Thursday, 30 October 2014

Serasa Experian lança certificados SSL para transações de e-commerce

A Serasa Experian lançou nesta sexta-feira, 24, os Certificados de Servidor SSL Protectweb, voltados para a segurança e autenticidade de transações feitas na internet. A solução é voltada para lojas virtuais ou sites que queiram garantir que seus clientes naveguem seguros no ambiente virtual.

Os certificados estão disponíveis em três versões: Protectweb, Protectweb Pro e Protectweb Pro EV, voltados para sites de pequeno, médio e grande porte. A solução faz com que as informações recebidas e enviadas sejam protegidas por meio de um protocolo de segurança, o SSL (Secure Sockets Layer), que fornece uma conexão criptografada na transmissão dos dados.

Com isso, internautas poderão navegar e fazer transações sem se preocupar com fraudes. "Um dos principais receios dos consumidores na internet continua sendo a segurança na troca de suas informações no e-commerce. Soluções como essa ajudam a aumentar a confiança dos internautas e promover o crescimento do comércio eletrônico no país", afirma Mariana Pinheiro, presidente da unidade de negócio de Certificação Digital da Serasa Experian.

Os certificados são oferecidos em parceria com a GlobalSign, multinacional que atua neste segmento desde 1996. Com a solução, as empresas e profissionais liberais garantem uma vantagem competitiva a seus sites, mostrando um ambiente confiável e legítimo com o Selo de Site Seguro da Serasa Experian. Na versão mais avançada da solução (Protectweb Pro EV), o internauta já verifica a segurança ao digitar a URL

Wednesday, 29 October 2014

ESET divulga relatório com problemas de segurança no terceiro trimestre

A ESET publicou um relatório com as principais vulnerabilidades à segurança identificadas no último trimestre (julho a setembro). O documento foi gerado a partir da análise de problemas enfrentados por usuários e empresas e que, na maior parte das vezes, foram gerados por falhas e bugs em sistemas, assim como pela conduta inadequada dos internautas.

Os especialistas da ESET dividiram as vulnerabilidades em dois grandes pilares:

Vulnerabilidades em sistemas e protocolos de comunicação: Esta é uma fraqueza que está em um computador e que pode ser explorada por uma ou mais ameaças, resultando em um risco à segurança da informação. No trimestre, as três ameaças que mais chamaram atenção foram: o Shellshock, o BadUSB e a falha no WordPress.

O Shellshock é uma vulnerabilidade grave no Bash, interpretador de comandos mais utilizados no GNU / Linux e em muitos outros sistemas baseados em Unix, como Android e Mac OS X. Ela permitiu a execução de código remoto para obter o controle de servidores web, roteadores, smartphones e computadores.

Já o BadUSB permite, de forma imperceptível pelo usuário, ignorar as proteções instaladas para prevenir infecções em dispositivos USB, como pen drives, teclados, mouses, câmeras web ou discos rígidos externos e, assim, permitir que o atacante infecte o equipamento.
Por fim, a falha do WordPress permitiu que o atacante fizesse o download de todos os arquivos maliciosos em servidores vulneráveis, porém confiáveis para os usuários, para realizar injeções de malware, invasões e spams localizados.

Vulnerabilidades Humanas: Os especialistas incluíram nesse quesito todos os problemas de segurança gerados pelo comportamento inadequado do usuário. O caso mais conhecido no período foi o vazamento de fotos íntimas de atriz Jennifer Lawrence e muitas outras celebridades. Tudo começou com um suposto "hacker" que dizia ter em suas mãos centenas de fotos de personalidades famosas, e que iria publicar no decorrer dos dias, e assim o fez.

Nesse caso, o problema poderia ter sido evitado se as vítimas, além de cuidados com sistemas, aplicações e navegadores, garantissem a segurança das comunicações, para evitar a exploração de possíveis vulnerabilidades.

"Por esse motivo, reforçamos a necessidade de os usuários terem a consciência da importância de uma conduta adequada na internet. Configurar senhas fortes e robustas, utilizar criptografia de informações pessoais, implementar a dupla autenticação e, claro, usar o máximo do bom senso, são recomendáveis. Além disso, deve-se investir em uma solução de segurança proativa sempre atualizada", avalia Ilya Lopes, especialista de segurança da ESET América Latina.

Monday, 20 October 2014

FBI diz que uso de criptografia sofisticada é obstáculo para combate ao crime e terrorismo

O diretor do FBI, James B. Comey, disse que as leis federais devem ser alteradas para exigir que as empresas de telecomunicações e internet permitam que o órgão tenha acesso às comunicações criptografadas de indivíduos suspeitos de crimes.

Em um discurso na Brookings Institution, em Washington, nesta quinta-feira, 16, Comey advertiu que crimes poderão ficar sem solução, se os agentes policiais não puderem ter acesso às informações que empresas de tecnologia como Apple e Google armazenam por utilizarem tecnologia de criptografia sofisticada.

