Tuesday, 20 May 2014

Governo americano usa as mesmas táticas de hackers, diz especialista

Os motivos podem ser diferentes, mas o governo dos Estados Unidos usa as mesmas táticas de invasão a computadores empregadas por cibercriminosos. Foi o que disse nesta terça-feira o especialista em segurança Bruce Schneier durante a Be Mobile Conference, evento promovido pela BlackBerry que acontece em Miami (EUA) nesta semana. Autor de diversos livros sobre o assunto, Schneier é reconhecido como um dos principais especialistas em segurança digital do mundo.

A diferença do que faz a NSA e um criminoso está no depois, quando a rede já foi invadida, se ele irá espionar os usuários ou roubar dados de cartão de crédito como foi com a Target”. No ano passado, hackers acessaram informações de 40 milhões de clientes da rede de lojas de eletrônicos.

Alvo de espionagem pela NSA, o Brasil é para Bruce Schneier um país que tem tido uma posição firme sobre ciberespionagem, ao lado da Alemanha. Para Schneier, ambos os países estão tomando atitudes interessantes que podem alterar o cenário atual.

Em se tratando de Brasil, o especialista citou a recente aprovação do Marco Civil, que além de regular a internet foi visto como uma resposta do governo às informações contidas nos documentos vazados por Edward Snowden.

Ataques anônimos são característica de guerra cibernética

Não saber o autor e o motivo do ataque é a principa diferença das ações pela internet em comparação ao que acontece nas guerras como as que conhecemos do passado. “Podemos identificar a origem dos ataques pelos alvos, mas é impossível ter certeza de quem e por quê. Em uma guerra tradicional, os Estados Unidos poderiam ser identificados nas ruas pelo tanque que só eles eram capazes de comprar, hoje não é mais assim”, exemplifica.

Para Bruce Schneier, essa impossibilidade de saber quem está por trás de um ataque e por que, se por dinheiro ou poder, é um dos grandes desafios, especialmente para os governos. O risco de uma guerra cibernética em larga escala, no entanto, foi descartado pelo especialista, que acredita apenas em ataques isolados e com alvos específicos.

Para Schneier, o desafio atual em termos de segurança é como se proteger, pois na era tecnológica, é muito mais fácil atacar do que defender. O especialista acredita que o caminho seja encontrar formas de descobrir os ataques com mais rapidez, no mesmo dia, minutos depois do ocorrido, e não dois anos depois, como aconteceu com o site do Dalai Lama.

Os administradores do site descobriram somente em 2013 que os servidores da Administração Central Tibetana haviam sido invadidos e infectados por um vírus e que seus visitantes estavam sendo espionados desde 2011. Na época, a Kaspersky divulgou que os ataques provinham da Ásia, possivelmente da China. Mas Schneier alerta que hoje é impossível ter certeza da origem de qualquer ataque, pois todos (pessoas, empresas e governos) utilizam as mesmas táticas.

* A jornalista viajou a Miami a convite da BlackBerry

Monday, 19 May 2014

Fraudes online fazem 77 mil vítimas por dia

É comum ouvir, diante do comentário de que alguém foi vítima de um golpista, a frase “Mas eu nunca cairia num golpe desses”. Apesar disso, cerca de 77 mil brasileiros sofrem diariamente em fraudes online, de acordo com dados da empresa de antivírus Norton. A crença de que a autoria do delito não será descoberta é o principal motivo que leva uma pessoa a não denunciar a prática.

No conto da noiva russa, por exemplo, uma pessoa envolve a outra de tal maneira que a acaba convencendo de mandar dinheiro para uma conta bancária com a justificativa de que “ela” gostaria de vir ao Brasil visitar o “amante”. Certamente, tal jovem não era nem jovem, nem bela, e, talvez, nem mulher.

