Thursday, 28 August 2008

Projeto de lei pode encarecer acesso à web, dizem especialistas

O Senado aprovou, no dia 9 de julho, o projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que propõe novas formas de enquadramento para os crimes cibernéticos: são 13 novos crimes, além de propostas de endurecimento da pena de outros já existentes. O projeto, que retorna à Câmara por ter sofrido alterações no Senado, agitou o ciberespaço com a discussão sobre os impactos que ele terá na vida dos internautas. E as opiniões são bastante díspares.
O senador afirma que a proposta não causará nenhuma mudança para os usuários "tradicionais" de computador (“não haverá nenhum impacto para esses internautas. A visão de que isso acontecerá é distorcida, uma interpretação fantasiosa”, disse ao G1). Já uma petição contra o projeto, elaborada por professores universitários e que já soma 64,4 mil assinaturas, diz o contrário (“não poderemos mais fazer nada. Será o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede”, diz o texto).

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A principal polêmica do projeto está no artigo 285-B, que criminaliza a ação de “obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível.” A pena para esse crime seria de reclusão de um a três anos, além de multa.
Para os críticos, da forma como está escrito o texto causa múltiplas interpretações, podendo criminalizar ações corriqueiras realizadas na web.
Confira abaixo o que dizem alguns especialistas envolvidos no assunto: eles comentam o polêmico artigo 285-B e as mudanças que ele e o projeto como um todo podem trazer para o uso da internet. As opiniões foram divididas em dois grupos: pequeno impacto e grande impacto. Há também declarações de especialistas sobre a margem a diversas interpretações, uma das principais críticas contra o projeto.

Pequeno impacto

Segundo o senador Eduardo Azeredo, as afirmações de que a lei mudaria a forma como os brasileiros usam a internet não têm fundamento. “Não é que não haverá um grande impacto: não haverá nenhum impacto para aqueles que usam o computador para fins normais”, disse ao G1. “Se houver uma mudança será positiva, que é a criação de regras na internet.”

'Não haverá nenhum impacto para aqueles que usam o computador para fins normais." Eduardo Azeredo, autor do projeto

Em relação à possibilidade de os internautas serem criminalizados pelo projeto de lei se baixarem músicas –- algo que, segundo os críticos, se encaixaria no artigo 285-B --, Azeredo respondeu: “já existe outra lei que trata disso, a lei da pirataria. Por isso, essa apreensão é injustificada”, disse, enfatizando que a punição só pode ser feita quando houver dolo (má-fé, ação que causa prejuízo).

Grande impacto

Uma petição disponibilizada on-line já conta com mais de 74,2 mil assinaturas de pessoas que se opõem ao projeto -- na mira está o artigo 285-B que, segundo o texto, classificaria como crime dezenas de atividades criativas realizadas na internet. “Não poderemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por cópia sem pedir autorização na memória viva (RAM) temporária do computador”, diz a petição, que cita outros exemplos de ações ameaçadas.
Para Thiago Tavares, advogado e presidente da ONG de direitos humanos Safernet, não está claro qual é o alcance desse mesmo artigo. “Sem essa delimitação, são criadas margens para interpretações diversas que causam insegurança jurídica. O fato de a lei não deixar clara quem pretende proteger cria a possibilidade de abuso de poder.”

"O fato de a lei não deixar clara quem pretende proteger cria a possibilidade de abuso de poder." Thiago Tavares, advogado e presidente da ONG Safernet

Segundo ele, uma das muitas interpretações pode punir aqueles que baixam músicas protegidas pela internet ou usem redes de troca de arquivo (P2P). “O direito penal não pode ser usado para defender um modelo de negócios, que deve ser regido por regras de mercado”, disse Tavares. Ele defende a redação de um artigo específico para combater especificamente as fraudes na internet e que não permita uma interpretação extensiva. “Da forma como está, esse artigo coloca em risco a liberdade de milhões de brasileiros.”

Fonte: Jornal O GLOBO

Montando um blog com o Windows Live Writer

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Lançamento Internet Explorer 8

No dia 27 de agosto de 2008, a Microsoft lançou o Windows Internet Explorer 8 Beta 2 em inglês, alemão, chinês simplificado e japonês. Lançaremos a versão Beta 2 em mais 21 idiomas* dentro de um mês.

Você poderá fazer o download para avaliar o produto na página do Internet Explorer 8.

Se você participa ativamente do desenvolvimento e da manutenção de sites, a Microsoft deseja informá-lo que o Internet Explorer 8 adota o Standarts Mode, padrão internacional que visa facilitar a interoperabilidade para desenvolvedores de sites.

Neste início, a navegação no modo padrão do Internet Explorer 8 pode fazer com que o conteúdo gravado em versões anteriores do Internet Explorer não seja exibido da forma esperada. Para evitar que isso aconteça, a Microsoft está fornecendo uma TAG de compatibilidade, que pode ser adicionada ao código de sites que enfrentarem esse problema. Com essa tag, o Internet Explorer 8 exibe o conteúdo de sites como se estivesse no Internet Explorer 7. Essa opção ajuda a garantir que o conteúdo continuará sendo exibido perfeitamente no Internet Explorer 8, sem precisar de outras alterações de código.

Para implementar as atualizações necessárias e obter mais informações sobre o lançamento do Internet Explorer 8, siga estas etapas:

Fique antenado com as notícias do IE8 e mantenha seus clientes sempre bem informados. Caso prefira, a versão Beta 2 em português do Internet Explorer 8 estará disponível a partir do dia 16 de Setembro.