O Google, Microsoft e o Facebook estão tomando medidas para criptografar o tráfego interno de seus sites, sendo que a Microsoft, que oferece o e-mail Outlook.com como serviço gratuito, já havia dito que está trabalhando para incorporar tecnologias de criptografia para o serviço. A Apple e o Google também ampliaram os recursos de criptografia em seus sistemas operacionais para dispositivos móveis, que possibilitam que os dados e mensagens dos usuários do iOS e Android fiquem fora do alcance das agências de inteligência dos EUA. Em junho, o Google já havia anunciado planos para desenvolver um e-mail à prova de espionagem.

"Infelizmente, a lei não manteve o ritmo de aperfeiçoamento da tecnologia, e essa desconexão criou um problema de segurança pública significativo", disse Comey. Ele disse que espera que o Congresso americano atualize a legislação denominada Communications Assistance for Law Enforcement Act (CALEA), lei de 1994 que obriga as empresas de telecomunicações disponibilizarem em seus sistemas dispositivos que permitam as autoridades iniciar imediatamente escutas telefônicas com a apresentação de uma ordem judicial.

Serviços como Gmail ou Facebook não são cobertos por essa lei. Como as pessoas se comunicaram cada vez mais através da internet, em vez de por telefone, o FBI tem pressionado desde pelo menos 2010 para que os parlamentares ampliem a lei para que essas empresas sejam cobertas e ofereçam o mesmo recurso para o cumprimento de ordens de escuta.

Uma preocupação do FBI tem sido startups, muitas dos quais não têm desenvolvido capacidades de intercepção em seus produtos. Isso pode causar atrasos quando recebem uma ordem. Por sua vez, as starups dizem que o desenvolvimento de tais capacidades é caro e poderia atrair hackers malintencionados.

Uma questão levantada pelo diretor do FBI é se as empresas devem ter permissão para construir sistemas de comunicações criptografados de ponta a ponta, de modo que as agências de inteligência não sejam capazes de decifrar-los, mesmo com a apresentação de uma ordem de escuta telefônica. "Os agentes encarregados de proteger o nosso povo nem sempre são capazes de acessar as provas que precisam para reprimir a criminalidade e prevenir o terrorismo, mesmo com autorização legal", disse ele. "Nós temos a autoridade legal para interceptar comunicações e acessar informações nos termos do mandado judicial, mas muitas vezes não temos capacidade técnica para fazê-lo."

Quebrar a criptografia no novo sistema operacional da Apple, por exemplo, pode levar mais de cinco anos de tentativas, de acordo com um guia técnico da Apple, embora essa estimativa não seja consenso entre os criptógrafos.

Esta foi a primeira declaração de Comey sobre a CALEA desde que assumiu o comando do FBI, em setembro do ano passado. Em seu primeiro ano, ele passou um tempo significativo cruzando o país para visitar mais de 56 escritórios do FBI.

Ao que tudo indica, a batalha entre as empresas do Vale do Silício e da comunidade de inteligência sobre a coleta de informações está apenas começando. Com informações de agências de notícias internacionais.

Wednesday, 15 October 2014

Baixa adoção de padrões de autenticação de email afeta bancos na AL

Nenhum dos 38 principais grandes bancos da América Latina possui proteção completa contra ataques de emails fraudulentos. A conclusão faz parte do estudo da Return Path, que avaliou o domínio de email de instituições financeiras da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Panamá, Peru, Costa Rica, Equador e Uruguai. "A análise revela o quanto os bancos estão vulneráveis com relação às fraudes por email, além do trabalho que há de ser realizado com foco preventivo", explica Louis Bucciarelli, diretor regional LATAM da Return Path.

Entre as instituições avaliadas pelo estudo da Return Path, 27 implementaram a solução SPF (do inglês, Sender Policy Framework), que permite ao dono do domínio especificar os servidores de emails usados para enviar mensagens, e seis bancos "apenas" iniciaram a adesão ao protocolo de segurança DMARC (do inglês, Domain – based Message Authentication, Reporting and Conformance)

"O resultado aponta um sinal de alerta a essas instituições, pois além do crescimento das ações fraudulentas, há uma sofisticação nos ataques via email, com a capacidade de forjar endereços de email iguais ao do verdadeiro remetente", aponta Bucciarelli. De acordo com estimativas da Return Path, os maiores bancos da América do Norte e Europa, por exemplo, recebem aproximadamente seis milhões de tentativas de fraude por mês a clientes no canal email.

A importância da adoção das autenticações e protocolos de segurança está em abordar o problema dos ataques de phishing e spoofing de forma proativa. Há maneiras de detectar mais ataques com mais rapidez, desativar sites fraudulentos com mais agilidade, como também bloquear ataques de emails falsificados antes mesmo de chegarem à caixa de entrada. "Esta abordagem reduz a vulnerabilidade social do email: se as pessoas não tiverem a chance de ver os emails maliciosos, o fato de estarem ou não sujeitos ao erro ou se são descuidados torna-se irrelevante", diz o executivo da Return Path. "Este cuidado reduz os prejuízos financeiros aos clientes e às instituições bem como danos de imagem e credibilidade", completa.