Tuesday, 8 November 2011

Definindo o valor empresarial da computação em nuvem

O surgimento da computação em nuvem faz parecer que o céu é o limite quando se trata de usar novas tecnologias para melhorar a maneira como fazemos negócios. Cloud Computing oferece maneiras criativas para que as empresas avaliem como elas utilizam a TI, que por sua vez libera recursos e dinheiro para que elas se concentrem no que mais importa – seus principais objetivos de negócios.


De acordo com uma recente pesquisa encomendada pela Avanade, a maioria dos tomadores de decisões de TI reconhece a computação em nuvem como uma maneira viável para reduzir os gastos de capital e os custos operacionais.

Tal resposta demonstra que as empresas enxergam que as capacidades técnicas oferecidas podem ajudar a reduzir custos e torná-las mais ágeis. Os sistemas baseados em nuvem abrem imediatamente as portas para novas e mais eficientes maneiras para se conquistar os objetivos da empresa.


A chave é reduzir a complexidade em torno da computação em nuvem. As empresas precisam saber o que é isso, o que ela faz e oferece. Computação em nuvem é um termo genérico que engloba vários tipos de serviços, incluindo o Software como Serviço (SaaS). A nuvem não precisa ser tudo ou nada. As empresas podem encontrar um lugar para controlar as economias de escala, onde elas se sentirão mais confortáveis. Cada empresa deve decidir se esta estratégia atenderá plenamente suas necessidades.

Os problemas que as corporações enfrentam ao usar tecnologias on-premises (internalizadas) tornam-se os mesmos problemas quando elas são usadas remotamente. Embora existam diferentes opiniões sobre a segurança da nuvem, há cada vez mais vozes sugerindo que a segurança neste ambiente pode ser, de fato, melhor do que a segurança que a maioria das empresas oferece internamente.

Planos para a computação em nuvem

As empresas interessadas em adotar Cloud Computing precisam compreender os serviços prontos que já estão disponíveis. Aqui estão alguns passos a serem considerados:

1) Tenha uma estratégia claramente definida. A tecnologia torna-se um parceiro mais eficiente para a organização se os executivos definirem uma estratégia clara que melhore processos, os relacionamentos e serviços do negócio. Só então a TI pode buscar os serviços na nuvem que apoiarão essa estratégia;


2) Avalie os custos. Avalie os custos associados com a TI em relação ao custo dos serviços em nuvem para ajudar a determinar o que deve ser comprado e gerenciado internamente e o que poderia estar pronto para a nuvem;


3) Crie um plano. Com uma estratégia clara adotada e um objetivo determinado, identifique a direção que a sua empresa precisa seguir para chegar lá. Avalie os produtos e plataformas que você precisa para apoiar e ampliar a sua visão de TI;


4) Prepare um caminho para a migração. A migração e a integração de sistemas antigos podem requerer recursos adicionais. Se suporte de fora for necessário, considere uma parceria com uma firma experiente em migração de tecnologia;


5) Escolha parceiros ou fornecedores com credibilidade. Eles devem ter processos comprovados para apoiar as necessidades de uma organização. É igualmente importante identificar empresas com histórico de soluções no local. Essas empresas também devem ter uma clara visão da nuvem, bem como estratégias e ofertas que demonstrem estabilidade e viabilidade em longo prazo. Se dados pessoais são usados dentro da nuvem, os requisitos legais para transferência, armazenamento e uso de dados devem ser tratados cuidadosamente e com antecedência;


6) Realize um piloto. Comece com um aplicativo personalizado que utilize as capacidades de escala, alto processamento ou largura de banda intensa da computação em nuvem.
Qualquer decisão de começar a usar a computação em nuvem requer planejamento, premeditação e preparação. Quanto mais um negócio sabe o que deseja, maior a probabilidade de concluir as mudanças necessárias para cumprir suas metas.

