Thursday, 5 June 2014

Relatório mostra crescimento da mídia programática

Os primeiros quatro meses de 2014 mostraram mudanças expressivas em investimentos de marketing e em estratégias digitais orientadas com base em dados, em novos mercados emergentes e em todos os canais de mídia online, de acordo com o relatório "Novo Índice de Inteligência Publicitária", elaborado pela Turn, empresa de marketing global detentora de uma das maiores plataformas de DSP (Demand Side Plataform) do mundo.

Com os anunciantes e as agências cada vez mais em busca de seus clientes em todos os cantos do mundo online, o Real Time Bidding (RTB) – a compra em tempo real dos espaços publicitários – está mudando rapidamente o cenário para muito além da exibição da propaganda tradicional, garantindo um fluxo crescente de investimento na compra programática de mídia. A pesquisa mostra tendências baseadas em dados de marketing de todo o mundo, coletados entre janeiro e abril de 2014, comparados ao mesmo período de 2013.

O relatório mostra mercados maduros, como o de Serviços Financeiros e o de Viagens, estabilizando-se em níveis elevados de investimento e de concorrência, já que os publicitários começam a planejar melhor a alocação de seu orçamento, baseados na leitura de dados. O relatório também mostra que eles estão investindo pesado apontando, por exemplo, o registro do aumento da concorrência e dos investimentos em publicidade móvel (mobile) em toda a Ásia e Europa.

Mobile, vídeo e mídias sociais

O relatório observa um grande aumento na quantidade de anunciantes de todos os setores da indústria que estão anunciando em mobile, vídeo, display e mídias sociais. De janeiro a abril de 2014, em comparação com o mesmo período de 2013, foram registrados os seguintes dados:

• Investimento publicitário no Mobile cresceu 109%
• Investimento em anuncios em Vídeo aumentou 65%
• O Display, que se tornou um canal global bem mais maduro, aumentou 20%
• Budgets para a Mídia Social aumentaram 20%

eCPM

A análise global da TURN descobriu que, com o aumento da concorrência no meio digital, os publicitários estão pagando mais para alcançar seus clientes-alvo, com um aumento ano a ano do eCPM (effective cost-per-thousand impressions – Custo efetivo por mil impressões) para mídias sociais, display e vídeo.

De janeiro a abril de 2014 foram registrados os seguintes dados:

• eCPM de mídia social subiu 64%
• eCPM de display foi a 21%
• eCPM de mobile cresceu 8%
• eCPM de vídeo diminuiu 1%, já que um aumento no inventário dos editores impactou os preços

"O investimento e a concorrência estão aumentando em mercados maduros, levando a alocações mais inteligentes dos orçamentos baseados em dados neste ano", diz Fernando Tassinari, diretor da TURN para América Latina. "Os anunciantes e as agências estão usando estratégias sofisticadas, com foco inicialmente na audiência, para conduzir o planejamento da publicidade programática e tornar insights provenientes da plataforma em uma vantagem contra a concorrência".

O relatório da empresa é o único na indústria a aplicar padrões globais de modelos econômicos para mensurar as tendências em Share of Voice (SOV) publicitário, dentro da crescente paisagem global da mídia programática. A pesquisa inclui uma riqueza de conhecimentos globais e regionais, que destacam a dinâmica do mercado de publicidade em tempo real, além de dados estratégicos para publicitários em concorrência em setores chaves da indústria, como viagens, telecomunicações e serviços financeiros.

De acordo com o relatório, cinco setores da publicidade programática global lideram a movimentação para se tornarem mais competitvos, de janeiro a abril 2014. São eles:

1 – Viagens – 49% mais competitivo
2 – Telecom – 49% mais competitivo
3 – Serviços Financeiros – 38% mais competitivo
4 – Artes e Entretenimento – 15% mais competitivo
5 – Casa e Jardim – 11% mais competitivo

Já os cinco principais mercados da indústria menos competitivos globalmente, entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014, foram:

1 – Esportes e Recreação – 79% menos competitivo.
2 – Autos – 71% menos competitivo
3 – Vestuário – 36% menos competitivo
4 – Produtos de Office – 7% menos competitivo
5 – Saúde e beleza – 3% menos competitivo

Plataforma

O relatório é baseado em análises dos dados da plataforma da TURN, que a cada dia faz mais de 100 bilhões de decisões de publicidade baseadas em dados, realiza análises de mais de 1,5 bilhão de atributos de clientes anônimos e oferece acesso instantâneo a bilhões de impressões de anúncios digitais, resultando em uma inigualável capacidade de fornecer informações que podem mudar o jogo.

