Wednesday, 31 August 2011

StarOne contrata consultoria para comprovar interferência do WiMAX na banda C do satélite

A StarOne deu mais um passo para mostrar à Anatel o risco de interferência dos sistemas que serão implantados na faixa de 3,5 GHz, notadamente o WiMAX, na banda C do satélite. A empresa contratou a consultoria Orion para realizar um estudo sobre a convivência dos dois sistemas. A Orion, por sua vez, subcontratou a CellPlan de Campinas.


“O grupo Embratel achou que seria conveniente contratar uma empresa independente para fazer os testes”, afirma Luiz Otávio Prates, diretor de regulamentação da StarOne. A companhia já havia realizado no final de junho um teste no Centro de Referência Tecnológica da Embratel no Rio de Janeiro, que foi avalizado pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação.


O estudo foi apresentando formalmente na última segunda, 29, em reunião com técnicos da Anatel, liderados pelo gerente geral de certificação e engenharia de espectro, Marcos Oliveira. Segundo Luis Otávio Prates, os técnicos da Anatel se mostraram interessados em conhecer detalhes sobre metodologia e sobre os resultados em si. Prates diz que com os testes a StarOne busca colaborar com a Anatel para a melhor solução para o tema.


De acordo com Ronaldo Sá, sócio da Orion, os testes mostraram que mesmo com potência de 2W, a potência mínima estabelecida pela resolução 537 que deu novas regras para a faixa de 3,5 GHz, “existem situações extremamente difíceis de serem resolvidas”.

Claro se prepara para testar 4G ainda este ano

4G

A Claro anunciou nessa terça-feira (30/8) que fará testes em campo da tecnologia 4G, ou Long Term Evolution (LTE), ainda este ano. Segundo a empresa, os estudos devem acontecer antes do leilão de 2,5 GHz, cujas licenças serão usadas para o serviço no Brasil, previsto para acontecer em 2012.


Como parte dos preparativos para os testes, a empresa está instalando roteadores IP, da Alcatel-Lucent e Cisco, em sua rede de acesso 3G. Essa substituição começou em 2009 e, hoje, 73% das localidades 3G da operadora são dotadas de roteadores IP. A expectativa é alcançar 100% até o fim do ano. "Nos locais onde já migramos para roteadores IP, a média de tráfego de dados por usuário aumentou 40%", revela o diretor de plataformas e rede da Claro, Márcio Nunes.


Paralelo aos testes, a operadora também está trabalhando na atualização de sua rede de protocolo de telefonia móvel HSPA+, um passo anterior ao 4G e que pode ser feito sobre a infraestrutura 3G existente. A tecnologia HSPA+ permite alcançar velocidades de até 21 Mbps, enquanto que no LTE, essa velocidade subirá para algo próximo a 100 Mbps.

Tuesday, 30 August 2011

Descoberta sobre grafeno pode aumentar a velocidade da internet

Cientistas britânicos desenvolveram uma maneira de usar o grafeno, o material mais fino do mundo, para capturar e converter mais luz do que era possível anteriormente, o que abre caminho a avanços na internet de alta velocidade e outras formas ópticas de comunicação.

Em um estudo publicado pela revista Nature Communication, a equipe, que inclui Andre Geim e Kostya Novoselov, cientistas premiados com o Nobel no ano passado, descobriu que, ao combinar grafeno e nanoestruturas metálicas, o volume de luz que o grafeno é capaz de absorver e converter em energia elétrica aumentava em 20 vezes.

O grafeno é uma forma de carbono com espessura de apenas um átomo, e ainda assim 100 vezes mais forte que o aço.

"Muitas das maiores companhias de eletrônica estão considerando o grafeno para sua próxima geração de aparelhos. Esse trabalho reforça as chances do grafeno ainda mais", disse Novoselov, cientista russo que, com Geim, conquistou em 2010 o Nobel de Física por suas pesquisas sobre o grafeno.

Trabalhos anteriores tinham demonstrado que é possível gerar energia elétrica ao instalar duas estruturas metálicas de entrelaçamento fino sobre uma base de grafeno, e fazer com que todo o aparato receba luz, convertendo-o na prática em uma célula solar simples.

Os pesquisadores explicaram que, devido à mobilidade e velocidade especialmente elevada dos elétrons no grafeno, essas células produzidas com o material podem atingir velocidades incrivelmente rápidas, dezenas ou potencialmente centenas de vezes mais rápidas que as oferecidas pelos cabos de internet mais velozes hoje em uso.