Existem claros benefícios derivados disso para um negócio. Mas chegar à nuvem e perceber os seus benefícios não é tão fácil. A jornada para a nuvem é uma evolução que ocorrerá com o passar do tempo. As empresas devem começar hoje com um plano claro, uma análise profunda e a adoção de metodologias e práticas comprovadas.

Elas também serão capazes de se adaptar às oportunidades de negócio de forma mais eficaz.

O uso de sistemas baseados em nuvem também pode reduzir custos, especialmente em relação à compra, instalação, configuração, atualização e manutenção dessas ferramentas e serviços no local por parte das próprias empresas.


Hamilton Berteli, CTO da Avanade Brasil.

Monday, 7 November 2011

Edital do leilão 4G fica pronto até dezembro, diz Paulo Bernardo

Tecnologia da quarta geração é dez vezes mais veloz do que o 3G.

O edital para o leilão de frequências 4G para serviços de telecomunicações sem fio ficará pronto nas próximas semanas, segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (7), Bernardo disse que o edital deve trazer exigências para que as empresas tenham serviços 4G disponíveis nas cidades-sede da Copa das Confederações, em 2013, e nos demais municípios que receberão jogos da Copa do Mundo, em 2014.


“Nós não estamos fazendo leilão para arrecadar, mas para garantir oferta de serviço com prazo menor e com abrangência grande, com a qualidade que é devida”, disse Bernardo. “Até dezembro deve estar pronto a proposta de consulta pública”, acrescentou.

O 4G é o nome dado a um conjunto de tecnologias e padrões de transmissão de dados e voz por redes de telefonia celular. A tecnologia alcança velocidades de cerca de 100 megabit (Mbps), uma taxa de transmissão cerca de dez vezes maior do que a máxima obtida atualmente pelo 3G, que é de 7 Mbps.
O diretor-geral da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, que assumiu o comando do órgão regulador nesta segunda-feira, afirmou que o leilão 4G ocorrerá até o final de abril de 2012.

Reuniões da Anatel passarão a ser transmitidas ao vivo, diz Rezende

O novo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista de Rezende, disse nesta segunda-feira (7) que as reuniões do conselho diretor do órgão passarão a ser transmitidas ao vivo a partir deste mês.

Rezende tomou posse nesta segunda-feira. Em seu discurso, afirmou que um de seus objetivos é dar mais transparência aos procedimentos e decisões da agência. Uma das medidas nesse sentido é transmitir as reuniões do conselho, que hoje são fechadas.

A previsão é que as transmissões ao vivo das reuniões devem começar no próximo dia 24. De acordo com o novo presidente da Anatel, imagens serão transmitidas para um telão que ficará em sala separada daquela onde ocorrem as sessões, também na sede da agência, em Brasília.


PNBL
O ministro das Comunicações , Paulo Bernardo, disse após a cerimônia de posse de Rezende que considera que as assinaturas de internet popular, vendidas dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), também estão sujeitas às regras de qualidade da internet aprovadas na semana passada pela Anatel.


Entre as regras, está a obrigação de as operadoras, fixas e móveis, garantirem percentual mínimo da velocidade de conexão contratada. Como o acordo do PNBL prevê franquia de download – ou seja, as operadoras podem reduzir a velocidade da conexão quando o assinante atingir um limite de arquivos baixados -, existe dúvida sobre a aplicabilidade das regras.


“O regulamento de qualidade não menciona os compromissos da banda larga popular. Mas a minha idéia é que ele se aplica normalmente. Nós vamos transformar o cliente da banda larga popular num cliente de segunda categoria? Acho pouco aceitável isso”, disse Bernardo. De acordo com ele, a Anatel precisa olhar o assunto com “atenção.”


O novo presidente da agência, João Batista de Rezende, fez avaliação similar à do ministro. Ele afirmou que o assunto será debatido pelos conselheiros da agência e que podem ser feitas alterações, tanto no acordo do PNBL quanto no plano de qualidade, para que fique clara a cobertura da banda larga popular pelas noas regras.


