Thursday, 11 September 2014

Testes de recuperação de backup garantem segurança dos dados

A realização do backup é uma das etapas mais importante do processo da recuperação dos dados. Certificar-se que os dados estão sendo enviados para o backup, ou seja, de um local para o outro, é trivial e qualquer plataforma pode oferecer esta informação. Porém, sabemos que na prática as configurações de como realizar o backup são mutante, com o passar do tempo, a falta de manutenção e testes regulares podem fazer com que você não saiba mais se o seu backup realmente está completo.

Os testes podem ser realizados de maneira manual, disponibilizando a recuperação em uma nova infraestrutura para validar o funcionamento do seu software, banco de dados ou o que você tiver no backup. Assim, você poderá avaliar quanto tempo é necessário para você recuperar seus dados e também para que seu ambiente esteja disponível, ou seja, com os dados salvos e seus aplicativos sendo executados normalmente.

O RPO (Recovery-Point-Objective) e o RTO (Recovery-Time-Objective) são indicadores utilizados em recuperação de desastres, sendo o primeiro utilizado para saber qual o tempo necessário para recuperar os arquivos para o ambiente e o segundo é o tempo necessário para que o ambiente esteja disponível para todos, baseado na necessidade de executar aplicativos ou colocar bases de dados no ar. Em um cenário ideal, a diferença entre estes dois indicadores deve ser de milésimos de segundos, porém, na realidade a diferença pode ser grande ou até mesmo desastrosa no momento que você tentar recuperar o backup descobrir que todos os dados necessários estavam nele.

Além disso, é muito comum que os cenários sofram alterações com o decorrer do tempo e a configuração mude. É possível garantir que tudo esteja em ordem para quando necessário? Realizar este trabalho manualmente todos os dias pode não funcionar para muitos, assim como pode depender de recursos humanos para a tarefa. O ideal é que isto seja automatizado em um ambiente temporário e isolado, para garantir que todo o processo esteja devidamente documentado. Desta maneira, é possível realizar esta tarefa todos os dias ou em todos os backups.

As soluções de backup em nuvem podem realizar as cópias, assim como soluções de recuperação automatizada em nuvem podem te fornecer estes testes de maneira inteligente, segura, flexível e com custo baixo. Automatizar os testes de recuperação de backup é fundamental para que seus dados estejam realmente seguros e a continuidade do seu negócio garantida.

Thiago Rondon, CEO da b-datum


Tuesday, 9 September 2014

Plataforma consumidor.gov.br já está disponível para todo Brasil

A plataforma consumidor.gov.br, serviço para solução alternativa de conflitos de consumo por meio da internet, já está disponível para os consumidores de todo Brasil. Lançada em 27 de junho pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon), o serviço já conta com a adesão de 133 empresas, e outras 60 estão em fase de credenciamento. Cerca de 22 mil consumidores estão cadastrados e mais de 13 mil já registraram suas reclamações, segundo a Senacom.

Atualmente, o portal apresenta o perfil das empresas participantes, com informações atualizadas sobre a quantidade de reclamações finalizadas por empresa, índice de solução, de satisfação do consumidor com o atendimento recebido, percentual e prazo médio de respostas.

A secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira, afirma que esse é um serviço publico que o Estado oferece ao cidadão para solução alternativa de conflitos de consumo. "O consumidor tem pressa e exige cada dia mais efetividade na solução de seus problemas. Por isso, a iniciativa reúne em um único espaço a possibilidade dele resolver diretamente com as empresas o seu problema e ainda contribuir para a construção de políticas publicas. Trata-se de um espaço público, colaborativo e cidadão", explica a secretária.

Pesquisando antes de comprar

A próxima etapa do projeto é a apresentação de informações que permitam aos consumidores comparar indicadores de atendimento e solução entre empresas. Também serão disponibilizadas informações gerais da plataforma em formato aberto para uso de toda sociedade.

As informações apresentadas pelos consumidores são essenciais para o monitoramento do mercado de consumo. Além de ampliar o acesso do consumidor, outro objetivo é que o portal contribua para o aprimoramento das relações de consumo no Brasil.

A participação das empresas na plataforma é voluntária e só é permitida àquelas que aderirem formalmente ao serviço, mediante assinatura de termo no qual se comprometem em conhecer, analisar e investir todos os esforços disponíveis para a solução dos problemas apresentados.


Fique atento, CEO! A conexão é tão importante quanto a segurança da sua nuvem

A popularidade da computação em nuvem é incontestável, afinal, é uma solução de baixo custo e que apresenta claros benefícios de produtividade. Como as empresas buscam atingir resultados expressivos com menores investimentos, é natural observar adesão crescente deste mercado. Soma-se a este cenário o fato de que a economia brasileira está desacelerada e as companhias procuram desonerar suas áreas de Tecnologia da Informação para, então, concentrar todos os esforços em seus negócios. Um estudo da Frost&Sullivan reafirma esta tendência ao apontar que as organizações deverão investir cerca de US$ 1,1 bilhão em cloud computing até 2017 – aportes que, em 2013, foram equivalentes a US$ 328,8 milhões. Os investimentos são relevantes, mas e o direcionamento? É, de fato, assertivo?

Quando o assunto é cloud computing, a primeira palavra que aparece em nossas mentes, geralmente, é a segurança. Claro que é uma característica importante, mas a conectividade também é ponto fundamental para o desenvolvimento das empresas. Uma nuvem segura pode ser sinônimo de mais eficiência dentro das organizações somente se acompanhada de aspectos como acesso ágil e conexão de qualidade. Vale lembrar que a infraestrutura para prover essa conectividade é diferente de região para região. Surge então o assunto: Pontos de Troca de Tráfego (PTT), que garantem uma conexão segura e, principalmente, eficiente e confiável.