— A internet expõe a gente. As pessoas sabem o que você faz, seu cotidiano. Certa vez, fui apresentar um programa numa web TV, antes de entrevistar a personagem, eu analisei o perfil dela numa rede social. Quando ela chegou, já fui falando do que ela gostava de fazer, e ela ficou assustada com tudo que fui falando. Estamos expostos ao perigo — contou Gilmar Lopes, criador do blog E-Farsas e pesquisador da web desde o início da internet no Brasil.

Os crimes cibernéticos vão além do estelionato, porém. Ataques à honra, extorsão, pedofilia e apologia ao crime também são cometidos na rede. E toda delegacia é obrigada a registrar a ocorrência e investigar os crimes virtuais.

No Rio de Janeiro, desde 2000 a apuração de casos de maiores complexidades é feita pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). De acordo com o titular da especializada, Alessandro Thiers, não existe uma classe social alvo dos crackers (indivíduo que usa seus conhecimentos para atos ilegais na web). Ainda segundo Thiers, mais de 40% dos casos ocorridos na internet são de crimes contra a honra. Seguido das fraudes de um modo geral e da pedofilia.

— Tudo que acontece no mundo virtual é real. São reais as empresas, as pessoas, elas podem não ser verdadeiras, mas são reais. A internet deixa rastro. Por isso, quase sempre chegamos a autoria desses crimes. A população tem que denunciar — afirmou o delegado.

Atenção aos filhos
Cuidado com o conteúdo que seus filhos têm acesso na internet. Caso eles usam sites de redes sociais, tenha sempre a ciência do que eles fazem com quem falam e sobre o que falam.
Bom demais...

Cuidado com e-mails de ofertas boas demais ou de produtos muito baratos.

Desconfie

Se você começar a receber e-mails de resposta de algo que você não enviou, desconfie.

Contas pessoais

Evite usar computadores de uso coletivo para acessar suas contas pessoais;

Extensões de arquivos

Cuidado com arquivos de extensões como “.exe”, “.rar” ,“.pif”, “.dll”, “.scr”, “.com” e “.zip”. É comum usuários mal intencionados enviarem arquivos com vírus disfarçados de música, filmes, programas etc.

Friday, 9 May 2014

Bancos são multados por falhas no sistema de segurança

A Polícia Federal multou oito bancos, na soma de R$ 272.066 ,94, por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário. As autuações que passaram pela Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), do Ministério da Justiça, puniu com a multa mais alta, pela terceira vez consecutiva, o Banco do Brasil, que recebeu sanção no valor de R$ 97.551,36; em seguida, o Bradesco, R$ 49.657,29; a Caixa Econômica Federal, R$ 39.016,29; o Itaú, R$ 31.924,06; o Santander, R$ 25.186,18; o HSBC, R$ 14.187,65; o Banrisul, R$ 10.642,06; e o Alfa, R$ 3.902,05.

Os bancos foram autuados em processos movidos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp), por causa do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e das portarias da Polícia Federal. Também foram punidas empresas de segurança, vigilância, transporte de valores e cursos de formação de vigilantes.

As principais infrações cometidas pelos bancos foram relativas a equipamentos inoperantes, número insuficiente e falta de rendição de vigilantes no horário de almoço, transporte de valores feito por bancários, inauguração de agências sem plano de segurança aprovado e cerceamento da fiscalização de policiais federais.
“Essas multas comprovam que os bancos continuam atuando com descaso na segurança dos estabelecimentos . Os bancos olham a segurança como custo que pode ser reduzido para aumentar os lucros, em vez de cumprir a legislação e fazer investimentos para prevenir assaltos e sequestros e proteger a vida dos bancários, vigilantes e clientes”, afirmou em nota Leonardo Fonseca, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CCASP.

Em resposta a notificação de multa, o Banco do Brasil informou que “possui a maior rede de atendimento, em todas cidades no país; cumpre a legislação; e investe recursos significativos em segurança, inclusive em modernos equipamentos que vão além do exigido pelos dispositivos legais. Em relação às multas, o banco está avaliando as causas para adoção de medidas administrativas adequadas.”