Ela fornece três aplicações de marketing em tempo real: Audience Suite, uma plataforma de gerenciamento de dados e planejamento de audiência; Campaign Suite, uma plataforma de execução de mídia digital para vídeo, publicidade móvel, social e de display, e o Datamine Analytics, que possibilita explorar dados, otimizá-los e armazená-los, e foi construído para publicitários e profissionais de mídia. A TURN trabalha com as melhores marcas do mundo, agências e mesas de negociação (trading desks), incluindo Accuen, Aegis, Amnet, Chrysler, Experian, Kraft, Kimberly – Clark, Microsoft, OMD, Thomas Cook, Toyota, Travelers, Verizon, VivaKi e Zales.

Sobre a Turn

A Turn oferece insights em tempo real que transformam a maneira pela qual as principais agências publicitárias e profissionais de marketing tomam decisões. Os aplicativos em nuvem e arquitetura de escala da Internet da empresa trabalham juntos para oferecer uma imagem completa dos clientes, a execução de campanhas multicanal e a conexão com um ecossistema mundial de mais de 100 parceiros.

Com sua matriz instalada no Vale do Silício (EUA), a Turn possui 450 funcionários e 18 escritórios ao redor do planeta que permitem uma atuação integrada nos cinco continentes. A força da empresa pode ser medida pela quantidade de parceiros de grande porte com os quais trabalha. Tem como clientes cinco das seis maiores "mesas de operações" (Trading Desks) do mundo, como o Omnicom Group, Aegis, WPP e Publicis; mais de 200 agências, como a MediaVest, Sq1, Groupm e Sapient, e 75 dos 100 principais anunciantes do mundo, como AT&T, HP, Bank of America, Chrysler, Unilever, Verizon, entre outros.

Wednesday, 4 June 2014

FONEDADOS CONTINUA FUNCIONANDO, DISFARÇADO

O endereço é este:


http://fonedados.com/Nomes/xnomecpf.php


Veja matéria completa publicada na quinta-feira passada:

Site fornece indevidamente dados pessoais de milhões de brasileiros
Apesar de ter parte das informações desatualizadas, a página faz buscas por nome, sobrenome, endereço, telefone e CPF
Endereço polêmico fornece até números de celular das pessoas
Publicado: 29/05/14 - 10h09 / Atualizado: 29/05/14 – 17h01

RIO – Um site está causando inquietação entre os brasileiros ao revelar informações pessoais provavelmente obtidas por meio da compra ilegal de bancos de dados de operadoras de celular, bancos e do próprio Cadastro de Pessoas Físicas. O nome do site é Fonedados.com.


Atualização às 14h36m: O site Fonedados foi retirado do ar pouco tempo depois de esta matéria ser publicada e também após O GLOBO enviar um e-mail para o endereço de contato na própria página. O e-mail não foi respondido.


[Atualização às 17h21m: O site voltou ao ar, mas impedindo acesso a qualquer das controvertidas funcionalidades, e exibindo na home page o seguinte aviso: "Este lugar é privado e acessível somente para seus sócios". Só que nunca antes se falou no conceito de sócios do site, nem existe nas páginas qualquer informação sobre como se tornar sócio. Ou seja, é mais um"cala-boca" talvez esperando a poeira baixar para reativar o serviço na surdina. Esperemos.


A página encontra informações pessoais de boa parte dos cidadãos brasileiros, mas não todos, já que as bases de dados dele estão um tanto defasadas. Mas o estrago à privacidade de muita gente é claro.
O Fonedados permite busca por nome e sobrenome, por telefone, por endereço e por CPF.

Na busca por endereço, que no site é designado como “direção”, se for informado o nome da rua, ele devolve o CEP. Em cima da informação de CEP, o site abre para buscas de telefones fixos e até celulares no logradouro. Alguns dos números de celular fornecidos já caducaram, mas muitos são válidos, retornando nome e endereço do assinante. Pode-se também listar homens e mulheres morando na tal rua. Quando a pessoa é menor de idade, o sistema informa como endereço “(menor)”.


Visite o site — que oferece informações até de assinantes que optaram e pagaram para não ter seus dados fornecidos em qualquer lista — e busque por suas próprias informações e as de parentes, amigos e conhecidos. E comente aqui sobre o que conseguiu.
É grave o caso, especialmente pelo fato de que números de celular são sigilosos e não poderiam ser obtidos por nenhum site aberto.


Aliás, o caso Fonedados lembra a febre do finado site Lili.com, que eclodiu em 2007. O site revoltou muita gente, deu uma confusão dos diabos e depois sumiu. Tudo apontava para ser uma armação de dois belgas, Pierre-Alexandre Losson e Patrick de Visscher, ambos interpelados à época.