O Internet Explorer 8 oferece funções de segurança, confiabilidade e interoperabilidade que melhoram a experiência do usuário e permitem construir uma relação mais sólida com clientes. Use o Internet Explorer 8 para se conectar aos clientes oferecendo acesso a serviços pela Web. As melhorias significativas na segurança e na privacidade ajudam a reforçar a confiança no comércio eletrônico. As melhorias da Interoperabilidade permitem uma melhor integração com a tecnologia interna de sua empresa e possibilitam uma plataforma mais segura para os negócios.

Clique aqui e saiba mais sobre o Internet Explorer 8.

Deseja esclarecer dúvidas? Envie um email para a equipe do Internet Explorer 8.

Fonte: Microsoft.com


 

Wednesday, 27 August 2008

Secretaria do Ministério da Fazenda se opõe ao fim da cobrança por ponto extra de TV paga

RIO - A Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) do Ministério da Fazenda se opôs à suspensão da cobrança pelo ponto extra de TV por assinatura. Em parecer sobre a proposta, a SEAE concluiu que a medida "não traz qualquer benefício econômico ou concorrencial, e é potencialmente danosa do ponto de vista social". Na avaliação da Secretaria, a suspensão da cobrança pune os assinantes de baixa-renda, pois as operadoras tendem a aumentar o preço do contrato do ponto principal. Para a SEAE, isso reduziria a adesão dos mais pobres aos pacotes de TV por assinatura, afetando a expansão do acesso à internet banda larga.

A suspensão da cobrança está prevista na nova Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura , que entrou em vigor em junho deste ano. No entanto, a medida despertou forte reação das operadoras, que chegaram mesmo a parar de comercializar o serviço.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, criticou a Seae e defendeu o fim da cobrança do ponto extra:

- Confesso que foi para mim uma surpresa a Seae ter uma posição divergente daquela que a Anatel e que o Ministério das Comunicações têm. Vamos estudar as razões pelas quais eles estão com essa posição divergente. Acho que eles têm que ter razões muito sólidas.

De acordo com o parecer da SEAE, "é evidente que o fornecimento de programações distintas em mais de um televisor ("ponto extra") tem custos para a empresa, sendo o principal deles a depreciação do equipamento decodificador, geralmente de propriedade da empresa, cedido ao cliente". Para cobrir estes custos, a Secretaria prevê que as empresas aumentarão o valor cobrado pelos pacotes de programação.

"Na situação atual, o conjunto de assinantes de um determinado pacote produz para a empresa duas receitas: a cobrança dos pontos principais e a cobrança dos pontos extra. Em um mercado onde a competição é limitada, as empresas têm incentivos e poder de mercado suficientes para reajustar os valores dos pacotes de modo que sua receita futura seja igual à receita atual. Ou seja, os preços dos pacotes serão reajustados para atingir o valor médio pago pelos assinantes hoje", afirma o relatório da SEAE.

Dessa forma, a Secretaria acredita que o fim da cobrança do ponto adicional impedirá as empresas de TV por assinatura de praticar preços diferentes para pessoas com menor poder aquisitivo e para aqueles que têm maior capacidade de pagamento. Assim, a medida iria contra a democratização da TV por assinatura e do acesso à internet, alerta o parecer:

"O resultado obtido pela medida, naturalmente, é indesejável do ponto de vista social e contraproducente para o objetivo de expansão da base de assinantes em direção à Classe C, principalmente quando se leva em consideração que, dado o atual cenário de convergência digital, a assinatura de um pacote de TV paga aumenta a possibilidade de que o assinante também adquira o serviço de banda larga, atendendo a política governamental de inclusão digital".

SEAE: ponto extra é mais caro no Brasil do que em outros países

A SEAE critica ainda a falta de competitividade no mercado brasileiro de TV por assinatura e afirma que a suspensão do pagamento do ponto extra agravaria o problema. Segundo a Secretaria, a cobrança pelo acesso à programação em pontos adicionais é prática comum na maioria dos países, mas o preço praticado no Brasil está acima do cobrado em outros locais. Aqui, o ponto extra chega a custar 62% do valor do ponto principal, enquanto na Argentina equivale a 17%. Confira o ranking do custo do ponto extra no países.

"No México, Canadá e EUA, onde as operadoras de cabo e telefonia competem com pacotes triple play (que incluem TV paga, linha de telefone fixa e internet banda larga), o valor do ponto extra é um terço do que se cobra no Brasil, e corresponde a apenas 14% a 19% do valor dos pacotes básicos, que têm preços comparáveis aos brasileiros", diz o parecer.

Repercussões

Ouvidos pelo O Globo, representantes dos órgãos de defesa do consumidor criticaram a posição da Seae. A assistente de direção do Procon-SP, Selma do Amaral, considera "lamentável" o fato de se reabrir a discussão da regulamentação das TVs a cabo, após uma resolução já ter sido publicada:

- Depois de tanto tempo de estudo, voltar a essa discussão é realmente lamentável.

Já Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Pro Teste, critica o posicionamento da Seae, que, entre as justificativas para recomendar a cobrança, alega dano social:

- Em primeiro lugar, baixa renda não tem TV a cabo. Até porque no Brasil é muito mais cara do que em outros países e ainda presta um serviço ruim. Em julho do ano passado, mandamos aos Ministérios Públicos estaduais e ao Federal uma demanda coletiva sobre a qualidade do serviço prestado, como troca de canais, queda de sinal. Com essa indecisão, as operadoras estão criando novas cobranças, como forma de garantir algum ganho.

Fonte: Jornal O Globo

Obs.: Mais uma vez os órgãos do Governo Federal que eram para defender os interesses dos consumidores defendem as Grandes Operadoras de TV a Cabo do País.

A quem vamos recorrer ?

http://www.anatel.gov.br/