“Eu acho que vale [o plano de metas de qualidade para a internet popular]. Acho que é algo que a gente tem que fazer. E se for preciso rever os termos de compromisso, nós vamos rever”, disse Rezende.

De cada R$ 10, brasileiro desembolsa R$ 4 para pagar tributos, revela pesquisa

Quase 20% do preço da carne e 40% do valor do telefone celular são impostos, segundo IBPT

Você sabe quanto tem de imposto em um saco de arroz? Você sabia que um quinto do preço de uma garrafinha de água é tributo e que metade do valor da “cervejinha” vai para o cofre do governo? Um levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) aponta que o brasileiro destina mais de 40% do salário para o pagamento de tributos.


Saiba quanto você paga de imposto de acordo com o produto

O diretor do instituto, Fernando Steinbruch, explica que, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, onde os estabelecimentos comerciais discriminam na nota fiscal o que é tributo e o que é o preço efetivo do produto, no Brasil, o consumidor “está sendo ludibriado porque não sabe quanto paga de tributo quando compra um bem”.


- Fazemos todo ano um estudo da carga tributária para pessoa física e calculamos isso em dias, o que deu 149 dias trabalhados em 2011. Isso representa em torno de 41% de carga tributária. Ou seja, de cada R$ 100 que o consumidor gasta, R$ 41 sai do bolso para pagar impostos. Isso é uma média e vai depender da renda. Quanto maior a renda, mais tributos.


Pequena parte da população brasileira sabe, mas 17% do preço da carne bovina são impostos, mesmo volume de tributos que incidem sobre um saco de arroz. No caso do café, bebida tradicional do brasileiro, o imposto sobe para 20%. Para mercadorias com tecnologia mais avançada, como computador e telefone celular, a carga tributária alcança 40%.


O consultor em finanças pessoais Alexandre Lignus lembra que todos esses impostos são indiretos, já que o brasileiro já tem parte do salário retido na fonte por causa do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) e esse dinheiro não é usado corretamente para bancar os serviços essenciais do cidadão.


- Imagine que você recebeu R$ 10 mil de salário, você vai receber R$ 7.250 [R$ 2.750 fica retido na fonte] líquidos. Com o que sobra, você faz o supermercado, onde tem a carga tributária em cima dos produtos, o plano de saúde, a escola particular dos filhos, o seguro do carro, de casa, entre outros.

Para o diretor do IBPT, o sistema tributário brasileiro afeta “fortemente o consumo, incluindo bens, e menos a renda e o patrimônio”. Ele explica que, nos Estados Unidos e Europa, a sistemática de tributação é inversa: tributa-se mais a renda e o patrimônio e menos o consumo.


- No Brasil é inverso porque nossa renda per capita [divisão das riquezas do país pelo número de habitantes] é mais baixa. Mas, ao tributar mais o consumo, há uma injustiça fiscal porque uma pessoa de renda baixa e uma de renda alta pagam o mesmo valor absoluto em tributos. Um trabalhador que ganha um salário mínimo vai pagar o mesmo valor de tributos que dono da empresa onde ele trabalha por um quilo de arroz.


Para onde vai sua grana?

Tudo o que o que se arrecada com tributos é dividido entre o governo federal, os Estados e as cidades brasileiras, que têm a obrigação de aplicar esses recursos em serviços públicos, como escolas, hospitais, creches, delegacias e na contratação de funcionários públicos como policiais, professores, médicos, enfermeiros, entre outros. Esse serviço, porém, quase nunca é bem prestado, lembra Steinbruch.
Apesar das inúmeras críticas à qualidade dos serviços públicos no Brasil, o consumidor não tem como fugir dos tributos, impostos e contribuições. Quem paga imposto, porém, pode reivindicar o melhor uso do dinheiro público, diz Alexandre Lignus.


- O que o brasileiro deveria fazer é se conscientizar, se juntar, reclamar, protestar e brigar pelos seus direitos e conseguir ou a diminuição da carga tributária ou o melhor uso do dinheiro.

Fonte : Raphael Hakime, do R7