Friday, 7 November 2014

Pesquisa global revela dificuldades de líderes de TI na proteção das corporações

Noventa por cento dos CIOS e CTOS acreditam que o trabalho de manter suas empresas seguras está se tornando cada vez mais difícil de acordo com a nova pesquisa da Fortinet.O estudo contou com respostas de profissionais de TI do Brasil, Colômbia e México e os resultados mostraram certas semelhanças com descobertas globais.

A forte pressão das diretorias para deixar as empresas mais seguras, cresceu mais de um terço nos últimos 12 meses, tornando a segurança um fator primordial e uma das principais considerações em relação a outras iniciativas de negócios. Este e outros resultados vêm de uma pesquisa independente encomendada pela Fortinet de mais de 1.600 tomadores de decisões de TI (ITDMs), em grande parte, a partir de mais de 500 organizações em todo o mundo. Todos os entrevistados foram adquiridos a partir do painel on-line da Lightspeed GMI, uma empresa de pesquisa de mercado independente.

Os destaques da pesquisa no Brasil foram:

– Dentre os tomadores de decisão de TI que registraram sofrer maior pressão, 63% admitem abandonar ou adiar pelo menos uma nova iniciativa de negócios por causa de preocupações de segurança de TI. As novas demandas de tecnologia emergente, como a internet das coisas (IOT) e biometrias (97%), assim como a mobilidade dos empregados /BYOD e a crescente complexidade de ameaças (ambos 95%) representam o maior desafio para os ITDMs com o objetivo de suas organizações seguras. As respostas brasileiras são mais altas do que as médias percentuais globais, que são de 88% para ambas variáveis.

– A maioria dos tomadores de decisão já sofreu algum tipo de ataque, aumentando a preocupação com a privacidade dos dados e com iniciativas de proteção de Big Data em 94% para ambos; em grande parte dos casos, isso significou novos investimentos em segurança de TI. Respostas brasileiras acerca das iniciativas de proteção de Big Data foram maiores do que a média global de 84%.

Privacidade de dados e segurança de Big Data aumentam gastos As questões de alto perfil que cercam a privacidade de dados estão gerando atitudes, 94% dos ITDMs brasileiros pretendem mudar sua visão sobre estratégia de segurança de TI em resposta a isso. Destes, 59% estão dispostos a investir mais dinheiro em recursos para enfrentar o desafio, com 41% preferindo repensar a estratégia existente.

Enquanto isso, Big Data e análise de dados foram citados por 89% dos entrevistados como condutores de mudanças para a estratégia de segurança de TI, com 50% deles planejando investimentos.

Os setores da indústria com maior predisposição para investir em segurança de TI no Brasil foram o setor público (70%), serviços financeiros (67%) e o de telecomunicações / tecnologia (63%). A pesquisa também apontou que grandes organizações possuem maior tendência a investir.

Quando perguntados se eles tinham recebido recursos humanos e financeiros suficientes para a segurança de TI nos últimos 12 meses, 89% dos ITDMs brasileiros disseram que sim, mesmo percentual que responder ser muito provável ter recursos suficientes para os próximos 12 meses.

Resultados mostram necessidade de elasticidade cibernética

"Com a segurança de TI na pauta das empresas, este e outros desafios estão claramente adicionando peso sobre os ombros de profissionais de TI e questionando a capacidade de algumas organizações em "explorar inovações mantendo a segurança", disse John Maddison, vice-presidente de produtos de marketing da Fortinet. "Estas organizações devem agir agora para resolver questões como o impacto do crescente ambiente de ameaças e o maior controle sobre a segurança de TI, reavaliando seus objetivos para garantir o equilíbrio certo e alcançar a resistência em face de ameaças cibernéticas".

"As boas notícias são que muitas empresas estão se sentindo bem equipadas com recursos financeiros e humanos para os desafios de segurança de TI que surgirem pela frente, mas para isso apontam para novas estratégias inteligentes e mais investimento em tecnologias de segurança".