Já o Bradesco garantiu que “atende às normas de segurança estabelecidas pela Lei Federal 7102/83, que regula a segurança de todo o sistema financeiro.”

O Santander informou “que está analisando as situações apontadas pela Polícia Federal para adotar as medidas cabíveis. O banco ressalta que cumpre as determinações do Plano de Segurança em suas agências, bem como as demais exigências da Lei Federal nº 7.102/83.”

O Itaú Unibanco afirmou que irá recorrer.

Consultados, a Caixa Econômica Federal e o HSBC ainda não se pronunciaram.

Não foram localizados representantes do Banrisul e do banco Alfa.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) esclarece que os problemas apontados são pontuais e não se refletem numa redução dos padrões e procedimentos de segurança seguidos pelos bancos. Tanto que os investimentos na área avançaram de forma significativa nos últimos anos passando de R$ 3 bilhões/ano, em 2002, para R$ 9 bilhões, em 2013. Tais investimentos levaram o número de assaltos a banco a cair em todo o país ao longo dos anos. De acordo com dados de 17 instituições financeiras, segundo a Febraban, em 2013 foram registrados 449 assaltos e tentativas, o que corresponde a uma queda de 76,4% em relação ao total de 1.903 assaltos e tentativas verificados em 2000. A federação afirma compartilhar a preocupação da população e das autoridades com a segurança e a integridade dos clientes e funcionários de bancos. A entidade diz ainda atuar na elaboração de ações propositivas que visem à segurança dos bancos, dos funcionários e usuários e também em parcerias com órgãos públicos no combate à criminalidade.


© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Trend Micro identifica brechas de segurança em empresas

A Trend Micro fez uma avaliação de segurança da informação com base nos últimos serviços Deep Discovery, executados em empresas brasileiras com mais de dois mil computadores. O levantamento aponta que as companhias não estão preparadas para possíveis novos ataques cibernéticos.

Os números de malwares são os mais relevantes. Foram detectados malwares já conhecidos em 98% das análises, sendo que em 72%, se tratavam de malwares bancários, e, em 30%, malwares para Android. Em 58% das análises, foram encontrados malwares não conhecidos.

Foi constatada a presença de botnets ativas – redes zumbis controladas por atacantes que podem roubar dados confidenciais dos computadores infectados e distribuir conteúdos não-solicitados, como spams, sem que o operador da máquina tenha conhecimento. Essa ameaça estava presente em cerca de 90% das máquinas. Também foram encontradas aplicações não autorizadas em 82%, documentos maliciosos em 66%, e conexões a serviço de Cloud Storage em 80%.

Os principais riscos identificados nas empresas foram:

- Vazamento de informações confidenciais;
- Funcionários e empresa como vítimas de ataques bancários;
- Uso da infraestrutura da empresa para ataques a terceiros;
- Presença constante de atacantes dentro da rede;
- Sequestro de informações cruciais ou críticas, cobrando o resgate da empresa ou vendendo as informações para outros;
- Espionagem.

"A falta de segurança é um problema grave e as empresas nem sempre têm essa percepção. Elas correm riscos, como o vazamento de informações confidenciais, fraudes bancárias e até de ter ataques realizados a partir de sua rede, sem saber. A empresa ainda pode ter suas informações sequestradas e correr o risco do atacante vendê-las para um terceiro, sem a possibilidade de recuperar esses dados", diz Leonardo Bonomi, diretor de Tecnologia e Suporte da Trend Micro.

Estar com as aplicações atualizadas e ter uma estratégia de proteção em camadas são a melhor maneira da empresa se proteger de possíveis ataques. "Para se prevenir, é muito importante que as empresas tenham uma estratégia eficiente de segurança em camadas, que proteja todas as máquinas e a rede da empresa", finaliza Bonomi.