O principal obstáculo a aplicações práticas até o momento vinha sendo a baixa eficiência das células, segundo os pesquisadores. O problema é que o grafeno absorve pouca luz – apenas cerca de 3%; o restante passa pelo material sem contribuir para a geração de energia.

Em uma colaboração entre as universidades de Manchester e Cambridge, a equipe de Novoselov constatou que o problema poderia ser resolvido por uma combinação entre grafeno e as minúsculas estruturas metálicas conhecidas como nanoestruturas plasmônicas, dispostas em padrão especial por sobre o grafeno.

Essa disposição permitiu que o desempenho de absorção de luz do grafeno melhorasse em 20 vezes, sem sacrifício de velocidade, a equipe afirmou no estudo. A eficiência pode ser ainda mais melhorada no futuro, afirmaram.

Comunidades bancárias

Em um banco tradicional o negócio gira em torno do crédito, da gestão dos depósitos e da negociação das ações, que são produtos ofertados há muito tempo pelas clássicas instituições financeiras. Com o surgimento dos banklines, mudanças começaram a ocorrer. Num primeiro momento, o cenário foi se transformando, mesmo que em pequena escala. Mas de certo foram as instituições financeiras que começaram a disponibilizar primeiramente os seus serviços e transações bancárias através do uso de portais na internet. A partir daí, a ideia de renunciar à criação de uma rede de sucursais

começou a se materializar, trazendo inovação ao setor bancário.
Por outro lado, a tecnologia também beneficiou o surgimento de um grande número de diferentes modelos virtuais que pouco, ou nada, têm a ver com os bancos tradicionais e que podem ser perigosos para o setor. O novo modelo conhecido por banking communities (comunidades bancárias) apresenta diferentes objetivos e pretende atrair a atenção dos clientes dos bancos tradicionais.

Alguns experts consideram que estes novos serviços oferecidos na internet sejam uma ameaça às instituições bancárias, outros, porém, vêm uma grande oportunidade de negócios, proliferando o surgimento de portais especializados na negociação de créditos.


Nos portais peer-to-peer (ponto a ponto), por exemplo, pessoas com ideias inovadoras podem conseguir créditos em sites como Weemba, Smartypig e Smava, primeiros provedores a oferecer o serviço com este enfoque. Outros, como o Bundle e o Mint, consolidam e fazem a gestão conjunta dos ativos investidos. Em todos os portais o vínculo com uma real instituição financeira é mínimo, ou quase inexistente.


No Brasil, lançado no final de 2010, o Fairplace, primeira comunidade de empréstimos do País, foi denunciado pelo Banco Central ao Ministério Público por transgredir a lei ao exercer o papel de instituição financeira sem ter autorização para isso. As operações foram interrompidas em dezembro e a Polícia Federal investiga seus idealizadores.


A característica destas comunidades consiste na atenção especial às pessoas que possuem um objetivo em comum: conseguir dinheiro. Algumas instituições financeiras aprenderam a lição e têm feito o mesmo. Em chats e fóruns de comunidades virtuais, como as do Bank of America, os debates giram em torno de questões como o financiamentos para pequenas empresas.

No portal Red Innova Open Talent, do banco espanhol BBVA, é possível que os visitantes divulguem suas ideias de negócio e as melhores iniciativas, que apresentam alto potencial de crescimento, recebem apoio financeiro para a execução do projeto.


Exemplos como os citados mostram claramente que os bancos tradicionais precisam expandir sua atenção e suas práticas de negócio caso queiram abranger um modelo mais amplo de possibilidades. Existem novas formas de se conseguir dinheiro e as comunidades independentes se posicionam como opções decisivas quando se trata de crédito.


Os bancos continuam contando com uma série de vantagens: capacidade, experiência e segurança. Qualidades que, sem dúvida, também podem ser ofertadas nos seus serviços online. Contudo, esses atributos, não podem, e nem devem, ser limitados. A eles deve-se somar a abertura do diálogo com os usuários online.

Se as comunidades independentes, por unanimidade, ofertam produtos competitivos, aos bancos, cabe o desenvolvimento de novos serviços aliados ao compromisso garantido pela instituição financeira.


É preciso esclarecer que a entidade financeira que se posicionar na Web 2.0 como um parceiro de confiança aos usuários se beneficiará de um importante crescimento e, sobre tudo, com a fidelização de seus clientes.


Para onde levará essa tendência? Será mesmo uma oportunidade ou uma ameaça às entidades financeiras?


Miguel Reiser é diretor de business marketing do Grupo GFT