Os PTTs funcionam como um ponto de convergência, onde os provedores conectam seus servidores para facilitar a troca de dados. Aqui no Brasil, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (Nic.br) cuida do projeto PTT.br. A organização já investiu em 25 Pontos de Tráfego no país, pois, quanto maior e melhor for um PTT, mais os provedores conseguem trocar dados. Como consequência, eliminam-se os intermediários e os processos tornam-se mais eficientes, não existe necessidade de passar por diversos saltos de rede ou pools que, por apresentarem, muitas vezes, pontos de falha, podem aumentar significativamente a latência.

Pontos de Troca de Tráfego aproximam os usuários do conteúdo e, justamente nessa tendência de convergir interações, surge também a ideia pioneira de Cloud Exchange. Seu objetivo é concentrar os fornecedores e os compradores de cloud computing em um mesmo ambiente. Para uma empresa interessada em computação em nuvem, a ideia de Cloud Exchange é um enorme facilitador, já que a conectividade deixa de ser um empecilho potencial. 

O acesso à cloud fica simples, descomplicado – a organização consegue se conectar com qualquer outro player do ambiente. Imagine a riqueza de negócios existente em um ecossistema onde as companhias conseguem acessar recursos de nuvem com o melhor processamento possível. Com a conexão direta empresa/provedor é possível extrair o melhor desempenho em nuvem.

O próximo grande passo do cloud computing é o PTT somado ao Software Defined Networking. O SDN chega para solucionar empecilhos de redes empresariais – cada vez mais complexas. São muitos e diferentes protocolos utilizados, desenvolvidos, em sua maioria, de forma independente um do outro. Essa diversificação impede que a rede seja facilmente escalável ou, então, que outros dispositivos e aplicativos sejam acrescentados. Novos protocolos são gerados e isso acaba engessando muitos processos. O SDN separa os dados de acordo com as regras de um novo servidor, por exemplo. Assim, uma vez conectada em um PTT de clouds, a empresa poderá escolher, através de um portal, em quais nuvens deseja estar conectada. São diferentes possibilidades de conexões virtuais e isoladas que permitem acesso aos dados e adequações sem atingir o funcionamento da rede de produção. A nuvem, combinada ao SDN, estimula claramente a inovação dos processos, pois permite testar novas opções para antigos procedimentos.

A cloud, certamente, é o próximo grande motor para gerar conteúdo e, por isso, precisamos ficar atentos para crescente necessidade de uma conexão cada vez melhor. Os fornecedores ainda estão muito pulverizados, mas a ideia de Cloud Exchange pode mudar radicalmente – de hora para outra – este cenário. Os benefícios da nuvem vão muito além da redução de custos e os pontos de atenção para migrar a infraestrutura de TI de uma empresa para a cloud vão muito além da segurança.

Eduardo Carvalho, presidente da Alog Data Centers do Brasil


Wednesday, 3 September 2014

Criada no Brasil a primeira câmara arbitral especializada em litígios tecnológicos

Fraudes, golpes eletrônicos, violação à privacidade, compras coletivas, disputas por domínios. Estas são algumas de inúmeras questões polêmicas e controvertidas envolvendo a internet. O usuário que nunca passou por qualquer uma destas situações na rede, provavelmente conhece alguém que já vivenciou. Com a proposta de solucionar tais litígios, foi criada no Brasil a Câmara Internacional de Arbitragem e Mediação em Tecnologia da Informação, E-commerce e Comunicação (Ciamtec).

A Ciamtec foi estabelecida no ano passado e iniciou suas atividades recentemente, atuando como um tribunal de arbitragem composto por especialistas em leis e Direito aplicáveis à tecnologia da informação, que podem decidir controvérsias e questões jurídicas, desde que nomeados pelas partes, conforme orienta a Lei da Arbitragem.

Segundo o advogado e professor de Direito Digital, Rafael Maciel, responsável pela arbitragem em Goiás, trata-se da primeira câmara arbitral especializada em litígios tecnológicos, criada de forma independente, não vinculada a nenhuma associação de classe ou entidade representativa. "Com sede em São Paulo, a câmara tem estrutura para resoluções de litígios simultâneos, proporcionando maior celeridade aos processos. São realizados encontros e audiências, inclusive por meio de videoconferências, com a participação dos envolvidos no processo, mesmo que à distância. Já contamos com escritórios em mais quatro capitais", pontua Maciel, que ocupa a posição de segundo-secretário da Ciamtec.

O advogado ainda destaca que é oferecida às empresas e aos cidadãos a possibilidade de elegerem árbitros com profundo conhecimento no tema, que poderão direcionar as medidas a serem tomadas em casos envolvendo as transformações tecnológicas. "A partir da experiência bem-sucedida no Brasil, buscamos cooperação e julgamento célere até mesmo de litígios envolvendo partes sediadas em países diferentes. Já estamos em conversa com especialistas nos Estados Unidos e Europa", sublinha.

Além da resolução de eventuais disputas e problemas que possam existir entre as partes, a câmara poderá atuar também na mediação de conflitos, proporcionando rápido atendimento às suas necessidades. A Ciamtec ainda conta com peritos que dão suporte aos árbitros nas análises dos casos apresentados.

"A arbitragem é regida no Brasil pela Lei 9.307/1996, contudo, poucos têm conhecimento dos benefícios da eleição de um árbitro de uma Câmara de Arbitragem, tais como: a economia, celeridade e flexibilidade, entre muitas outras vantagens. O litígio é resolvido rapidamente. Quando a questão envolve tecnologia, temos árbitros com experiência no assunto, evitando-se insegurança jurídica e decisões errôneas", finaliza Maciel.