O primeiro nunca respondeu, e o segundo deu uma desculpa esfarrapada que se provou falsa em 2 minutos de busca no Google. Veja detalhes sobre o caso em http://goo.gl/TIViYG

. Nada indica que o Fonedados seja mais uma iniciativa da mesma dupla ou de seus asseclas, mas isto ainda terá que ser investigado pois, se no lili.com eles deixaram pistas, desta vez eles poderiam ter sido mais cuidadosos.


Como dado de contato, o site informa o e-mail , ao qual já foi enviada mensagem e ainda não houve resposta. No Google+, este e-mail aparece como pertencente a Francisco Rivera, cujo único “amigo” na rede social do Google é Nicolas Gonzales, curiosamente morador de Buenos Aires, Argentina — vide mais abaixo a relação do caso em pauta com este país.


Além disso, o site tem um link para suas políticas de privacidade — um texto escrito em português de Portugal e bastante confuso, nada dizendo de relevante ou que explique de onde foram obtidas as informações.


O site pode ser apenas um chamariz para atrair usuários que potencialmente podem clicar nos anúncios exibidos em suas páginas, gerando receita.


— Este site parece ser um compilador de bases de dados piratas, obtidas de maneira muito provavelmente ilícita. Ele vai empilhando informações, sem manutenção, e é possível encontrar dados com atrasos de entre 2 e 14 anos — diz Yanira Nasser, vice-presidente de desenvolvimento de negócios do site Telelistas.net, a mais tradicional e confiável lista telefônica on-line do Brasil.


Alguns dados fornecidos pelo site, no entanto, são totalmente falsos.
— Pesquisei no Fonedados pelo CPF de um parente meu e o site devolveu um endereço falso usando por uma fraudadora que limpou a conta bancária deste meu parente há mais de cinco anos. Para mim, isso tem todo cheiro de que uma das bases de dados usadas seja uma cópia desatualizada da do próprio Banco do Brasil — disse um especialista em sistemas e redes que também investiga o site suspeito.


Apelando para o bom e velho Google


Googlando por “fonedados”, aparece uma empresa homônima de Brasília http://goo.gl/YBQaPJ, aparentemente da área de sistemas, com a qual ainda não conseguimos contato para saber se está ligada ao site.

Outro site http://goo.gl/PYadyo aponta para o mesmo endereço naquela cidade, informando que se trata da loja 4. Outra presença na web é no Guia Já http://goo.gl/LI1pRb, que informa outro endereço em Brasília, e o site Wooki http://goo.gl/reESYk informa que a referida empresa tem o nome fantasia “Micro Hot Line” e foi aberta em 28 de abril de 1995.


No Google aparecem também exemplos de consultas feitas ao site buscando por informações de hotel em Bento Gonçalves (RS) http://goo.gl/WqkGlw, por um certo Gustavo <http://goo.gl/CE2lJS uma tal Suzana http://goo.gl/Bh1xia. Provavelmente as três ocorrências são na verdade auto-buscas.
De acordo com o site http://goo.gl/mjcgiM, o domínio fonedados.com tem IP numérico 162.222.226.155 e este IP é hospedado pelo site http://buscardatos.com, que é a contrapartida do Fonedados na Argentina e em outros países da América do Sul, como Chile e Paraguai.

Aliás, basta espiar o código-fonte HTML do site do fonedados para ver que o código foi flagrandemente copiado do buscardatos.com, com vários comentários idênticos em espanhol — mais uma evidência da relação entre os dois.


O provedor do Fonedados é a Confluence Networks http://confluence-networks.com/, com sede em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. O site http://goo.gl/VdrSaF fornece contato e endereço completo deste provedor, incluindo telefones para contato administrativo, técnico e zonal — todos foram contatados mas não atenderam.


Já em outro site http://goo.gl/iPovcW, consta que o site está registrado no GoDaddy.com e deu entrada há apenas 2 meses. Seu tráfego principal vem de Portugal, o que bate com certos termos usado nas páginas do Fonedados, como “aceder” em lugar de “acessar”. O servidor do site roda Apache/2.2.15 (CentOS).


O Fonedados foi registrado de tal forma que o responsável real pelo site não aparece. O site Whois do GoDaddy http://who.godaddy.com/ informa que o domínio foi registrado em 7 de março deste ano e que vai expirar à mesma data em 2015. Quem registrou o domínio foi a Domains By Proxy <DomainsByProxy.com>, um fornecedor de registros privados de Scottsdale, no Arizona (EUA), cujo lema é: “Sua identidade não interessa a ninguém além de você”.