Pesquisa

O censo de 2014 da Fortinet foi um exercício de pesquisa conduzida em nome da Fortinet, pela empresa de pesquisa de mercado independente Lightspeed GMI. A pesquisa envolveu 1.610 administradores de TI qualificados – predominantemente CIOs, CTOs, diretores de TI e chefes de TI – em grande parte de organizações com mais de 500 funcionários. 8% dos participantes vieram de organizações de 100 a 500 funcionários. 15 países participaram da pesquisa: Austrália, Brasil, Canadá, China, Colômbia, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Coreia, México, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Monday, 3 November 2014

Empresas continuam despreparadas para enfrentar ataques cibernéticos

Apesar de a maioria das empresas no mundo estarem enfrentando crescentes ameaças em seus ambientes de TI, mais de um terço delas (37%) não dispõe de informações em tempo real sobre esses riscos e as ferramentas necessárias para combater os crimes cibernéticos. Esta é uma das conclusões da pesquisa anual "Global Information Security", da Ernst & Young, para a qual foram entrevistadas 1.825 companhias em 60 países.

Entre as deficiências apontadas pela consultoria para o combate ao crime cibernético estão a falta de agilidade das empresas, o baixo orçamento e a carência de habilidades técnicas necessárias para mitigar as vulnerabilidades. Quarenta e três por cento dos entrevistados disseram que o orçamento total de segurança da informação de sua empresa vai permanecer praticamente inalterado nos próximos 12 meses, apesar das ameaças crescentes.

Mais da metade das companhias (53%) declararam que a falta de recursos humanos qualificados é um dos principais obstáculos para o seu programa de segurança da informação, contra apenas 5% das que responderam possuir uma equipe de "inteligência" de combate a ameaças, com analistas dedicados. Os números revelam a existência de uma diferença significativa em relação a 2013, quando 50% das empresas destacaram a falta de pessoas qualificadas e 4% disseram dispor de uma equipe de inteligência contra ameaças.

O item considerado o número 1 em vulnerabilidade que as empresas enfrentam, citado por 38% dos entrevistados, é "funcionários descuidados ou sem consciência sobre os riscos", seguido por "arquitetura ou controles de segurança da informação desatualizados" e "o uso de computação em nuvem", apontados por 35% e 17% dos consultados, respectivamente. O "roubo de informações financeiras", "perturbação ou desfiguração da organização" e o "roubo de propriedade intelectual ou de dados" são as três principais ameaças, indicados por 28%, 25% e 20% das empresas, respectivamente.

"As organizações só vão desenvolver uma estratégia de risco se conseguirem se antecipar aos ciberataques e entenderem que eles têm o potencial de causar um grande prejuízo, não só financeiramente, mas também em termos de marca e dano à reputação, perda de vantagem competitiva e descumprimento às regulamentações", observa Paul van Kessel, líder global da área de riscos da Ernst & Young.

"Muitas empresas ainda estão aquém de dominar os componentes fundamentais da segurança cibernética. Além da falta de foco da alta direção, bem como de procedimentos e práticas bem definidos, muitas das que entrevistamos revelaram que não possuem um centro de operações de segurança. Isso é um grande motivo de preocupação", diz Kessel, ressaltando que o relatório incentiva as organizações a abraçarem a segurança cibernética como um fator de competitividade.

Medida que taxa aluguel de data center no exterior elevará custos em mais de 50%

A entrada em vigor do Ato Declaratório nº 7 da Receita Federal, publicado no Diário Oficial, no dia 18 deste mês, que estabelece a cobrança de impostos e contribuições nas operações de aluguel de data center no exterior, vai elevar o custo da locação para as empresas em mais de 50%.

O cálculo é do diretor financeiro da empresa gaúcha de data center Under, Diego Grazziotin, ao explicar que a norma baixada pela Receita estabelece o recolhimento de pelo menos cinco impostos — Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), Cide-Royalties, PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação. Isso sem contar a incidência de IOF (imposto sobre operações financeiras) para operações de crédito, e a cobrança municipal do ISS. "Há uma conta simples que demonstra isso. Hoje, uma companhia que paga R$ 1 mil por mês para usar um data center no exterior vai passar a desembolsar pelo menos, R$ 1,5 mil."

Embora a Normativa 1.277 de 2012 já imponha essas tributações a algumas empresas, o que significa que, para elas, pouca coisa mude, Grazziotin observa que a cobrança retroativa desses tributos ainda é uma questão incerta e "vai gerar muita discussão para aquelas companhias que enxergavam esse processo como um aluguel de bens móveis".

