nas tarefas internas de segurança, orçamentos e prioridades dos negócios, as organizações podem optar por terceirizar mais ou menos as suas necessidades de segurança digital. Há cinco dicas que podem ajudar a garantir que as empresas mantenham o foco em proteção.

• Mantenha a capacidade plena de incorporar metadados HTTP em um modelo de telemetria que forneça a profundidade de informações necessárias para ajudar na detecção de ameaças baseadas na web. Quanto mais dados, maior será a eficácia do MSSP em zerar problemas na rede e isso se torna precioso, já que é como "procurar uma agulha em um palheiro";

• As técnicas de análise de Big Data são essenciais para alavancar a grande quantidade de dados obtidos, e não apenas internamente, mas em toda a empresa, em nível global. Esse mapeamento é muito importante a fim de detectar possíveis ameaças. Independente do número de telemetria utilizado, ao aplicar análises de dados robustas, ao invés, de realizar correlações simples, tem-se a certeza de que as detecções serão de alta fidelidade;

• Dependendo do tipo de dados na rede da empresa, os requisitos de segurança podem variar, dentro das garantias do MSSP. A equipe de TI precisa determinar qual será a abordagem para enfrentar os invasores e se serão necessárias ações alternativas. Essa decisão deve partir do nível de conforto dos profissionais, as partes afetadas legalmente e laudos técnicos;

• Os dados são muito úteis para as organizações e, por isso, devem existir e garantir que eles serão correlacionados para fornecer o contexto certo, com informações priorizadas. Assim, os profissionais poderão se concentrar nas ameaças realmente relevantes. Entender o MSSP é vital para determinar à organização quais são os verdadeiros focos de problema no sistema e ter acesso a dados altamente confiáveis;

• Para detectar e se proteger contra "ameaças de dia zero", as empresas devem ir além do tradicional point-in-time, visualização limitada dos sistemas, e contar com capacidades que permitam monitorar e aplicar a proteção em uma base contínua em toda a sua rede estendida.

Considerando os negócios atuais, regulamentações e segurança digital, as empresas estão cada vez mais olhando para fora de suas dependências físicas em busca de ajuda especializada para se proteger de ataques. Aplicando essas dicas, as organizações conseguirão manter o foco nas ameaças, obtendo a melhor proteção possível.

Raphael D'Avila, diretor de vendas para Sourcefire no Brasil, parte da Cisco