Voltando ao buscardatos.com, por meio da ferramenta DomainTools http://goo.gl/XGBwPZ, o domínio já teve 2 sites de registro, 9 mudanças de DNS em 6 servidores nos últimos 6 anos, já teve endereços 53 mudanças de IP em 6 anos. E seu Whois já teve 45 registros arquivados desde 25 de julho de 2008. O buscardatos também está registrado pela dobradinha GoDaddy/DomainsByProxy.

Um pouco inquietante é saber que, de acordo com outro site http://goo.gl/M7EsBa, o buscardatos já esteve hospedado em Haia, na Holanda, ali coladinho na Bélgica...


Continuaremos investigando e retornaremos com novidades. E não deixe de comentar sobre suas autobuscas no Fonedados.com.
Após o meio-dia desta quinta-feira, o site tornou-se um pouco errático, talvez devido a um excesso momentâneo de tráfego. Ou talvez o (ir)responsável o tenha tirado do ar.

Fonte: Jornal O Globo www.oglobo.com.br

Atividades maliciosas causam US$ 8 bilhões em prejuízos no Brasil

A Symantec e Organização dos Estados Americanos (OEA) acabam de divulgar o relatório com o título 'Tendências de Cibersegurança na América Latina e no Caribe', que descreve o panorama de ameaças na região e oferece recomendações para aumentar a proteção contra os crimes virtuais.

A pesquisa é um documento completo sobre segurança cibernética na América Latina e inclui informações da Rede de Inteligência Global de Symantec e OEA, além de dados adicionais da Ameripol (em português, Comunidade das Polícias da América) e demais organizações internacionais.

Sob a perspectiva das ameaças na Internet, os ataques dirigidos a alvos específicos estão aumentando na América Latina e se tornaram mais sofisticados. "Em 2013, os golpes em redes sociais e a presença de ameaças bancárias se multiplicaram em toda a região.

Além disso, os eventos esportivos internacionais, que serão realizados em breve no Brasil, por exemplo, podem ser a oportunidade enxergada pelos cibercriminosos para disseminar crimes online", diz Cheri McGuire, vice-presidente de Assuntos Governamentais Globais e Políticas de Segurança Cibernética da Symantec.

"O principal desafio para os países da região será acelerar o desenvolvimento de políticas nacionais e marcos legais, além de fortalecer as habilidades técnicas para manterem-se um passo à frente deste crescimento dos ataques virtuais", acrescentou.

Além disso, o informativo da companhia em parceria com a entidade aponta que mais de 15% dos ataques dirigidos registrados na América Latina, em 2013, tiveram como alvo organizações entre 501 e mil colaboradores.

O relatório também inclui o ranking latino-americano de atividade maliciosa gerada por país, no qual o Brasil aparece em primeiro lugar, segundo os dados registrados no ano passado. Sozinho, o país alcançou a marca de US$ 8 bilhões (mais de R$ 18 bilhões) em prejuízos causados pelo crime virtual.

"A proteção contra ameaças à segurança cibernética se tornou uma prioridade para os diferentes governos das Américas. Este estudo é parte de uma ampla gama de atividades que o Programa de Segurança Cibernética da OEA implementou desde a adoção da Estratégia Interamericana Integral de Segurança Cibernética, em 2004", comenta a Organização dos Estados Americanos em seu comunicado.

Tuesday, 3 June 2014

Em um dia, Google recebe mais de 12 mil pedidos de exclusão de links de internautas

Em apenas um dia, logo após ter publicado, na sexta-feira, 30, um formulário que permite aos europeus pedirem para que os links com informações pessoais sejam apagados dos resultados de buscas, o Google recebeu 12 mil pedidos de internautas que querem ser "apagados", indicou um porta-voz da empresa a agências internacionais.

A resolução do Google foi tomada após o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) ter decidido, em 13 de maio, que os cidadãos europeus têm direito a serem "esquecidos" na internet, em resposta a um processo aberto em 2011 por um cidadão espanhol que se queixou à agência de proteção de dados da Espanha, após o gigante das buscas ter recusado seu pedido para eliminar informações pessoais exibidas em links para um anúncio no jornal espanhol La Vanguardia.

Nos primeiros dias após a decisão, que aplica-se a informações "inadequadas, não pertinentes ou já não pertinentes ou excessivas em relação ao objetivo pelo qual foram processadas tendo em conta o tempo decorrido", cerca de mil europeus pediram ao Google para apagar links com informações pessoais — que são processadas e armazenadas nos servidores da empresa —, sendo que cerca de metade dessas pessoas tinha condenações criminais e metade não.

Os cidadãos que solicitarem o direito a serem "esquecidos" nos resultados de buscas, no entanto, terão ter de anexar a cópia de um documento de identificação oficial, bem como explicar porque razão a informação que pretendem "apagar" é inadequada.