O executivo diz que ainda não está claro, num primeiro momento, como essa tributação vai refletir no consumidor final. "Porém, se pensarmos que muitas empresas utilizam data centers no exterior e terão que pagar mais caro por isso, é fácil concluir em que parte elas terão que compensar essa perda." Segundo Grazziotin, a medida, obviamente, protege o mercado nacional, "forçando" as empresas que dependam de data centers no exterior a repensar as suas estratégias.

Proteção às empresas brasileiras

As empresas brasileiras serão beneficiadas, pois enfrentam uma concorrência forte das companhias estrangeiras. Devido ao aumento de preço com a nova tarifação, a procura por data centers no exterior deve diminuir, na avaliação de Daniel Freire, diretor da TIER4 Intelligent Solutions, que fabrica contêineres de sistemas de distribuição de energia para data centers.

Por outro lado, ele avalia que uma tarifação desse gênero demonstra que o governo está pensando no curto prazo. "No lugar de trazer empresas para o Brasil, com incentivos, simplesmente se coloca uma barreira financeira que protege a indústria nacional agora, mas que no longo prazo deve se tornar ineficaz, visto que o mercado tende a não aceitar bem sanções ou imposições sem as devidas adequações", diz Freire.

Outro problema apontado por ele é que, embora a demanda dos data centers brasileiros deva aumentar com a entrada em vigor da medida, há o risco de não conseguirem atender a procura. "Ainda não temos mão de obra qualificada o suficiente para ambientes de missão critica, por exemplo, pois esse mercado no Brasil tem como base pessoal de TI e engenharia elétrica, para lidar com estas questões", finaliza Freire.

Saturday, 1 November 2014

Relatório da McAfee revela que empresas desativam firewall para priorizar desempenho de rede

A McAfee publicou um novo relatório intitulado Desempenho e segurança de rede, que aborda os desafios que as organizações enfrentam ao implantar segurança e, ao mesmo tempo, manter uma infraestrutura de rede com o máximo desempenho. Lançado durante a conferência FOCUS 14 da McAfee, que acontece nesta semana em Las Vegas, o relatório revelou que um número alarmante de organizações está desativando recursos avançados de firewall a fim de evitar quedas significativas no desempenho de rede.

Para a elaboração do relatório foram entrevistados 504 profissionais de TI e 60% afirmou que o design da rede de sua empresa tinha como foco a segurança. No entanto, mais de um terço dos entrevistados admitiu desativar recursos de firewall ou não ativar determinadas funções na tentativa de aumentar a velocidade da rede. "É uma pena que a desativação de recursos importantes de firewall tenha começado a se tornar uma prática comum devido a preocupações com o desempenho da rede", comenta Pat Calhoun, gerente geral de segurança de rede da McAfee.

De acordo com o relatório, os recursos mais comuns desativados pelos administradores de rede são DPI (Deep Packet Inspection, ou inspeção profunda de pacotes), antispam, antivírus e acesso por VPN. O DPI, recurso desativado com mais frequência, detecta atividade maliciosa no tráfego de rede normal e evita intrusões bloqueando automaticamente o tráfego nocivo antes que danos ocorram. Este recurso é essencial para uma proteção sólida contra ameaças e é um componente básico dos firewalls de próxima geração, que atualmente representam 70% de todas as novas aquisições de firewall. 

Muitas organizações optam por desativar a DPI devido à alta demanda que essa inspeção coloca nos recursos de rede, gerando uma queda superior a 40% nas taxas de transferência, de acordo com pesquisa realizada pela Miercom. No entanto, o Next Generation Firewall da McAfee com a DPI ativada manteve uma das taxas de transferência de firewall mais altas nos testes da Miercom.

De maneira geral, a solução da McAfee manteve um desempenho de taxa de transferência muito mais consistente com os recursos de segurança ativados quando comparado a outros produtos da categoria. Os concorrentes testados apresentaram queda de 75% ou mais no desempenho com a DPI, o antivírus e o controle de aplicativos ativados.

"Com o aumento de mais de 200% no número de violações de dados confirmadas no último ano, nunca foi tão importante que as organizações adotassem as proteções avançadas disponíveis nos firewalls de próxima geração", acrescenta Calhoun. "Na McAfee, possibilitamos a implantação da tecnologia de segurança em todo o seu potencial, sem sacrificar a usabilidade ou a produtividade."